segunda-feira, 16 de julho de 2018

Copa do Mundo Rússia 2018 - Destaques


A vigésima primeira edição da Copa do Mundo chegou ao fim. Estreando em solo russo, o Mundial conduziu o planeta em pouco mais de 30 dias e coroou a perseverança francesa, que após 20 anos voltou a levantar a taça, além de se consolidar como uma potência entre seleções.

Com um time mais humilde que o de 1998, a França conquistou a Copa e se consolidou como potência do futebol de seleções (Fifa.com)
Também foi uma Copa muito especial para outros dois países. Afinal, croatas e belgas levaram os seus times a conquistarem as suas melhores colocações na história do torneio. E mais do que isso, o Mundial mostrou que o futebol entra em uma nova fase, menos vistosa que a década passada, na qual os espanhóis dominaram e os alemães também colheram frutos.

E como de costume a cada competição que se encerra, a Tribuna do Cisco preparou alguns destaques da Copa do Mundo da Rússia. Quem brilhou, surpreendeu e decepcionou no maior evento esportivo do planeta.



Duelo de craques: franceses e belgas fizeram de tudo na
 semifinal com cara de final (Fifa.com)
E se a essência do futebol atual mostrou que o rodízio de esquemas táticas, jogo físico e a preciosismo na bola parada resolveu partidas no Mundial, não há como não destacar o duelo entre França e Bélgica. A semifinal com cara de decisão reuniu as equipes que melhor jogaram na competição. Os belgas até com um estilo bem mais bonito, coletivo, ofensivo. Porém, a tradição francesa somada a qualidade de seus talentosos atletas suportou a pressão diabólica e foi fatal numa cobrança de escanteio. O gol Umtiti deu aos bicampeões mundiais a chance de disputar a decisão. O resultado levou a Bélgica para a disputa do terceiro lugar, um resultado bem amargo diante do que poderia ter conquistado.


Modric foi o maestro da Croácia e da Copa (Fifa.com)
Mais do que jogar bem, um jogador que é capaz de levar o seu time limitado mais além merece todo o destaque possível. Luka Modric foi assim. Um meia à moda antiga, um 10 clássico que foi o principal responsável por levar a Croácia para a decisão da Copa do Mundo pela primeira vez em sua história. Além de colocar o seu nome junto ao de várias lendas do Mundial, o capitão croata praticamente completou a sua carreira brilhante. Além de 10 do Real Madrid, o jogador se tornou o melhor da Copa do Mundo, um feito para poucos.



Entre os comandantes, o destaque foi sim Roberto Martinez. O treinador da Bélgica chamou atenção ao apresentar um esquema tático diferente em cada fase de mata-mata. Contra o Brasil, por exemplo, o sistema mudava quando a equipe estava no ataque e quando defendia. Todo esse espetáculo, obviamente, foi construído graças a um elenco muito qualificado, que parou na semifinal, porém, foi o que mais envolveu o adversário em todo o Mundial.

O homem que domou as feras belgas e foi destaque entre os técnicos da Copa (Reuters)



Mbappé se coloca entre os candidatos a bola de ouro (Fifa.com)
Esse, sem dúvida, foi o destaque quase unânime. Que Kylian Mbappé é um fenômeno todo mundo sabe. Que ele quebra os recordes com sua tão pouca idade também é compreensível por todo o planeta. Mas em 2018, a maior joia do futebol francês conseguiu ser o cara do país campeão do mundo com apenas 19 anos. O talento individual do camisa 10 da França foi o que mais plástico e veloz pudemos ver nesse Mundial. E com todos os méritos, foi sim a revelação do torneio.




Atuações na Copa deixaram o camisa 10
do Brasil na lama (Fifa.com)
Infelizmente, ninguém na Copa do Mundo decepcionou mais do que Neymar. É bem verdade que poucos esperavam uma eliminação alemã na fase de grupos, apesar do ambiente ruim da delegação tetracampeã mundial. Contudo, muitos esperavam mesmo do brasileiro, o dono da camisa 10 de um time que viva um momento de muita confiança. A Copa chegou e o craque maior do nosso futebol cinco estrelas decepcionou como poucos. Nenhuma atuação digna de sua classe somada a intensas quedas que ficaram famosas no mundo inteiro. Neymar está na boca do povo e não é pelo seu talento. Isso já comprova tamanha decepção com a sua participação no torneio.



A Copa da Rússia também foi uma competição repleta de golaços. E isso foi visto com muita atenção até mesmo pelos árbitros de vídeo. Teve gol de Cristiano Ronaldo de falta no último lance de partida, uma trivela perfeita de Quaresma. Também vimos Philippe Coutinho acertar um petardo colocado ou Cheryshev, a surpresa russa, mandar uma pintura misturando força e efeito. Contudo, o gol mais bonito deste Mundial foi marcado pelo lateral francês Pavard. O jogador acertou um chutaço contra a Argentina na partida que terminou 4 a 3. Um belo gol do campeão do mundo.



O nosso selecionado da Copa da Rússia terminou com só jogadores que atuam por seleções europeias. Também não foi para menos, já que os quatro primeiros colocados pertencem ao velho continente. Ao todo, são seis jogadores franceses, com a dupla de zaga excepcional, o lateral Lucas Hernandez, o volante Kanté, o meia Pogba e o craque de ataque Mbappé. A Inglaterra colocou dois jogadores: o goleiro Pickford e o lateral-direito ou ala Trippier. Harry Kane, o artilheiro do Mundial também merece ser lembrado, mas não está em nossa lista. Pela Croácia, o craque da Copa, Luka Modric, é quem conduz o meio de campo e Mario Mandzukic, o autor do gol que colocou a equipe na decisão pela primeira vez, também merece o destaque. Quem completa o nosso time é Eden Hazard, o capitão e maior craque da fabulosa geração belga.

(GloboEsporte.com)
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+ Dia 7: nivelado por baixo
+ Dia 8: uma noite para Šuker aplaudir de pé 
+ Dia 9: futebol é mais política que pão e circo
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