quinta-feira, 14 de junho de 2018

Não é a 'Copa das Copas', mas também vale uma estrela na camisa e toda a eternidade


O Mundial da Rússia vai começar e o futebol vai movimentar o planeta durante todo o mês. Quatro anos depois do massacre alemão em terras brasileiras, o país pentacampeão do mundo tenta voltar aos eixos. Mas, além da ameaça alemã a soberania canarinha, outros países se armaram bem para a Copa do Mundo. E um, em especial, não chega organizado, porém, pode surpreender até mesmo o mais cético da opinião pública.




Assim como em 2014, preparamos um pequeno apanhado grupo a grupo, sobre quem chega como favorito, quem pode surpreender ou decepcionar na vigésima Copa do Mundo da história. A Terra hoje é a Rússia e assim será durante todas essas semanas.




Chave do anfitrião, o Grupo A de 2018 é também um dos piores tecnicamente falando. O time da Rússia, que em 2012 apostou numa revolução promovida por Fabio Capello, viu o seu plano ir por água abaixo ao perceber que o italiano estava ultrapassado, mais preocupado com os holofotes do que com o próprio futebol. 

Diante desse cenário, os russos não conseguiram fazer o campeonato nacional evoluir, os jogadores não possuem lá um alto nível e uma equipe bem sucateada chega ao Mundial com o risco de repetir a África do Sul de 2010: o primeiro e único dono da casa a ser eliminado na fase de grupos.

Que saudade, Andrey Arshavin! (Arquivo)


O principal jogador russo na atualidade é Aleksandr Kokorin, que possui 27 anos e defende o Zenit. No entanto, para piorar ainda mais a situação, o atacante se lesionou e está fora da Copa. Com isso, a confiança é depositada em nomes razoáveis, que surgiram como promessas e não vingaram como o esperado. Alan Dzagoev, do Cska Moscou, Yuri Zhirkov, do Zenit, e Denis Cheryshev, que foi revelado no Real Madrid mas joga no Villarreal. 

Os russos ainda contam com o brasileiro naturalizado Mário Fernandes, ele nunca foi unanimidade no Brasil e também nunca demonstrou vontade de vestir a Amarelinha. Ideologias à parte, é um bom jogador. O técnico da Rússia é Stanislav Cherchesov.

Os 23 convocados da Rússia são:

GOLEIROS: Igor Akinfeev (CSKA Moscou), Vladimir Gabulov (Brugge), Andrei Lunyov (Zenit St. Petersburg)

DEFENSORES: Mario Fernandes (CSKA Moscou), Vladimir Granat (Rubin Kazan),Sergei Ignashevich (CSKA Moscou), Fyodor Kudryashov (Rubin Kazan), Ilya Kutepov (Spartak Moscou), Andrei Semyonov (Akhmat Grozny), Igor Smolnikov (Zenit St. Petersburg)

MEIO-CAMPISTAS: Denis Cheryshev (Villarreal), Alan Dzagoev (CSKA Moscou), Yuri Gazinsky (FC Krasnodar), Alexander Golovin (CSKA Moscou), Daler Kuzyaev (Zenit St. Petersburg), Anton Miranchuk (Lokomotiv Moscou), Alexander Samedov (Spartak Moscou), Alexander Yerokhin (Zenit St. Petersburg), Yuri Zhirkov (Zenit St. Petersburg), Roman Zobnin (Spartak Moscou)

ATACANTES: Artyom Dzyuba (Arsenal Tula), Alexei Miranchuk (Lokomotiv Moscou), Fyodor Smolov (FC Krasnodar)
Pizzi: sucesso e fracasso em pouco mais de um ano
 no Chile (Emmanuel Dunand/AFP)

Na Arábia Saudita, o personagem mais famoso é o técnico. O argentino Juan Antonio Pizzi, que ganhou destaque ao herdar a seleção chilena de Jorge Sampaoli, dar continuidade e conquistar a Copa América Centenário e depois protagonizar o vexame que culminou com a não classificação do país bicampeão do continente americano para o Mundial. Dentre os convocados, apenas os meias Salem Al-Dawsari (Villarreal) e Yahya Al-Shehri (Leganés-ESP) jogam na Europa.


Os 23 convocados da Arábia Saudita são:


GOLEIROS: Mohammed Al-Owais, Yasser Al-Musailem (Al Ahli), Abdullah Al-Mayuf (Al Hilal FC)

DEFENSORES: Mansoor Al-Harbi (Al Ahli), Yasser Al-Shahrani (Al Hilal), Mohammed Al-Breik (Al Hilal), Motaz Hawsawi (Al Ahli), Osama Hawsawi (Al Ahli), Omar Hawsawi (Al Nassr FC), Ali Al-Bulaihi (Al Hilal)

MEIO-CAMPISTAS: Abdullah Al-Khaibari (Al Shabab), Abdullah Otayf (Al Hilal), Taiseer Al-Jassim (Al Ahli), Hussain Al-Mogahwi (Al Ahli), Salman Al-Faraj (Al Hilal), Mohammed Kanno (Al Hilal), Hattan Bahebri (Al Shabab FC), Salem Al-Dawsari (Villarreal), Yahya Al-Shehri (Leganés-ESP)

ATACANTES: Fahad Al-Muwallad (Levante-ESP), Mohammad Al-Sahlawi (Al Nassr), Muhannad Assiri (Al Ahli), Abdulmalek Al-Khaibri (Al Hilal)

Envelhecida, a geração uruguaia vai para a terceira Copa com Luis Suárez e Edinson Cavani. A dupla de matadores são os principais trunfos do técnico Óscar Tabárez, que deve se despedir do comando técnico da Celeste após o campeonato.

O maior vencedor da Copa América ainda conta com bons valores, como o goleiro Fernando Muslera, os zagueiros Diego Godín e José Giménez, além da jovem promessa Giorgian de Arrascaeta, que joga pelo Cruzeiro.

Seria a última Copa de Suárez e Cavani? (EFE)
Observando de longe, o Uruguai é o grande favorito a se classificar com a primeira colocação. No entanto, analisando com frieza, a geração é velha e depende muito de sua dupla de ataque. A idade e o mesmo jeito de jogar pode comprometer a campanha na Copa daquele país que surpreendeu o mundo em 2010.

Os 23 convocados do Uruguai são:

GOLEIROS: Fernando Muslera (Galatasaray, Turquia), Martín Silva (Vasco da Gama, Brasil) e Martín Campaña (Independiente, Argentina)

DEFENSORES: Diego Godín e José María Giménez (Atlético Madri, Espanha), Sebastián Coates (Sporting Lisboa, Portugal), Maximiliano Pereira (Porto, Portugal), Gastón Silva (Independiente) e Martín Cáceres (Lazio, Itália)

MEIO-CAMPISTAS: Guillermo Varela e Cristian Rodríguez (Peñarol), Nahitan Nández (Boca Juniors, Argentina), Lucas Torreira (Sampdoria, Itália), Matías Vecino (Internazionale, Itália), Rodrigo Bentancur (Juventus, Itália), Carlos Sánchez (Monterrey, México), Diego Laxalt (Genoa, Itália), Giorgian de Arrascaeta (Cruzeiro, Brasil) e Jonathan Urretaviscaya (Monterrey, México)

ATACANTES: Maximiliano Gómez (Celta de Vigo, Espanha), Cristhian Stuani (Middlesbrough, Inglaterra), Edinson Cavani (Paris Saint-Germain, França) e Luis Suárez (Barcelona, Espanha)
Salah é capaz de levar o Egito ao mata-mata
(Amr Abdallah Dalsh/Reuters)

Fechando o Grupo A está o Egito. O maior campeão africano chega ao Mundial como um dos times que mais geram a curiosidade do público. Isso se deve ao fato de que Mohamed Salah deixou de ser uma promessa e se transformou numa das melhores realidades da temporada europeia. O craque do Liverpool, porém, chegou à Rússia machucado e deve perder a estreia contra o Uruguai. Sem ele, os egípcios são batíveis. 



Além do Faraó vice-campeão europeu, o Egito conta com jogadores globalizados, como o volante Mohamed Elneny, do Arsenal, Ramadan Sobhi, do Stoke City, e só. O treinador da equipe é o argentino Héctor Cúper.

