quinta-feira, 21 de junho de 2018

Tribuna de Copa #dia7: nivelado por baixo


O sétimo do dia de Copa do Mundo da Rússia expôs fragilidade até mesmo de quem era considerada favoritíssima ao título. E se até a Espanha consegue sofrer diante de um time pequeno, o equilíbrio do Mundial confirma que é pelo nível baixo. Nesse sentido, tudo indica que, na segunda fase, quem destoar muito da realidade, pode se aproximar da estrela de campeão do mundo.

A Espanha sofreu diante do modesto Irã (Fifa.com)
Cristiano Ronaldo anotou mais um, porém, Portugal não
 jogou absolutamente nada (Fifa.com)
A primeira partida do dia precisou de apenas cinco minutos para ser solucionada. Cristiano Ronaldo se livrou da marcação, balançou as redes pela quarta vez nesta Copa do Mundo e deu mais uma vitória para Portugal. O craque da competição até aqui só não contava que o seu time jogaria tão mal no resto do jogo.

Do outro lado, o Marrocos manteve o bom o futebol apresentado na derrota para o Irã, e como aquele velho dilema do “jogou como nunca e perdeu como sempre”, os africanos chegam a terceira rodada já eliminados.

Na sequência, foi a vez do pior jogo do dia. Mais preguiçoso e sem nenhuma técnica, o Uruguai derrotou a Arábia Saudita por apenas 1 a 0. O gol de Suárez, que completou 100 jogos pela Celeste, foi o prêmio à mediocridade. Afinal, o Pistoleiro conseguiu o tento graças a uma falha bizarra do goleiro saudita.

Cem jogos de Suárez na pior versão uruguaia dos últimos tempos (Fifa.com)
Apesar de ser o único sulamericano a ter vencido uma partida até aqui, os uruguaios não convencem. A idade avançada de um time que brilho em 2010 e 2011 coloca o Uruguai como azarão até mesmo diante da Rússia, que também já está classificada no Grupo A. Na próxima rodada, vem a definição do primeiro e segundo colocado, já que Egito e Arábia Saudita estão matematicamente eliminados.

No confronto derradeiro dessa quarta-feira, a Espanha sofreu para vencer o Irã. Isso mesmo! Se Pep Guardiola assistisse a partida da equipe de Fernando Hierro ficaria muito frustrado. O tiki-taka tão odiado pelo técnico do Manchester City ficou evidente, afinal, os espanhóis tomaram conta da posse, rodaram para lá e para cá e não conseguiam definir em gol.

Símbolo do talento da atual Espanha,
Isco ainda não marcou (Fifa.com)
E mesmo com o paliativo de apresentar um futebol supostamente bonito - os de 2010 e 2012 eram bonitos -, somente quando Diego Costa “enfeiou” o jogo foi o que o gol saiu. A boa forma do atacante do Atlético de Madrid garantiu o primeiro triunfo espanhol na Copa do Mundo. O camisa 19 enfim consegue a aprovação da crítica por ser um jogador naturalizado. Com mérito, é claro!

Ainda favorita, a Espanha sofreu como Portugal e Uruguai. O Irã foi com tudo e até chegou a empatar, mas o gol foi anulado por impedimento.

O dia dos três 1 a 0 mostraram que a Copa da Rússia é a do equilíbrio, mas com um nível bem inferior se compararmos com o Mundial do Brasil.


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