sábado, 16 de junho de 2018

Tribuna de Copa #dia3: sonolento como os favoritos franceses


Um dia bem preguiçoso. A Copa do Mundo da Rússia encerrou a sua terceira data de competições desmistificando algumas favoritas. Afinal, a França, recheada de expectativas, sofreu para vencer a Austrália. O jogo, inclusive, teve como protagonista a tecnologia, já que o VAR, conhecido dos europeus, deu as caras pela primeira na história do Mundial. Além disso, o outro ponto de destaque foi mesmo a Argentina. Os bicampeões mundiais não conseguiram furar o bloqueio islandês e por ironia do destino, Lionel Messi desperdiçou uma penalidade, o que resumiu a bagunça de um time que Jorge Sampaoli não consegue fazer render.
Foi apenas a estreia, mas se esperava mais dos franceses (Fifa.com)
O primeiro jogo do dia contou com franceses bem inferiores ao desempenho na Euro 2016. Bem abaixo da equipe que o mundo espera. Griezmann, Mbappé, Pogba e Dembelé não conseguiram nem um pouco exprimir aquilo que se espera. E Didier Deschamps é responsável pelo desempenho ruim. A opção por uma dupla de lateral reserva (Lucas Hernández e Pavard) comprometeu a subida ao ataque, e diante desse cenário, o time viu uma Austrália equilibrando a partida.
Griezmann marcou, mas não conseguiu o melhor
 dos rendimentos (Fifa.com)

Apesar disso, as talentosas joias decidiram, com um pênalti bem cobrado pelo craque do Atlético de Madrid e pelo homem de 100 milhões de euros do Manchester United.

O jogo seguinte expôs mais graves problemas da Argentina. E em um time bagunçado, Jorge Sampaoli também é responsável, deixa jogadores importantes de fora, além de desmantelar o sistema defensivo. E se lá atrás o elenco não funciona, complica lá na frente para Lionel Messi. O camisa 10 não estava inspirado, é bem verdade, mas as atuações de seus companheiros (Di Maria em péssima fase) deixaram a desejar por muito. Bom para os argentinos, porém, foi a notícia de que podem contar com Agüero, um jogador superior a Higuain.

Messi tentou, mas a Islândia foi quem comemorou mais o ponto conquistado na estreia (Fifa.com)

Do outro lado, a Islândia foi valente e esbanjando carisma e vontade, foi capaz de segurar o craque do Barcelona e os seus companheiros. Um empate com sabor de vitória para o periférico time europeu.

Por toda a luta, Guerrero merecia os
90 minutos de jogo (Fifa.com)
E realmente não era o dia dos treinadores. Ricardo Gareca que o diga, preteriu Paolo Guerrero do jogo mais importante do Peru nos últimos 30 anos. Sem a sua principal referência, os sulamericanos tiveram uma penalidade desperdiçada por Cueva ainda na primeira etapa. Nos 45 minutos finais, quando o atacante do Flamengo esteve em campo, o time peruano jogou melhor e até mereceu marcar. Porém, a experiência dinamarquesa, em dia de Kasper Schmeichel, os europeus saíram vitoriosos. O gol vermelho foi marcado por Poulsen.

Completando a noite, o único jogo que realmente o vencedor mereceu o placar construído. A Croácia engoliu a Nigéria e contou com a atuação de experiência dos seus principais jogadores para derrotar os africanos. Um 2 a 0 com Luka Modric endiabrado e Mandzukic fazendo o simples, resolvendo em favor dos croatas. E se nas últimas estreias em Copas do Mundo o time saiu derrotado, hoje, mais madura e enfrentando um adversário inferior, respira aliviado e lidera o Grupo D.
Modric: o herdeiro de chave foi o destaque croata na vitória sobre a Nigéria (Fifa.com)

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