Os 23 convocados do Egito são: 

GOLEIROS: Essam El Hadary (Al Taawoun), Mohamed El-Shennawy (Al Ahly)e Sherif Ekramy (Al Ahly)

DEFENSORES: Ahmed Fathi, Saad Samir, Ayman Ashraf (all Al Ahly), Mahmoud Hamdy (Zamalek), Mohamed Abdel-Shafy (Al Fateh), Ahmed Hegazi (West Brom), Ali Gabr (Zamalek), Ahmed Elmohamady (Aston Villa) e Omar Gaber (Los Angeles FC)

MEIO-CAMPISTAS: Tarek Hamed, (Zamalek), Shikabala (Zamalek), Abdallah Said (Al Ahli), Sam Morsy (Wigan Athletic), Mohamed Elneny (Arsenal), Mahmoud Kahraba (Al Ittihad), Ramadan Sobhi (Stoke City), Mahmoud Hassan (Kasimpasa) e Amr Warda (Atromitos Athens)

ATACANTES: Marwan Mohsen (Al Ahly) e Mohamed Salah (Liverpool)

PALPITE: URUGUAI E EGITO





Reunir os últimos campeões europeus numa só chave significa que temos um grupo da morte? Não mesmo! Até porque, no papel, somente Espanha e Portugal possuem chances reais de classificação. 

Julen Lopetegui vem desde a base (Sportsfile)
Um time renovado. A começar pelo comando técnico, que aposta em Julen Lopetegui para dar prosseguimento a geração maravilhosa de Vicente Del Bosque. O fracasso em 2014 já ficou no passado, até porque aquilo provou que a equipe precisava de uma nova voz nos vestiários para ter motivação.

Com Lopetegui, a Espanha conseguiu bons resultados desde 2016, se classificou sem sustos para o Mundial. São vários os jovens nomes que chegaram, revelações dos gigantes Real Madrid e Atlético de Madrid, como também dos periféricos, e a experiência dos nomes já consagrados. A liderança dentro de campo envolve a dupla de rivais Sergio Ramos, o capitão, e Andrés Iniesta, o gênio.

Há também outros jogadores cascudos, David De Gea, Gerard Piqué, Isco Alarcón e também Diego Costa, o brasileiro que, agora sem pressão dos torcedores verde e amarelo, pode sim ser protagonista.

Não se surpreenda, porém, se Marco Asensio, Iago Aspas e Thiago Alcântara assumirem o protagonismo. Afinal, a Espanha dos últimos 10 anos ainda é o time mais brilhante do futebol de seleções.

Os 23 convocados da Espanha são:

GOLEIROS: Kepa (Athletic Bilbao), Reina (Napoli) e De Gea (Manchester United)

DEFENSORES: Odriozola (Real Sociedad), Carvajal (Real Madrid), Piqué (Barcelona), Jordi Alba (Barcelona), Nacho (Real Madrid), Sergio Ramos (Real Madrid), Azpilicueta (Chelsea)

MEIO-CAMPISTAS: Isco (Real Madrid), Thiago (Bayern de Munique), Iniesta (Barcelona), Saúl Ñíguez (Atlético de Madrid), Dani Parejo (Valencia), Koke (Atlético de Madrid), Rodri (Villarreal), David Silva (Manchester City), Asensio (Real Madrid) e Lucas Vázquez (Real Madrid)

ATACANTES: Rodrigo Moreno (Valencia), Iago Aspas (Celta) e Diego Costa (Atlético de Madrid)

Bem mais humilde que o cardápio espanhol de Lopetegui, Portugal, de Fernando Santos, aposta na milagrosa geração que chegou ao topo do velho continente. Cristiano Ronaldo segue sendo o ponto fora da curva. O melhor jogador do mundo chega a Copa do Mundo com 33 anos, bem mais experiente e ainda mais completo. Um vencedor, que caminha para a sexta Bola de Ouro. 

No entanto, com a seleção lusitana, os desafios de CR7 são sempre maiores e sua idade pode comprometer para um desempenho bem mais razoável do que o que esperamos.

A Euro 2016 foi o primeiro titulo da história da seleção portuguesa (Matthias Hangst/Getty Images)
E para ter um time competitivo, que ajude e receba a ajuda de Cristiano Ronaldo dentro de campo, Fernando Santos abriu mão de alguns dos seus heróis da campanha na Euro. Não espere encontrar no elenco português nomes como Renato Sanches, André Gomes ou o do limitado Éder, o autor do gol do primeiro e único título de Portugal no futebol. 

Esses, mesmo jovens, ficaram para trás. Por outro lado, talentos como os de Gonçalo Guedes, que pertence ao PSG mas estava no Valencia, Bernardo Silva, do Manchester City e Adrien Silva, que acabou de fechar com Leicester, podem contribuir para um Portugal ambicioso. 

O elenco ainda conta com a experiência de Bruno Alves, João Moutinho, Ricardo Quaresma e do genial e subestimado Pepe.

Os 23 convocados de Portugal são:

GOLEIROS: Anthony Lopes (Lyon), Beto (Goztepe) e Rui Patrício (Sporting)

DEFENSORES: Bruno Alves (Rangers), Cédric Soares (Southampton), José Fonte (Dalian Yifang), Mário Rui (Napoli), Pepe (Besiktas), Raphael Guerreiro (Borussia Dortmund), Rúben Dias (Benfica) e Ricardo Pereira (FC Porto)

MEIO-CAMPISTAS: Adrien Silva (Leicester), Bruno Fernandes (Sporting), João Mário (West Ham), João Moutinho (Monaco), Manuel Fernandes (Lokomotiv Moscou) e William Carvalho (Sporting)

ATACANTES: André Silva (AC Milan), Bernardo Silva (Manchester City), Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Gelson Martins (Sporting), Gonçalo Guedes (Valência) e Ricardo Quaresma (Besiktas)

No time do Irã, um personagem já é comum para o telespectador. O técnico português Carlos Queiroz, que está longe de ser um grande profissional da área, mas tem feito um trabalho razoável.

Simpático, Carlos Queiroz é técnico do Irã há sete anos (Divulgação)
Dentre os convocados, o azarão Irã aposta no bom de bola Dejagah, um atacante que não é mais um garoto, mas pode dar dor de cabeça em defesas de Espanha e Portugal. Porém, nada de muito susto, o Irã não vai tão longe na Copa.

Os 23 convocados do Irã são:

GOLEIROS: Alireza Beiranvand (Persepolis-IRN), Rashid Mazaheri (Zob Ahan-IRN) e Amir Abedzadeh (Marítimo-POR)

DEFENSORES: Majid Hosseini (Esteghlal Tehran-IRN), Pejman Montazeri (Esteghlal Tehran-IRN), Roozbeh Cheshmi (Esteghlal Tehran-IRN), Milad Mohammadi (Akhmat Grozny-RUS), Mohammad Khanzadeh (Padideh-IRN), Morteza Pouraliganji (Al Saad-QAT), Ramin Rezaeian (Ostende-BEL)

MEIO-CAMPISTAS: Ehsan Hajsafi (Olympiacos Piraeus FC-GRE), Karim Ansarifard (Olympiacos-GRE), Masoud Shojaei (AEK Atenas-GRE), Mehdi Torabi (Saipa-IRN), Omid Ebrahimi (Esteghlal-IRN) e Saeid Ezatolahi (Amkar Perm-RUS)

ATACANTES: Alireza Jahanbakhsh (AZ Alkmaar-HOL), Ashkan Dejagah (Nottingham-ING), Mehdi Taremi (Al-Gharafa-QAT), Reza Ghoochannejhad (Heerenveen-HOL), Saman Ghoddos (Ostersunds-SWE), Sardar Azmoun (Rubin Kazan-RUS) e Vahid Amiri (Persepolis-IRN)

Benatia raramente falha (Getty Images)
Situação semelhante a do Irã é a do Marrocos. O país africano possui até um time mais técnico que os asiáticos, com jogadores de um bom nível no futebol europeu. O zagueiro Benatia, da Juventus, o experiente lateral Nabil Dirar, ex-Monaco e hoje no Fenerbahce, além do meia Younes Belhanda e Soufiane Boufal, do Southampton, prometem brigar pelo menos pela terceira colocação do Grupo B. O Marrocos é comandado por Hervé Renard, francês, especialista em comandar seleções da África.

