domingo, 15 de julho de 2018

Tribuna de Copa #dia32: Marselhesa pela segunda vez


Favorita do início ao fim, a França é novamente campeã do mundo. Vinte anos após a primeira conquista, a segunda taça corou uma campanha muito correta da jovem geração comandada por Didier Deschamps. E para encerrar o Mundial em grandioso estilo, os franceses venceram os croatas por 4 a 2 no trigésimo segundo e último dia de Copa do Mundo.
Projeto que deu certo! Deschamps comandou a França na Copa de 2014 e na Euro de 2016 (Fifa.com)
O jogo foi de extremos e teve a volta da utilização do VAR para a decisão de um lance importante. Primeiro Griezmann abriu o caminho e achou a brecha no gol contra marcado por Mandzukic. Aliás, enfim o camisa 7 teve uma atuação digna do seu talento nesta Copa do Mundo e ainda marcou o segundo gol, de pênalti.

Pogba foi genial no meio de campo francês na
 final contra a Croácia (Fifa.com)
Outro que muito se destacou nesta noite russa foi o meia Pogba. O craque do Manchester United não errou absolutamente nada e ainda deixou a sua marca na decisão. Mbappé completou o triunfo e, de quebra, veio a grande atuação francesa nesta Copa do Mundo. Com soberania, os gigantes espantaram o fantasma do vice da Euro 2016.

Por outro lado, Giroud seguiu destoando e deixou o Mundial sem acertar um chute sequer ao gol adversário. A fraca campanha do camisa 9 francês deveria ser repensada por Deschamps, afinal, já passou da hora de Karim Benzema retomar a posição de titular no ataque. Mais vencedor que o atacante do Real Madrid, nenhum jogador da atual França é.

19 anos e muita carreira pela frente, Mbappé
 roubou a cena no Mundial (Fifa.com)
Mas não é hora de pensar no passado ou nos encaminhamentos para o futuro. O futebol da França volta a ser o melhor do mundo em um momento crucial. Na era em que um clube francês planeja se tornar campeão europeu, o país mostra que os grandes jogadores possuem a sua nacionalidade.

O desfecho da campanha de título invicto só não termina 100% devido ao empate em 0 a 0 com a Dinamarca na primeira fase. Aquela partida lamentável foi o único confronto sem gols de todo o Mundial.

Enquanto isso, a Croácia sai de cabeça erguida. A melhor geração do jovem país europeu por muito pouco não conquistou um título inédito. O cansaço e a fragilidade em enfrentar a equipe melhor preparada para a Copa do Mundo complicou a vida dos croatas. No fim das contas, o 4 a 2 coroa também a campanha fenomenal dos croatas.
Se Giroud e Lloris destoaram negativamente, Griezmann enfim teve uma atuação brilhante no Mundial da Rússia (Fifa.com)

Nota: é inadmissível uma equipe sofrer um gol como o marcado por Mandzukic na decisão. O segundo tento croata na partida surgiu de uma falha medonha do goleiro Lloris. O capitão francês, que possui uma boa carreira, não pode ter a soberba de tentar driblas o principal atacante do vice-campeão mundial dentro da pequena área. O castigo veio e quase passou despercebido. Se ainda estivesse 2 a 1 e o camisa 1 tivesse sofrido dessa maneira, Hugo Lloris teria sido vaiado ali mesmo.

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