domingo, 8 de julho de 2018

Tribuna de Copa #dia24: o melhor do Mundial

As quartas de final da Copa do Mundo chegaram ao fim. E no vigésimo quarto dia de Mundial da Rússia, o melhor jogador do torneio novamente foi protagonista. Luka Modric ajudou a recolocar a Croácia nas semifinais, igualando a campanha fantástica de 1998. O triunfo nas penalidades sobre os russos, apesar do adversário ser mais frágil, precisa ser muito valorizado.
Comandados pelo talento discreto de Luka Modric, a Croácia vai ter a chance de superar 1998 (FIFA.com)
A última derrota croata foi antes do início do Mundial. Aquele amistoso contra o Brasil mostrou que o time europeu não vinha para a Copa passear e a invencibilidade ao longo do torneio mostra que, além de tudo, a Croácia entendeu como se deve jogar a Copa de 2018.

Na noite desse sábado, a atuação de Luka Modric foi daquelas na quais os grandes craques ficam raízes. O camisa 10 e capitão croata foi a alma de uma equipe, apesar de não ter marcado gol e quase ter desperdiçado a sua penalidade.

No entanto, mais do que Modric, é impressionante a forma como os coadjuvantes estão jogando por ele. E na hora da verdade, todos estão dando conta, em especial o goleiro Subasic, que é, talvez, o mais humano desse elenco.

Para a Rússia, a campanha foi acima da média. Afinal, o time fraco apresentou bons valores, Cheryshev e Golovin que o digam. O desempenho de quartas de final, que lutou e que só foi batido nos pênaltis, encerra de maneira honrosa a participação na Copa. E mais do que isso, os russos superam os desempenhos dos últimos dois anfitriões, tendo em vista que a África do Sul não passou da primeira fase e o Brasil caiu humilhado, mesmo em quarto.

No outro jogo da rodada, a Inglaterra se impôs, despachou a Suécia sem dificuldade e chega às semifinais como favorita ao lado da França.

Sem uma grande atuação de Harry Kane, a primeira vez em que o camisa 9 não marcou no Mundial, o conjunto funcionou. Do goleiro Pickford ao meia Dele Alli, tudo deu certo.
Foi a vez de Dele Alli decidir em favor do English Team (FIFA.com)
E é através de uma base jovem, encaixada e motivada que o técnico Gareth Southgate vai quebrando a escrita de uma equipe  com fama vexatória.

O English Team está de volta a fase semifinal e nunca teve uma oportunidade tão boa para lutar pelo bicampeonato mundial.

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