Os 23 convocados do Marrocos são:

GOLEIROS: Munir El Kajoui (Numancia-ESP), Yassine Bounou (Girona-ESP), Ahmad Reda Tagnaouti (IRT)

DEFENSORES: Medhi Benatia (Juventus-ITA), Ghanem Saiss (Wolverhampton-ING), Achraf Hakimi (Real Madrid-ESP), Nabil Dirar (Fenerbahce-TUR), Oualid El Hajjam (Amiens-FRA), Hamza Mendyl (LOSC-FRA), Badr Banoun (Raja Casablanca), Manuel Da Costa (Basaksehir-TUR)

MEIO-CAMPISTAS: Karim El Ahmadi (Feyenoord-HOL), Younes Belhanda (Galatasaray-TUR), Hakim Ziyech (Ajax-HOL), Fayçal Fajr (Getafe-ESP), Soufiane Boufal (Southampton-ING), Nordin Amrabat (Leganés-ESP), M’barek Boussoufa (Al Jazira-EAU), Amine Harit (Schalke 04-ALE), Sofyan Amrabat (Feyenoord-HOL), Zakaria Labyad (Utrecht-HOL), Youssef Aït-Bennasser (Caen-FRA), Yassin Ayoub (Utrecht-HOL)

ATACANTES: Khalid Boutaïb (Malatyaspor-TUR), Yacine Bammou (Nantes-FRA), Walid Azaro (Al Ahly-EGI), Aziz Bouhaddouz (Saint Pauli-ALE), Ayoub El Kaabi (Renaissance de Berkane)



PALPITE: ESPANHA E PORTUGAL




Mais madura após duas frustrações consecutivas (Copa de 2014 e Euro de 2016), a França chega ao Mundial da Rússia como uma das favoritas ao título. O time comandado por Didier Deschamps possui um elenco repleto de talentos, tanto é que muitos ficaram de fora. Contudo, o grupo é forte e, com a pressão necessária (não misture com exacerbada), pode sim faturar o bi.

Griezmann e Mbappé podem levar a França ao bi
(Divulgação/França)
As fichas são depositadas em jogadores para lá de badalados. Antoine Griezmann é o principal deles, mas Kylian Mbappé e Paul Pogba não estão distantes assim. No ataque, Olivier Giroud, em grande fase no Chelsea, é a aposta, mas em caso de fracasso, a pressão vai ficar gigantesca para cima de Deschamps, já que Karim Benzema, tricampeão europeu, terminou a temporada em alta. 

Outros nomes como: Martial, Rabiot, Payet (machucado) e Lacazette acabaram ficando de fora da lista. O volante do PSG, inclusive, ficou indignado e decidiu rejeitar estar entre os suplentes.

O setor defensivo, porém, é o ponto de desequilíbrio. Muita rotação e nomes cascudos ficaram para trás. Tudo isso pode atrapalhar o capitão e goleiro Hugo Lloris. A França não vence um título desde 2000, quando foi campeão europeu.

Os 23 convocados da França são:

GOLEIROS: Aréola (Paris Saint-Germain), Lloris (Tottenham) e Mandanda (Olympique de Marselha)

DEFENSORES: Lucas Hernández (Atlético de Madrid), Kimpembe (Paris Saint-Germain), Mendy (Manchester City), Pavard (Stuttgart), Rami (Olympique de Marselha), Sidibé (Monaco), Umtiti (Barcelona) e Varane (Real Madrid)

MEIO-CAMPISTAS: Kanté (Chelsea), Matuidi (Juventus), N’Zonzi (Sevilla), Pogba (Manchester United) e Tolisso (Bayern)

ATACANTES: Dembélé (Barcelona), Fekir (Lyon), Giroud (Chelsea), Griezmann (Atlético de Madrid), Lemar (Monaco), Mbappé (Paris Saint-Germain) e Thauvin (Olympique de Marselha)

Eriksen é o destaque da atual Dinamarca (Paul Faith/AFP)
Segunda força do Grupo C, a Dinamarca volta a disputar a Copa do Mundo liderada por um jogador muito qualificado. Christian Eriksen é jogador do Tottenham e o seu bom futebol já chama atenção dos gigantes europeus. Na verdade, o garoto é observado desde os tempos de Ajax, quando era o ponto fora da curva. 

Além do meia, os dinamarqueses, comandados por Age Hareide, também possuem no elenco outros nomes de evidência. Campeão inglês pelo Leicester em 2015/2016, Kasper Schmeichel, o experiente Michael Krohn-Dehli, e a grande promessa do Ajax, o atacante Kasper Dolberg.

Desta vez, Nicklas Bendtner, o Lord, ficou de fora e não vai atuar em solo russo pela sua seleção.

Os 23 convocados da Dinamarca são:

GOLEIROS: Kasper Schmeichel (Leicester-ING), Jonas Lossl (Huddersfield-ING), Frederik Ronow (Brondby-DIN)

DEFENSORES: Simon Kjaer (Sevilla-ESP), Andreas Christensen (Chelsea-ING), Mathias Jorgensen (Huddersfield-ING), Jannik Vestergaard (Borussia Mönchengladbach-ALE), Henrik Dalsgaard (Brentford-ING), Jonas Knudsen (Ipswich-ING)

MEIO-CAMPISTAS: William Kvist (FC Copenhagen-DIN), Thomas Delaney (Werder Bremen-ALE), Lukas Lerager (Bordeaux-FRA), Lasse Schone (Ajax-HOL), Mike Jensen (Rosenborg-NOR), Christian Eriksen (Tottenham-ING), Michael Krohn-Dehli (Deportivo La Coruna-ESP)

ATACANTES: Pione Sisto (Celta de Vigo-ESP), Martin Braithwate (Bordeaux-FRA), Andreas Cornelius (Atalanta-ITA), Viktor Fischer (FC Copenhagen-DIN), Yussuf Poulsen (RB Leipzig-ALE), Nicolai Jorgensen (Feyenoord-HOL), Kasper Dolberg (Ajax-HOL)

Cahill vai para a quarta Copa (Reuters)
Caminhando para mais uma disputa de Copa do Mundo, a Austrália nem de longe é aquela que chegou as oitavas de final em 2006. Porém, no elenco, o time ainda possui Tim Cahill, o experiente, multifuncional e líder. 

O técnico da equipe é o holandês Bert Van Marwijk, que foi vice-campeão do mundo com a Holanda em 2010. 

E se Cahill, que vai para a quarta Copa do Mundo, é a voz da experiência, os destaques australianos começam logo no gol, com o goleiro Mat Ryan, que defende o Brighton, e Robbie Kruse, que atualmente está no Bochum. Diferentemente dos últimos mundiais, a Austrália não possui uma grande safra na temporada.

Os 23 convocados da Austrália são:

GOLEIROS: Mat Ryan (Brighton), Danny Vukovic (Genk) e Brad Jones (Feyenoord)

DEFENSORES: Aziz Behich (Bursaspor), Milos Degenek (Yokohama Marinos), Matthew Jurman (Suwon Bluewings), James Meredith (Millwall), Josh Risdon (Western Sydney), Trent Sainsbury (Grasshoppers Zurich)

MEIO-CAMPISTAS: Mile Jedinak (Aston Villa), Jackson Irvine (Hull City), Robbie Kruse (Bochum), Massimo Luongo (Queens Park Rangers), Mark Milligan (Al Ahli), Aaron Mooy (Huddersfield Town) e Tom Rogic (Celtic)

ATACANTES: Tim Cahill (Millwall), Tomi Juric (FC Luzern), Matthew Leckie (Hertha Berlin), Andrew Nabbout (Urawa Red Diamonds), Dimitri Petratos (Newcastle Jets), Daniel Arzani (Melbourne City) e Jamie Maclaren (Hibernian)

De volta a Copa do Mundo após mais de 20 anos, o Peru é só empolgação. O país sulamericano deixou camisas tradicionais para trás e retorna a competição com muita vontade de causar um estrago nos adversários. 

Peru em festa, Guerrero vai para o Mundial (AFP)
A boa notícia para os peruanos é que Paolo Guerrero, o principal jogador, vai poder jogar, já que foi liberado pela Justiça Comum da Suíça. O doping ficou para trás ao menos na Copa do Mundo.

Com uma base bem treinada, o comandante argentino Ricardo Gareca espera pelo menos chegar a segunda fase. Christian Cueva, André Carrillo e Jefferson Farfán também são boas armas e foram premiados com a vaga na Copa.

