quinta-feira, 21 de junho de 2018

Tribuna de Copa #dia8: uma noite para Šuker aplaudir de pé


O oitavo dia de Copa do Mundo colocou o futebol argentino na lama. Porém, muito mais do que o fracasso sulamericano, uma noite de gala do futebol croata, digno de Davor Šuker, ou simplesmente de Luka Modric. O triunfo que classificou mais um europeu para o mata-mata foi apoteótico. Além disso, a França em mais uma vitória preguiçosa e um empate com direito a VAR embalaram a quinta-feira de futebol na Rússia.

Luka Modric foi novamente eleito o melhor da partida em jogo da seleção croata (Fifa.com)

Messi nunca esteve tão cabisbaixo (Fifa.com)
Iniciando pelo jogo mais impressionante do dia, a Argentina provou, mais uma vez, que o trabalho de Jorge Sampaoli é tão ruim quanto dos seus antecessores. Conivente com tamanha bagunça protagonizada pela AFA, o treinador não consegue ajustar o time. E mais do que isso, abre mão dos mais talentosos jogadores, daqueles que poderiam tabelar melhor com Lionel Messi. Somado a isso está o problema extra-campo. Jamais havia visto o camisa 10 tão desapontado, apagado, sem ação.

Do outro lado, a Croácia foi excepcional. O dia em que Luka Modric, o herdeiro de Xavi, chamou para si os olhos do mundo e colocou o seu país no topo por um dia. Mérito também para Rakitic, que marcou um dos gols. Dias após o corte de Kalinic, os croatas se mostram muito maiores do que uma polêmica. Uma atuação de encher os olhos que garante a classificação da equipe no Grupo D.

Talento não falta. A França pode mais, Deschamps! (Fifa.com)
Melhor no papel que a seleção croata, a França segue decepcionando. Ao menos pelo tamanho da precaução do técnico Didier Deschamps, que chegou a sacar Griezmann e Mbappé durante a vitória sobre o Peru. Um risco desnecessário, já que poderia ter comprometido o triunfo francês. Por sorte, o trio de ataque, formado pela dupla já mencionada e Olivier Giroud, deram conta de solucionar uma bronca. Contudo, diante de tudo o que cerca o valor da Marselhesa, ainda é muito pouco para ser campeão do mundo.

Ao Peru, os fracassos de Cueva e Guerrero, os principais atletas do time, evidenciam um elenco verde e imaturo para jogar Copa do Mundo. O camisa 9 e maior artilheiro da história da seleção lutou muito na justiça para estar na Copa e entregar a bola nos pés de Pogba. Um erro crasso, que deixa os peruanos sem chances matemáticas de classificação no Grupo C.
Jedinak e os pênaltis acertados por ele e pelo VAR (Fifa.com)

E se o Peru está fora, Dinamarca e Austrália vão lutar pela última vaga. Os dinamarqueses são mais técnicos, jogam um futebol mais vistoso, enquanto os australianos possuem experiência necessária para dar a volta por cima. O jogo que abriu a quinta-feira de jogos provou isso. Os europeus abriram o placar no talento de Eriksen, e a seleção que representa a Ásia por questão política igualou com mais uma penalidade convertida por Jedinak. O fato é que a segunda vaga está completamente em aberto.


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