sábado, 7 de julho de 2018

Tribuna de Copa #dia23: do jeito que o Diabo gosta

O vigésimo terceiro dia de Copa do Mundo da Rússia tratou de encerrar o sonho brasileiro do hexa. A fria e dolorosa derrota do Brasil veio para a Bélgica que, conquistou, por ora, o maior triunfo de sua história. E que atuação gigante de uma geração que já prometia há quatro anos, mas agora, mais experiente, vai desbravando gigantes do chaveamento difícil do Mundial.
Queridinho de Guardiola, De Bruyne é, possivelmente, o jogador mais regular da temporada (Fifa.com)
O jogo perfeito do trio de ouro da Premier League - Hazard, De Bruyne e Lukaku - só foi ofuscado pelo trabalho brilhante do treinador espanhol Roberto Martinez. Uma formação móvel e para lá de encaixada durante os 90 minutos anulou, na primeira etapa, os trabalhos de Tite e companhia.

O revés definitivo encerra o primeiro Mundial do técnico do Brasil de quem muito se esperava, principalmente após uma Eliminatória perfeita, mas que em momento algum foi capaz de repetir a mesma desenvoltura.

Por sinal, péssimo Mundial de Neymar, que deixa a Rússia sem o apoio da mídia nacional e odiado internacionalmente. O camisa 10 da Amarelinha, desta vez entrou em campo e ficou até o fim, mas não conseguiu entender o peso que o próprio representa.
Quase cortado, Renato Augusto marcou o último gol do Brasil na Copa (FIFA.com)
Do outro lado, os Diabos Vermelhos vingaram 2002, quando foram garfados. Mas isso fica apenas na simbologia, já que o que importa é que o jogo funcionou de maneira perfeita por parte dos 11 titulares. Apesar de De Bruyne e Hazard, Lukaku foi a chave, quebrando a marcação de uma das melhores defesas da Copa do Mundo. A Bélgica se credenciou e pode sim ser campeã mundial.

Mais forte que os belgas somente está a França. Sem dificuldade, os franceses passaram por cima do Uruguai e seguem vivos na competição. E num time que tem um craque se destacando mais em cada rodada específica, Griezmann foi a bola da vez. O craque do Atlético de Madrid marcou o segundo gol e deu o passe para Varanda abrir o marcador.

Vinte anos após o primeiro título, a Marselhesa volta a ter esperança. Uma geração bem mais humilde que a campeã em 1998, mas que é comandada por um vencedor. E Didier Deschamps sabe bem o caminho da vitória.
O sonho segue vivo! Por ora, a França é o melhor time do Mundial (FIFA.com)
Para os uruguaios, ficou o sentimento de missão cumprida. Em três Mundiais, Óscar Tabárez conseguiu não só classificar o seu país para a Copa, como também levar a equipe ao mata-mata. Em 2018, as quartas ficaram de bom tamanho, já que o futebol praticado pela Celeste foi mediano.

Leia mais sobre a Copa do Mundo de 2018:

+ Dia 4: em mar de Mundial, atual campeão normalmente se afoga
+ Dia 5: uma tarde de Premier League
+ Dia 6: organização faz a diferença
+ Curiosidades da 1ª rodada
+ Dia 7: nivelado por baixo
+ Dia 8: uma noite para Šuker aplaudir de pé 
+ Dia 9: futebol é mais política que pão e circo
+ Dia 10: um dia de brasileiro
+ Dia 11: Kane e mais 10 na seleção da Copa
+ Curiosidades da 2ª rodada
+ Dia 12: um papelão no Grupo B 
+ Dia 13: a paixão que supera a bagunça
+ Dia 14: faltou o calor brasileiro para a frieza alemã na Rússia
+ Dia 15: foi apenas um susto
+ Curiosidades da 3ª rodada
+ Copa do Mundo chega ao mata-mata procurando um futebol de alto nível