Os 23 convocados do Peru são:

GOLEIROS: Pedro Gallese (Veracruz-MEX), Carlos Cáceda (Deportivo Municipal-PER) e José Carvallo (UTC Cajamarca-PER)

DEFENSORES: Aldo Corzo (Universitario-PER), Luis Advíncula (Lobos BUAP-MEX), Miguel Araujo (Alianza Lima), Alberto Rodríguez (Junior Barranquilla), Christian Ramos (Veracruz-MEX), Anderson Santamaría (Puebla-MEX) e Miguel Trauco (Flamengo)

MEIO-CAMPISTAS: Renato Tapia (Feyenoord), Pedro Aquino (Lobos BUAP-MEX), Yoshimar Yotún (Orlando City), Edison Flores (Aalborg-DEN), Paolo Hurtado (Vitória Guimaraes-POR), Wilder Cartagena (Veracruz-MEX), Nilson Loyola (Melgar-PER), Christian Cueva (São Paulo) e André Carrillo (Watford)

ATACANTES: Paolo Guerrero (Flamengo), Jefferson Farfán (Lokomotiv-RUS), Andy Polo (Portland Timbers) e Raúl Ruidíaz (Morelia-MEX)

PALPITE: França e Dinamarca




Problemas de última hora, egos acima do que realmente deveriam ser e uma passagem bem inferior do que se esperava. A Argentina, de Jorge Sampaoli, chega a Copa do Mundo diante de incertezas que, pode até levar a equipe ao título. Afinal, numa competição de tiro curto, muitos times são capazes de se estruturar durante o torneio. 
Só Lionel Messi é capaz de levar a Argentina a um título. Algo que não acontece desde 1993 (Getty Images)

Desfalque de última hora, Romero não vai ser o goleiro desta vez e Franco Armani é quem deve herdar a posição. Além do camisa 1, o meia Lanzini também se machucou e não vai para a Copa. 

Um pouco mais para frente, o ataque ainda é o principal destaque, com Lionel Messi, obviamente, sendo o maior de todos. O camisa 10 está sedento por um título por seu país e com o Barcelona vivendo um período de dificuldade na Liga dos Campeões da Europa, é hora de Leo decidir a Copa do Mundo em favor da Argentina. 

Além de Messi, os argentinos estão com um time mais renovado, com jogadores mais jovens, como Lo Celso, do PSG, e Paulo Dybala, que já é uma realidade. Quem ficou de fora foi Mauro Icardi, o artilheiro do Campeonato Italiano, além de Lautaro Martínez, a joia do Racing. 

Na Argentina, ainda existe muito problema extra-campo, jogadores com uma arrogância que não possuem peito para isso, apenas Messi, e um técnico que ainda não está totalmente confiante. Todos esses obstáculos podem ser prejudiciais, mas o fato é que os Hermanos podem sim chegar no Mundial e mudarem da água para o vinho. 

Os 23 convocados da Argentina são: 

GOLEIROS: Nahuel Guzmán (Tigres-MEX), Wilfredo Caballero (Chelsea, ING) e Franco Armani (River Plate) 

DEFENSORES: Gabriel Mercado (Sevilla, ESP), Nicolás Otamendi (Manchester City, ING), Federico Fazio (Roma, ITA), Javier Mascherano (Heibei Fortune, CHN), Marcos Rojo (Manchester United, ING), Marcos Acuña (Sporting, POR), Nicolás Tagliafico (Ajax, HOL), Cristian Ansaldi (Torino, ITA) 

MEIO-CAMPISTAS: Eduardo Salvio (Benfica, POR), Lucas Biglia (Milan, ITA), Éver Banega (Sevilla, ESP), Giovani Lo Celso (PSG, FRA), Enzo Pérez (River Plate, ARG), Cristian Pavón (Boca Juniors), Maximiliano Meza (Independiente), Ángel Di María (PSG, FRA) 

ATACANTES: Lionel Messi (Barcelona, ESP), Paulo Dybala (Juventus, ITA), Sergio Agüero (Manchester City, ING), Gonzalo Higuaín (Juventus, ITA) 


Sucesso na Euro, a Islândia chega a Copa animada
(Tobias Schwarz/AFP)
Uma festa que vai durar para sempre. A Islândia chega a sua primeira Copa do 
Mundo com o objetivo de aproveitar o máximo dessa experiência. O país simpático, que encantou o planeta pela performance na Euro de 2016, quer alçar voos mais elevados. Quer mesmo é aprontar para cima da Argentina. 

No elenco, o destaque é Gylfi Sigurdsson, que já defendeu o Tottenham, mas atualmente veste a camisa do Everton. Além do meia, outro jogador é talentoso: Emil Hallfredsson, da Udinese. O experiente meia pode chamar a responsabilidade. 

Porém, o técnico Heimir Hallgrímsson sabe que a primeira experiência pode servir para o aprendizado diante de uma eliminação na primeira fase ou algo tão surpreendete capaz de eliminar gigantes. É esperar para ver. 

Os 23 convocados da Islândia são: 

GOLEIROS: Hannes Pór Halldórsson (Randers – Dinamarca), Frederik Schram (Roskilde – Dinamarca) e Rúnar Alex Rúnarsson (Nordsjaelland – Dinamarca) 

DEFENSORES: Ari Freyr Skúlason (Lokeren – Bélgica), Hördur B. Magnússon (Bristol City), Hólmar Örn Eyjólfsson (Levski Sofia – Bulgária), Kári Árnason (Aerdeen – Escócia), Sverrir Ingi Ingason (Rostov – Rússia), Ragnar Sigurdsson (Rostov), Samúel K. Fridjónsson (Valerenga – Noruega) e Birkir Már Saevarsson (Valur – Islândia) 

MEIO-CAMPISTAS: Jóhann Berg Gudmundsson (Burnley), Arnór Ingvi Traustason (Mälmo – Suécia), Aron Einar Gunnarsson (Cardiff City), Ólafur Ingi Skúlason (Karabukspor – Turquia), Gylfi Sigurdsson (Everton), Emil Hallfredsson (Udinese) e Birkir Bjarnason (Aston Villa) 

ATACANTES: Rúrik Gíslason (Sandhausen – Alemanha), Björn B. Sigurdarson (Rostov), Albert Gudmundsson (PSV), Alfred Finnbogason (Augsburg) e Jón Dadi Bödvarsson (Reading) 

Versão melhorada daquele time que disputou a Copa de 2014, a Croácia vai para o Mundial da Rússia com perspectivas bem melhores. Mais madura, a equipe precisa provar para os seus torcedores que são capazes de pelo menos passar de fase. 

Herdeiro de Xavi, Luka Modric vive grande fase constante
(Divulgação/Nike)
Dentre os 23 convocados, o técnico Zlatko Dalic mescla jovens e experiente atletas, com destaque para o meio de campo. A dupla do Real Madrid, Luka Modric e Mateo Kovacic, são peças atrativas e, juntos com Ivan Rakitic, do Barcelona, podem vencer jogos com autoridade. Além deles, Mario Mandzukic, hoje na Juventus, e Perisic, da Internazionale, colaboram com categoria no ataque. 

Em um grupo embolado, os croatas surgem como os favoritos a ficarem com a segunda colocação. Porém, com uma Argentina como ponto de interrogação, é possível sim brigar pela ponta. Na dúvida, aposto nos argentinos. 

Os 23 convocados da Croácia são: 

GOLEIROS: Subasic (Monaco), Kalinic (Gent) e Livakovic (Dínamo Zagreb) 

DEFENSORES: Vedran Corluka (Lokomotiv Moscou), Vida (Besiktas), Strinić (Sampdoria), Lovren (Liverpool), Vrsaljko (Atletico de Madrid), Pivarić (Dynamo Kiev), Jedvaj (Bayer Leverkusen) e Caleta-Car (RB Salzburg) 

MEIO-CAMPISTAS: Modric e Kovacic (Real Madrid), Rakitic (Barcelona), Badelj (Fiorentina), Brozović (Internazionale) e Filip Bradaric (Rijeka-CRO) 

ATACANTES: Mandzukic (Juventus), Kramaric (Hoffenheim), Perisic (Internazionale), Kalinic (Milan), Pjaca (Schalke) e Rebic (Eintracht Frankfurt) 

Equipe do uniforme mais bonito da Copa do Mundo, a Nigéria chega ao Mundial repleto de bons jovens jogadores. A geração de Ndidi, Iwobi e Iheanacho vai para a competição com mais experiência e também conta com o apoio de Victor Moses, de Obi Mikel, que hoje está no futebol chinês, e de Ahmed Musa, que só dá certo atuando pelo Cska de Moscou. 
O uniforme nigeriano é o mais bonito da Copa do Mundo de 2018 (Divulgação/Nike)
O técnico é alemão, Gernot Rohr. Em mais uma Copa do Mundo, a Nigéria reencontra o talento de Lionel Messi. E o seu principal objetivo é sobreviver num grupo tão competitivo. 

