sábado, 16 de junho de 2018

Tribuna de Copa #dia2: uma atuação digna de quatro mundiais


O segundo dia de Copa do Mundo da Rússia já foi para lá de especial para o melhor jogador de futebol do planeta. Cristiano Ronaldo calou novamente críticos, teve uma atuação gigante por sua seleção, diante de um país que é favoritíssimo ao título. Sem dúvida, o desempenho do camisa 7 português foi o fato dessa sexta-feira, que também contou com outros dois jogos, bem mais mornos do que o principal, que praticamente deu o pontapé inicial ao torneio.
Cristiano Ronaldo, a máquina enfim escreveu o seu nome na história da Copa do Mundo (Fifa.com)
A atuação de gala da Espanha mostrou que a
 polêmica ficou para trás (Fifa.com)
Portugal e Espanha fizeram valer os anos gloriosos que viveram na história recente do futebol europeu. Com um time bem mais modesto, os lusitanos tiveram Cristiano Ronaldo em sua melhor atuação na história das Copas, marcando três gols e entrando para a galeria também dos tentos bonitos. Afinal, a sua cobrança de falta, que resultou no empate, já é a imagem do Mundial. Com os três gols marcados, CR7 igualou superou todos os seus desempenhos nas três edições passadas em Copa do Mundo.

Do outro, apesar do sabor amargo, o dever também foi cumprido. O time se mostrou bem mais forte que o dos últimos anos e mais estável até mesmo que o campeão mundial de 2010. Aliado a tanto talento, Diego Costa, o cara que, de certa forma, deixa o jogo mais “feio”, é importantíssimo para o padrão espanhol. Com uma partida, o brasileiro naturalizado ganhou a torcida e mostrou que vai fazer a diferença.

Gimenez foi a raça e a juventude uruguaia em campo
(Fifa.com)
Antes do encontro de gigantes, duas partidas rebaixaram a qualidade da Copa do Mundo. O envelhecido time do Uruguai sofreu para derrotar o Egito sem Salah. A fraca atuação de Luis Suarez é o que mais preocupa. No entanto, está claro que é o último mundial da geração celeste comandada por Óscar Tabárez. E é justamente pensando nisso que Gimenez, um símbolo da reformulação, foi o autor do gol que deu a vitórias aos sulamericanos. Aos egípcios, sobrou aguardar pelo seu craque na segunda rodada.

Mais feio que Uruguai e Egito foi Irã e Marrocos. Asiáticos e africanos fizeram um jogo de doer os olhos e nem mesmo a presença dos bons Benatia e Belhanda ajudaram os marroquinos na empreitada de retorno a Copa do Mundo. O gol contra de Bouhaddouz foi o castigo, que deu a vitória para a experiência da equipe comandada por Carlos Queiroz.

Marrocos e Irã fizeram um jogo sofrível, com vitória da experiência iraniana em Copas (Fifa.com)


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