quarta-feira, 27 de junho de 2018

Tribuna de Copa #dia14: faltou o calor brasileiro para a frieza alemã na Rússia


Não teve outra. O fato mais impactante do décimo quarto dia de Copa do Mundo foi mesmo a eliminação da Alemanha. O feito quase que inédito na história do futebol do país tetracampeão mundial mostrou que até a organização diminui a margem de erro, mas também é falível. E diferentemente de quatro anos atrás, quando Bastian Schweinsteiger, Miroslav Klose e companhia esbanjavam alegria em solo baiano, na tarde desta quarta-feira, a frieza e desânimo novamente tomaram conta do jogo germânico. Por isso, não deu outra, o triunfo foi mesmo sul-coreano.
Quatro anos após o tetra, veio um fracasso histórico (Fifa.com)
Na campanha alemã na Copa da Rússia, há de se destacar, o time não saiu na frente em nenhuma partida, como também só esteve vencendo um jogo por um minuto. As derrotas para México e Coreia do Sul, somada ao triunfo sobre os suecos, resultaram na lanterna do Grupo F.

Um futebol medíocre que perdeu duas das
 três partidas na Copa (Fifa.com)
É fato, Joachim Löw é sim o principal culpado. Primeiro por ter apostado em medalhões e não realizar uma boa transição com a juventude. O esquisito é que foi o próprio treinador campeão mundial quem optou por levar uma Alemanha de jovens para a Copa das Confederações há um ano.

Além disso, os jogadores mais cascudos não corresponderam a altura. Müller não marcou um gol sequer, Kroos deu o “passe” para o coreano Kim Young-Gwon abrir o placar e Manuel Neuer, o símbolo da força soberana alemã, viu de longe Son dar números finais a campanha na Rússia. Tudo foi bizarro!
A frustração passou, a Suécia convenceu! (Fifa.com)

Quem não tinha muito que se preocupar com Alemanha e Coreia do Sul era Suécia e México. As equipes, por sinal, fizeram um duelo aberto, franco, agressivo. E com aquele futebol seguro que despachou Holanda e Itália nas Eliminatórias, os europeus derrotaram os mexicanos por 3 a 0, garantiram a primeira colocação da chave e fugiram do encontro com o Brasil. Destaque para o conjunto, que não falhou como na rodada passada, quando foi derrotada para a fraquíssima Alemanha de 2018.

Aos mexicanos, restou a segunda colocação e um desafio muito pesado nas oitavas de final. Após um início perfeito, Osorio e seus comandados vão precisar melhorar muito se quiserem surpreender outro campeão mundial.

No Grupo E, o Brasil enfim conseguiu ter uma boa atuação. É bem verdade que ainda não foi daquelas que encantavam nas Eliminatórias, mas o conjunto e a intensidade que o técnico Tite tanto fala apareceu. E quem prova isso é Paulinho. O volante segue discreto em boa parte das partidas, porém, nesta noite, infiltrou no momento certo e depois que recebeu o passe fenomenal de Philippe Coutinho, finalizou com carinho por cobertura e correu para longe do futebol pragmático.
Vitória sobre a Sérvia mostrou um Brasil jogando melhor (Fifa.com)
O segundo tempo da Seleção foi ainda mais dominador. O time soube se defender das tratativas sérvias e deu o bote no momento correto. O premiado da vez foi Thiago Silva. O Monstro, como é chamado em Milão, fez de tudo, incluindo o segundo tento brasileiro. Aos poucos, Tite vai observando a equipe encaixar, mas ainda sofre com inúmeras lesões dos jogadores. O iluminado da vez, nesse aspecto, foi Marcelo.

Uma vitória e dois empates: a Suíça segue novamente
 para o mata-mata  (Fifa.com)
O Brasil está na segunda fase, com a liderança de sua chave e mais favorito do que nunca. A atuação de hoje, numa Copa tão equilibrada, foi para carimbar o passaporte: o time está se aprumando.

No outro jogo do grupo, Suíça e Costa Rica empataram em 2 a 2. Ou seja, a decisão do segundo classificado saiu mesmo na partida entre suíços e sérvios. Sorte para Shaqiri, autor do gol da virada naquela ocasião.

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