Os 23 convocados da Nigéria são: 

GOLEIROS: Daniel Akpeyi (Chippa United/África do Sul), Ikechukwu Ezenwa (Enyimba/Nigéria), Francis Uzoho (Deportivo Fabril/Espanha) 

DEFENSORES: Chidozie Awaziem (Nantes), Leon Balogun (Brighton & Hove Albion), Tyronne Ebuehi (ADO Den Haag), Elderson Echiejiole (Cercle Brugge), Brian Idowu (Amkar Perm/Rússia), Kenneth Omeruo (Kasimpasa/Turquia), Abdullahi Shehu e William Ekong Troost (ambos do Bursaspor) 

MEIO-CAMPISTAS: Oghenekaro Etebo (Las Palmas), John Obi Mikel (Tianjin Teda), Wilfred Ndidi (Leicester City), Joel Obi (Torino), John Ogu (Hapoel Be'er Sheva), Ogenyi Onazi (Trabzonspor) 

ATACANTES: Odion Ighalo (Changchun Yatai), Kelechi Iheanacho (Leicester City), Alex Iwobi (Arsenal), Victor Moses (Chelsea), Ahmed Musa (CSKA Moscou), Simeon Nwankwo (Crotone) 

PALPITE: Argentina e Croácia




Após o 7 a 1, o Brasil volta a Copa do Mundo
 com maior favoritismo (Pedro Martins/MoWa Press)
O Grupo E da Copa do Mundo conta com uma das principais favoritas ao título. Sim, o Brasil penou no Mundial passado e, longe de casa, busca exorcizar o estilo Felipão e Dunga de se jogar futebol. Com Tite, o país voou e vive uma das fases mais confiantes de sua história. Com tudo favorável, o treinador busca também contar com a sorte para levantar a taça em sua primeira vez no torneio.

A Copa também é importante para Neymar. O craque brasileiro sonha em ser melhor do mundo já nesta temporada. Porém, a situação é difícil, porque esteve longe do brilho pelo PSG na Liga dos Campeões e viu Cristiano Ronaldo novamente ser protagonista. Contudo, o camisa 10 é a principal arma brasileira para conquistar o hexa. 

Mas como nem tudo são flores, pois existem duas grandes críticas ao trabalho de Tite. O primeiro e mais importante é a falta de um banco de reservas tão competente. Tirando Douglas Costa, nenhum dos atletas é capaz de mudar o cenário de um jogo na segunda etapa. Já o outro ponto é no rodízio de capitães. É nítido que o comandante não quer desagradar Neymar e, mesmo sem o perfil de liderança, o camisa 10 deseja assumir a faixa. Tal situação pode atrapalhar o Brasil na procura por um líder.

De resto, o Brasil é muito favorito ao título, mais do que nas edições passadas.

Os 23 convocados do Brasil são:

GOLEIROS: Alisson (Roma), Ederson (Manchester City) e Cássio (Corinthians)

DEFENSORES: Danilo (Manchester City), Geromel (Grêmio), Filipe Luís (Atlético de Madrid), Marcelo (Real Madrid), Marquinhos (PSG), Miranda (Internazionale), Fágner (Corinthians), Thiago Silva (PSG)

MEIO-CAMPISTAS: Casemiro (Real Madrid), Fernandinho (Manchester City), Fred (Shakhtar Donetsk), Paulinho (Barcelona), Philippe Coutinho (Barcelona), Renato Augusto (Beijing Guoan), Willian (Chelsea)

ATACANTES: Douglas Costa (Juventus), Roberto Firmino (Liverpool), Gabriel Jesus (Manchester City), Neymar (PSG), Taison (Shakhtar Donetsk)

Correndo atrás do segundo lugar, a Suíça espera complicar para o Brasil como fez contra a Espanha em 2010. Naquela ocasião, os europeus derrotaram por 1 a 0 o país que viria a ser campeão do mundo.

Dentro de campo, o técnico Vladimir Petković possui bons nomes. Jogadores medianos que tornam o time competitivo, ao menos para brigar pelo segundo posto da chave. Os goleiros Bürki e Sommer, os laterais Lichtsteiner e Ricardo Rodriguez, e os meias Xhaka e Shaqiri são os destaques da equipe.
Shaqiri é o craque da geração suíça, país que prioriza a defesa (Reuters)
Na Copa de 2014, a Suíça foi eliminada nas oitavas de final pela Argentina. Se confirmada a segunda colocação, os suiços podem dar de cara com a Alemanha logo no primeiro mata-mata.

Os 23 convocados da Suíça são:

GOLEIROS: Roman Bürki (Borussia Dortmund), Gregor Kobel (Hoffenheim), Yvon Mvogo (RB Leipzig) e Yann Sommer (Borussia Mönchengladbach).

DEFENSORES: Manuel Akanji (Borussia Dortmund), Johan Djourou (Antalyaspor), Nico Elvedi (Borussia Mönchengladbach), Michael Lang (Basel), Stephan Lichtsteiner (Arsenal), Jacques-François Moubandje (Toulouse), Ricardo Rodríguez (Milan), Fabian Schär (Deportivo La Coruña) e Silvan Widmer (Udinese).

MEIO-CAMPISTAS: Valon Behrami (Udinese), Blerim Dzemaili (Bologna), Edmilson Fernandes (West Ham), Gelson Fernandes (Eintracht Frankfurt), Remo Freuler (Atalanta), Xherdan Shaqiri (Stoke City), Granit Xhaka (Arsenal), Denis Zakaria (Borussia Mönchengladbach) e Steven Zuber (Hoffenheim).

ATACANTES: Josip Drmic (Borussia Mönchengladbach), Breel Embolo (Schalke), Mario Gavranovic (Dínamo Zagreb) e Haris Seferovic (Benfica)

Navas foi um dos homens de confiança de Zidane
(Getty Images)
Longe daquele time que surpreendeu em 2014, a Costa Rica ruma para uma Copa bem mais modesta. Daquele elenco, apenas o goleiro, Keylor Navas, foi quem vingou e é uma das caras do Real Madrid tricampeão europeu. 

Mas apostando da mesma receita do sucesso no Brasil, o técnico Óscar Ramírez convocou nomes de peso, como Bryan Ruiz, meia do Sporting, Joel Campbell, do Betis.

Em tese, os costarriquenhos brigam diretamente com Suíça e Sérvia pela segunda colocação. No entanto, na prática, a tendência é que fique pelo caminho. 

Os 23 convocados da Costa Rica são:

GOLEIROS: Keylor Navas (Real Madrid), Patrick Pemberton (Alajuelense) e Leonel Moreira (Herediano) 

DEFENSORES: Cristian Gamboa (Celtic), Ian Smith (Norrköping), Ronald Matarrita (New York City), Bryan Oviedo (Sunderland), Óscar Duarte (Oviedo), Giancarlo González (Bologna), Francisco Calvo (Minnesota), Kendall Waston (Vancouver Whitecaps) e Johnny Acosta (Águilas Doradas)

MEIO-CAMPISTAS: David Guzmán (Portland Timbers), Yeltsin Tejeda (Lausanne-Sport), Celso Borges (La Coruña), Randall Azofeifa (Herediano), Rodney Wallace (New York City), Bryan Ruiz (Sporting), Daniel Colindres (Saprissa) e Christian Bolaños (Saprissa)

ATACANTES: Johan Venegas (Saprissa), Joel Campbell (Betis) e Marcos Ureña (Los Angeles)

Correndo completamente por fora, a Sérvia volta a disputar a Copa do Mundo depois de oito anos. O time, que é comandado por Mladen Krstajic, tem como grandes destaques jogadores do meio para trás. 

Kolarov, da Roma, se destaca também pelo bom desempenho em bolas paradas. Matic, do Manchester United, é eficiente até o minuto final em desarmes, mas também não fica para atrás na armação das jogadas. E Ivanovic, ídolo do Chelsea que está no Zenit, mesmo mais velho, ainda pode render.
Mais velho, Kolarov ainda vai bem nas bolas paradas (Espn)
A Sérvia é a zebra do grupo e, se tudo correr como é esperado, fica pelo caminho ainda na primeira fase.

Os 23 convocados da Sérvia são:

GOLEIROS: Vladimir Stojkovic (Partizan Belgrado), Predrag Rajkovic (Maccabi Tel Aviv) e Marko Dmitrovic (Eibar)

DEFENSORES: Aleksandar Kolarov (Roma), Antonio Rukavina (Villarreal), Milan Rodic (Red Star Belgrado), Branislav Ivanovic (Zenit), Uros Spajic (Anderlecht), Milos Veljkovic (Werder Bremen), Dusko Tosic (Besiktas) e Nikola Milenkovic (Fiorentina)

MEIO-CAMPISTAS: Nemanja Matic (Manchester United), Luka Milivojevic (Crystal Palace), Marko Grujic (Cardiff City), Dusan Tadic (Southampton), Andrija Zivkovic (Benfica), Filip Kostic (Hamburgo), Nemanja Radonjic (Estrela Vermelha), Sergej Milinkovic-Savic (Lazio) e Adem Ljajic (Torino)

ATACANTES: Aleksandar Mitrovic (Fulham), Aleksandar Prijovic (PAOK) e Luka Jovic (Eintracht Frankfurt)

PALPITE: Brasil e Suíça




O Grupo F pertence ao tetracampeão do mundo. Os alemães chegam com uma base renovada, mas com um trabalho que dá certo. Nas Eliminatórias, Joachim Löw e os seus comandados passaram por cima. No Mundial, ao menos na primeira fase, é buscar se classificar com a liderança para fugir do Brasil nas oitavas. Se bem que, no enfrentamento, atualmente, os brasileiros são quem têm medo.
Festa alemã! Neuer vai jogar a Copa do Mundo (Getty Images)
No elenco, a boa notícia é que Manuel Neuer conseguiu se recuperar em tempo hábil. O camisa 1 agora é capitão e ainda mais importante para o time que é um pouco mais instável. A experiência de Hummels, Boateng, Khedira, Kroos, Özil e Thomas Müller também são fundamentais para um grupo forte que luta por título consecutivo. 

Para complementar com juventude, a Alemanha aposta em Rüdiger, Kimmich, Süle, Julian Brandt, Goretzka e Timo Werner. A presença de Marco Reus, aquele que normalmente se machuca, também é interessante. 

Já Leroy Sané, campeão inglês pelo Manchester City, é uma ausência que pode ser sentida. 

Os 23 convocados da Alemanha são: 

GOLEIROS: Manuel Neuer, (Bayern de Munique-ALE) Marc-André Ter Stegen (Barcelona-ESP) Kevin Trapp (Paris Saint-Germain-FRA) 

DEFENSORES: Jérôme Boateng (Bayern de Munique-ALE) Matthias Ginter (Borussia Mönchengladbach-ALE) Jonas Hector (Colônia-ALE) Mats Hummels (Bayern de Munique-ALE) Joshua Kimmich (Baryern de Munique-ALE) Marvin Plattenhardt (Hertha Berlin-ALE) Antonio Rüdiger (Chelsea-ING) Niklas Süle (Bayern de Munique-ALE) 

MEIO-CAMPISTAS: Julian Brandt (Bayer Leverkusen-ALE) Julian Draxler (Paris Saint-Germain-FRA) Leon Goretzka (Schalke 04-ALE) Ilkay Gündogan (Manchester City-ING) Sami Khedira (Juventus-ITA) Toni Kroos (Real Madrid-ESP) Mesut Özil (Arsenal-ING) Marco Reus (Borussia Dortmund-ALE) Sebastian Rudy (Bayern de Munique-ALE) 

ATACANTES: Mario Gomez (Stuttgart-ALE) Thomas Müller (Bayern de Munique-ALE) Timo Werner (RB Leipzig-ALE) 

Osorio comanda a seleção mexicana
 em mais uma empreitada (AFP)
Para superar traumas como o da Copa América Centenário, na qual perdeu por 7 a 0 para o Chile, o México quer pelo menos seguir o roteiro e se classificar para as oitavas de final da Copa do Mundo. O time de Juan Carlos Osorio é semelhante ao de 2014, com Ochoa no gol, Rafa Marquez, Guardado, Chicharito e Carlos Vela. 

Para o comandante, é a última chance de provar que o trabalho é importante e bom, já que, em competições oficiais, os mexicanos não obtiveram grandes resultados. 

Fora o desempenho em campo, fora dele, as polêmicas cercam o time norte-americano. Com festas às vésperas do Mundial, os próprio torcedor não está totalmente convencido de que pode se destacar no grupo da campeã mundial. 

Os 23 convocados do México são: 

GOLEIROS: Guillermo Ochoa (Standard Liège-BEL), Alfredo Talavera (Toluca) e Jesús Corona (Cruz Azul) 

DEFENSORES: Diego Reyes (Porto), Carlos Salcedo (Eintracht Frankfurt), Héctor Moreno (Real Sociedad), Oswaldo Alanis (Getafe), Néstor Araujo (Santos Laguna), Miguel Layún (Sevilla), Jesús Gallardo (Pumas), Hugo Ayala (Tigres) e Edson Álvarez (America do México) 

MEIO-CAMPISTAS: Héctor Herrera (Porto), Andrés Guardado (Betis), Rafa Márquez (Atlas), Jonathan dos Santos (Los Angeles Galaxy), Marco Fabián (Eintracht Frankfurt), Jesús Molina (Monterrey), Erick Gutiérrez (Pachuca) e Giovanni dos Santos (Los Angeles Galaxy) 

ATACANTES: Javier Aquino (Tigres), Jesús Corona (Porto), Raúl Jiménez (Benfica), Oribe Peralta (America do México), Javier “Chicharito” Hernández (West Ham), Carlos Vela (Los Angeles FC), Hirving Lozano (PSV) e Jurgen Damm (Tigres) 

Ibra está fora do Mundial (AP)
No time da Suécia, a ausência de Zlatan Ibrahimovic é um fato a ser destacado. Porém, o time conseguiu se classificar para a Copa do Mundo sem o gigante atacante do Los Angeles Galaxy. Para o técnico Jan Andersson, os homens de confiança são mais importantes que o maior jogador da história do seu país. 

O plantel sueco é jovem, como o zagueiro Nilsson Lndelöf, que pertence ao Manchester United e ainda vive um processo de amadurecimento. Além dele, Emil Forsberg, do Leipzig, e John Guidetti, do Alavés, podem aparecer bem no Mundial. 

Nas Eliminatórias da Europa, a Suécia despachou a Itália na fase de repescagem. Por isso, chega repleta de bagagem a Rússia. 

Os 23 convocados da México são: 

GOLEIROS: Karl-Johan Johnsson (Guingamp), Kristoffer Nordfeldt, (Swansea), Jacob Rinne (AaB) 

DEFENSORES: Ludwig Augustinsson (Werder Bremen), Andreas Granqvist (Krasnodar), Filip Helander (Bologna), Pontus Jansson (Leeds), Victor Nilsson Lindelöf (Manchester United), Emil Krafth (Bologna), Martin Olsson (Swansea), Mikael Lustig (Celtic) 

MEIO-CAMPISTAS: Victor Claesson (Krasnodar), Jimmy Durmaz (Toulouse), Emil Forsberg (Leipzig), Sebastian Larsson (Hull), Gustav Svensson (Seattle), Ken Sema (Östersund), Alexander Fransson (Lausanne), Oscar Hiljemark (Genoa), Christoffer Nyman (Eintracht Braunschweig) 

ATACANTES: Marcus Berg (Al Ain), John Guidetti (Alavés), Isaac Kiese Thelin (Waasland-Beveren), Ola Toivonen (Toulouse) 

Destaque no Tottenhan e na Coreia do Sul (Getty Images)
Para superar o fiasco de 2014, quando foi eliminada na primeira fase, a Coreia do Sul renovou o seu time. Porém, ainda recheada de jovens promessas. Shin Tae-yong é o técnico do país que caiu num grupo difícil, com uma concorrência feroz, ao ponto de apenas uma vaga está para jogo, tendo em vista que uma pertence a Alemanha. 

No elenco sul-coreano, o atacante do Tottenha, Son, é o craque. O resto é coadjuvante. 

A melhor participação da Coreia do Sul em Mundiais foi em 2002, quando foi sede, venceu batalhas com direito ao apito amigo e terminou com a quarta colocação. 

Os 23 convocados da Coreia do Sul são: 

GOLEIROS: Kim Seunggyu (Vissel Kobe-JAP), Kim Jinhyeon (Cerezo Osaka-JAP), Jo Hyeonwoo (Daegu FC-COR) 

DEFENSORES: Kim Younggwon (Guangzhou Evergrande-CHI), Jang Hyunsoo (Tokyo FC-JAP), Jeong Seunghyeon (Sagan Tosu-JAP), Yun Yeongseon (Seongnam FC-COR), Kwon Kyungwon (Tianjin QuanJian-CHI), Oh Bansuk (Jeju UTD-COR), Kim Jinsu (Jeonbuk Hyundai-COR), Kim Minwoo (Sangju Sangmu-COR), Park Jooho (Ulsan Hyundai-COR), Hong Chul (Sangju Sangmu-COR), Go Yohan (FC Seoul-COR), Lee Yong (Jeonbuk Hyundai-COR) 

MEIO-CAMPISTAS: Ki Sung-Yueng (Swansea City-ING), Jung Wooyoung (Vissel Kobe-JAP), Kwon Changhoon (Dijon FCO-FRA), Ju Sejong (Asan Mugunghwa-COR), Koo Jacheol (Augsburg-ALE), Lee Jaesung (Jeonbuk Hyundai-COR), Lee Seung-woo (Hellas Verona-ITA), Moon Sunmin (Incheon UTD-COR), Lee Chung-yong (Crystal Palace-ING) 

ATACANTES: Kim Shinwook (Jeonbuk Hyundai-COR), Son Heungmin (Tottenham-ING), Hwang Heechan (Red Bull Salzburg-AUS), Lee Keunho (Gangwon FC-COR) 


PALPITE: Alemanha e México






Passada a euforia de 2014, a Bélgica chega ao Mundial da Rússia bem menos pressionada. Afinal, o time segue talentoso, mas já mostrou que não se compara aos gigantes campeões do mundo. Isso pode ajudar os Diabos Vermelhos no processo de buscar um algo mais.

O time chega a ser até melhor que o da Copa do Brasil. Pelo menos no banco, o treinador espanhol Roberto Martinez é bem superior a Wilmots, o técnico na competição passada. 

De Bruyne é a cara do City de Guardiola
(Divulgação/Manchester City)
Liderados tecnicamente por Eden Hazard, os belgas são os favoritos no Grupo G e ainda vão ter um teste de peso na terceira rodada, quando encaram a Inglaterra. Além do camisa 10 do Chelsea, a Bélgica conta com Courtois, Lukaku, Kompany (se tudo der certo e não sofrer com lesões) e De Bruyne, o mágico meia do Manchester City.

A crítica a Bélgica de 2018 é a mesma de 2014, abrir mão do talento de Radja Nainggolan. O Ninja, como é chamado, ainda se destaca pela Roma e, futebolisticamente, encaixa com o atual grupo.

Os 23 convocados da Bélgica são: 

GOLEIROS: Koen Casteels (Wolfsbourg-ALE), Thibaut Courtois (Chelsea-ING), Simon Mignolet (Liverpool-ING)

DEFENSORES: Toby Alderweireld (Tottenham-ING), Dedryck Boyata (Celtic-ESC), Vincent Kompany (Manchester City-ING), Thomas Meunier (PSG-FRA), Thomas Vermaelen (Barcelona-ESP) e Jan Vertonghen (Tottenham-ING)

MEIO-CAMPISTAS: Yannick Carrasco (Dalian Yfang-CHN), Nacer Chadli (West Bromwich Albion-ING), Kevin De Bruyne (Manchester City-ING), Mousa Dembélé (Tottenham-ING), Dries Mertens (Napoli-ITA), Youri Tielemans (Monaco-FRA), Axel Witsel (Tianjin Quanjian-CHN), Leander Dendoncker (Anderlecht-BEL), Marouane Fellaini (Manchester United-ING), Thorgan Hazard (Borussia Mönchengladbach-ALE), Adnan Januzaj (Real Sociedad-ESP)

ATACANTES: Michy Batshuayi (Borussia Dortmund-ALE), Romelu Lukaku (Manchester United-ING), Eden Hazard (Chelsea-ING)

Após campanhas repletas de vexames, a Inglaterra chega a Copa do Mundo fora dos holofotes. O time é muito jovem, a prova disso é a aposta no treinador. Gareth Southgate assumiu o posto depois que Sam Allardyce foi afastado por um escândalo.

Gareth Southgate aposta em soluções caseiras na sua
 jovem Inglaterra (Sky News)
E melhor do que encomenda, Southgate deu uma nova cara ao English Team. Com muita juventude e vontade, o time foi bem nas Eliminatórias e chega ao Mundial com uma expectativa boa, de que pelo menos possa atingir uma boa colocação.

Dentro de campo, os ingleses não vão ter o goleiro Joe Hart, que vive um inferno astral desde que Pep Guardiola chegou ao Manchester City. Sem o natural camisa 1, o time possui Jordan Pickford, do Everton e Jack Butland, do Stoke City, como favoritos a assumir a posição. Nick Pope, do Burnley, corre por fora.

Além da meta, jovens como o zagueiro Stones, o lateral Alexander-Arnold, os meias Dele Alli, Lingard e Eric Dier, além dos atacantes Sterling e Rashford deixam o time ainda verde. Porém, a experiência de Gary Cahill, Jordan Henderson, e do maravilhoso ataque, formado por Jamie Vardy e Harry Kane, podem ajudar a Inglaterra a alçar voos maiores.

A ausência sentida será a de Oxlade Chamberlain, que se machucou no Liverpool em partida pela Liga dos Campeões da Europa. O curioso é que todos os convocados da Inglaterra atuam na Premier League.

Os 23 convocados da Inglaterra são: 

GOLEIROS: Jordan Pickford (Everton-ING), Jack Butland (Stoke City-ING) e Nick Pope (Burnley-ING)

DEFENSORES: Alexander-Arnold (Liverpool-ING), Cahill (Chelsea-ING), Delph (Manchester City-ING), Stones (Manchester City-ING) e Walker (Manchester City-ING), Phil Jones (Manchester United-ING) e Ashley Young (Manchester United-ING), Danny Rose (Tottenham-ING) e Trippier (Tottenham-ING) e Harry Maguire (Leicester-ING)

MEIO-CAMPISTAS: Dier (Tottenham-ING) e Dele Alli (Tottenham-ING), Jordan Henderson (Liverpool-ING), Lingard (Manchester United-ING) e Loftus-Cheek (Crystal Palace-ING)

ATACANTES: Raheem Sterling (Manchester City-ING), Marcus Rashford (Manchester United-ING), Harry Kane (Tottenham-ING), Jamie Vardy (Leicester-ING) e Danny Welbeck (Arsenal-ING)

A Tunísia é mais uma seleção africana na Copa (Mowa Press)
Terceira força do grupo, a Tunísia não deu sorte no sorteio. Diante de chaves fáceis, como a da dona da casa, os africanos vão penar para jogar de igual para igual com Bélgica e Inglaterra. A maioria dos convocados do técnico Nabil Maâloul atuam na periferia da Europa, em pequenos clubes do futebol francês. 

E sem tantas perspectivas de classificação, os tunisianos focam na busca pela terceira colocação, mas, para isso, precisa sobreviver a goleadas contra os favoritos a classificação. 

Os 23 convocados da Tunísia são: 

GOLEIROS: Aymen Mathlouthi (Al-Batin-ARA), Farouk Ben Mustapha (Al Shabab-ARA) e Moez Hassan (Chateauroux-FRA). 

DEFENSORES: Hamdi Nagguez (Zamalek-EGI), Dylan Bronn (La Gontoise-BEL), Rami Bedoui (Etoile du Sahel-TUN), Yohan Ben Alouane (Leicester City-ING), Syam Ben Youssef (Kasimpasa-TUR), Yassine Meriah (CS Sfaxien-TUN), Oussama Haddadi (Dijon-FRA) e Ali Maaloul (Al Ahly-EGI) 

MEIO-CAMPISTAS: Elyes Skhiri (Montpellier-FRA), Mohamed Amine Ben Amor (Al Ahly-ARA), Ghaylene Chaalali (Esperance of Tunis-TUN), Ahmed Khalil (Club Africain-TUN), Seifeddine Khaoui (Troyes- FRA) e Ferjani Sassi (Al-Nasr-ARA) 

ATACANTES: Fakhreddine Ben Youssef (Al-Ettifaq-ARA), Anice Badri (Esperance of Tunis-TUN), Bassem Srarfi (Nice-FRA), Wahbi Khazri (Rennes-FRA), Naim Sliti (Dijon-FRA) e Sabeur Khelifa (Club Africain-TUN). 

Classificado para a sua primeira Copa do Mundo, o Panamá fez história e deixou até mesmo os norte-americanos de fora. E o mais curioso dessa história é que muitos dos panamenhos convocados atuam na Major League Soccer. 
A história do Panamá rumo a Copa 2018 é belíssima (Divulgação)
O técnico Hernán Darío Gomez quer ver um time feliz em campo, com muita energia que conquiste a simpatia dos torcedores. Isso porque, no papel e muito provavelmente na prática, o Panamá está na Rússia a passeio. 


Os 23 convocados do Panamá são: 


GOLEIROS: José Calderón (Chorrillo FC), Jaime Penedo (Dinamo Bucharest), Alex Rodríguez (San Francisco FC) 

DEFENSORES: Felipe Baloy (CSD Municipal), Harold Cummings (San José Earthquakes), Eric Davis (DAC Dunajska Streda), Fidel Escobar (New York Red Bulls), Adolfo Machado (Houston Dynamo), Michael Murillo (New York Red Bulls), Luis Ovalle (CD Olimpia), Román Torres (Seattle Sounders SC) 

MEIO-CAMPISTAS: Édgar Bárcenas (Cafetaleros de Tapachula), Armando Cooper (Club Universidad de Chile), Aníbal Godoy (San José Earthquakes), Luis Rodríguez (KAA Gent), Gabriel Gómez (Bucaramanga), Valentín Pimentel (Plaza Amador), Alberto Quintero (Universitario de Lima) 

ATACANTES: Abdiel Arroyo (LD Alajuelense), Ismael Díaz (Deportivo La Coruña), Blas Pérez (CSD Municipal), Luis Tejada (Sports Boys), Gabriel Torres (CD Huachipato)


PALPITE: Bélgica e Inglaterra



O craque da Baviera é polonês (AFP)
O Grupo H recebe dois favoritos de segundo escalão em seus continentes. O primeiro é a Polônia, que, carregada pela sua estrela, Robert Lewandowski, busca uma campanha de respeito em mais uma tentativa em Copa do Mundo. 

Os poloneses tiveram um altíssimo rendimento na fase de grupos e querem demonstrar tudo aquilo na Copa do Mundo. Em seu elenco, o técnico Adam Nawałka conta com a experiência de Szczesny, Piszczek, Blaszczykowski, Milik, além do seu principal jogador. 

Jogando quase que em casa, a Polônia é forte candidata a terminar com a primeira colocação da chave. 

Os 23 convocados da Polônia são: 

GOLEIROS: Bartosz Bialkowski (Ipswich/Ing), Lukasz Fabianski (Swansea/Ing) e Wojciech Szczesny (Juventus/Ita) 

DEFESA: Jan Bednarek (Southampton/Ing), Bartosz Bereszynski (Sampdoria/Ita), Thiago Cionek (SPAL/Ita), Kamil Glik (Mónaco/Fra), Lukasz Piszczek (Borussia Dortmund/Ale), Artur Jedrzejczyk (Légia Varsóvia) e Michal Pazdan (Légia Varsóvia) 

MEIO-CAMPISTAS: Jakub Blaszczykowski (Wolfsburgo/Ale), Jacek Goralski (Ludogorets/Bul), Kamil Grosicki (Hull/Ing), Grzegorz Krychowiak (West Bromwich/Ing), Rafal Kurzawa (Gornik Zabrze/Pol), Karol Linetty (Sampdoria/Ita), Slawomir Peszko (Lechia Gdansk/Pol), Maciej Rybus (Lokomotiv Moscovo/Rus) e Piotr Zielinski (Nápoles/Ita) 

ATACANTES: Dawid Kownacki (Sampdoria/Ita), Robert Lewandowski (Bayern Munique/Ale), Arkadiusz Milik (Nápoles/Ita) e Lukasz Teodorczyk (Anderlecht/Bel) 

Acompanhando a Polônia no favoritismo, a Colômbia chega com vontade para brigar pela primeira colocação. A base é a mesma que chegou até as quartas de final na Copa de 2014. E mais do que isso, a aposta vai sempre nele, James Rodriguez, o artilheiro do Mundial no Brasil. 

Quatro anos mais velho, James volta a Copa do Mundo (Jorge Silva/Reuters)
A Copa deve ser a última do argentino José Pekerman como técnico da seleção colombiana. E para se despedir do país em alto nível, o treinador convocou homens de confiança. Além da estrela do Bayern de Munique, a Colômbia vai com Ospina, Cuadrado, Bacca, Muriel e Falcao García, que viveu um drama após o corte para a edição passada. 

Os 23 convocados da Colômbia são: 

GOLEIROS: José Fernando Cuadrado (Once Caldas-COL), David Ospina (Arsenal-ING) e Camilo Vargas (Deportivo Cali-COL) 

DEFENSORES: Santiago Arias (PSV-HOL), Frank Fabra (Boca Juniors-ARG), Yerry Mina (Barcelona-ESP), Johan Mojica (Girona-ESP), Óscar Murillo (Pachuca-MEX), Dávinson Sánchez (Tottenham-ING) e Cristian Zapata (Milan-ITA) 

MEIO-CAMPISTAS: Abel Aguilar (Deportivo Cali-COL), Wilmar Barrios (Boca Juniors-ARG), Juan Cuadrado (Juventus-ITA), Jefferson Lerma (Levante-ESP), Juan Quintero (River Plate-ARG), James Rodríguez (Bayern München-ALE), Carlos Sánchez (Espanyol-ESP) e Mateus Uribe (Amética-MEX) 

ATACANTES: Miguel Borja (Palmeiras), Carlos Bacca (Villarreal-ESP), Falcao García (Monaco-FRA), José Izquierdo (Brighthon-ING), Luis Muriel (Sevilla-ESP) 

Okazaki faz parte do histórico elenco do Leicester (AP)
Um time razoável. Esta é a versão 2018 do Japão, que é quase presença constante em Copas do Mundo. Akira Nishino, mais um que assume o legado de Zico no futebol japonês, conta com nomes talentosos, mas que não vingaram em clubes gigantes. São os casos de Keisuke Honda, Yuto Nagatomo e Shinji Kagawa. 

Contudo, também existem nomes que dão conta do recado, como Okazaki, que brilhou pelo Leicester campeão inglês em 2015. Para a temporada, os japoneses possuem um time que parecem não ter força para brigar com Colômbia e Polônia. Porém, a experiência pode pesar a favor dos asiáticos. 

Os 23 convocados do Japão são: 

GOLEIROS: Eiji Kawashima (Metz-FRA), Masaaki Higashiguchi (Gamba Osaka) e Kosuke Nakamura (Kashiwa Reysol) 

DEFENSORES: Yuto Nagatomo (Galatasaray-TUR), Tomoaki Makino (Urawa Red Diamonds), Maya Yoshida (Southampton-ING), Hiroki Sakai (Olympique de Marselle-FRA), Gotoku Sakai (Hamburgo-ALE), Gen Shoji (Kashima Antlers), Wataru Endo (Urawa Red Diamonds) e Naomichi Ueda (Kashima Antlers) 

MEIO-CAMPISTAS: Makoto Hasebe (Eintracht Frankfurt-ALE), Keisuke Honda (Pachuca-MEX), Takashi Inui (Eibar-ESP), Shinji Kagawa (Borussia Dortmund-ALE), Hotaru Yamaguchi (Cerezo Osaka), Genki Haraguchi (Herta Berlin-ALE), Takashi Usami (Augsburg-ALE) e Gaku Shibasaki (Getafe-ESP) 

ATACANTES: Shinji Okazaki (Leicester City-ING), Yuya Osako (Köln-ALE), Yoshinori Muto (Mainz-ALE) e Takuma Asano (Stuttgart-ALE) 

Última seleção na estrutura simbólica dos grupos, o Senegal volta a disputar uma Copa do Mundo depois daquela geração simpática de 2002. O time de Diouf chegou as quartas de final. Do que será que a geração de Mané é capaz? O craque do Liverpool foi uma das boas surpresas da temporada e levou o time inglês para a final da Liga dos Campeões, marcando um gol naquela partida contra o Real Madrid. 

A temporada brilhante credencia Mané a candidato a destaque da Copa (AFP)

Além de Mané, o jovem técnico Aliou Cissé possui em mãos o grande zagueiro Kalidou Koulibaly, do Napoli. A dupla é a principal força da equipe africana, que é composta por jogadores medianos e são candidatos a zebra num grupo que não tem nada definido. 

Os 23 convocados do Senegal são: 

GOLEIROS : Abdoulaye Diallo (Rennes-FRA), Alfred Gomis (Spal-ITA), Khadim Ndiaye (Horoya-GUI) 

DEFENSORES : Lamine Gassama (Alanyaspor-TUR), Saliou Ciss (Valenciennes-FRA), Kalidou Koulibaly (Napoli-ITA), Kara Mbodii (Anderlecht-BEL), Youssouf Sabaly (Bordeaux-FRA), Salif Sane (Hannover-ALE), Moussa Wague (Eupen-BEL) 

MEIO-CAMPISTAS : Cheikhou Kouyate (West Ham-ING), Idrissa Gueye (Everton-ING), Alfred Ndiaye (Wolverhampton-ING), Badou Ndiaye (Stoke City-ING), Cheikh Ndoye (Birmingham-ING), Ismaila Sarr (Rennes-FRA) 

ATACANTES : Keita Balde (Monaco-FRA), Mame Biram Diouf (Stoke City-ING), Moussa Konate (Amiens-FRA), Sadio Mane (Liverpool-ING), Mbaye Niang (Torino-ITA), Diafra Sakho (Rennes-FRA), Moussa Sow (Bursaspor-TUR) 

PALPITE: Senegal e Colômbia