domingo, 6 de maio de 2018

Os Reds disseram sim a Jürgen Klopp e ele retribuiu com uma improvável vaga na decisão da Liga dos Campeões da Europa


Quando Jürgen Klopp anunciou a sua saída do Borussia Dortmundo, o treinador alemão afirmou que só assumiria um clube que lhe desse a oportunidade de se apaixonar novamente por tudo o que significava a instituição. Dentre as possibilidades, não existia um lugar melhor do que o Liverpool. Afinal, ambos foram foi feitos um para o outro. E em três anos intensos de casamento, com direito a bons e maus momentos, a sua passagem chega ao auge, os Reds estão de volta a finalíssima da Liga dos Campeões da Europa.
Jürgen Klopp chega a segunda decisão de Liga dos Campeões, agora comandando o Liverpool (Getty Images)
Pentacampeão europeu, o Liverpool não possui um elenco brilhante na atualidade. Nem de longe é uma equipe temível como a da década de 1980. Na verdade, o atual time dos Reds é mais lutador, como o campeão na temporada 2004/2005, no eterno 3 x 3 com o Milan na Turquia.

O mérito de Klopp é evidente, principalmente após sofrer com oscilações durante a atual campanha. Em janeiro, por sinal, o treinador chegou a estar por um fio em Anfield.

Destrinchando o Liverpool

Atenas recebeu a massa apaixonada de Liverpool
em 2007 (Uefa.com)
A defesa inglesa está longe de ser brilhante. Muito pelo contrário, é o pior setor do Liverpool de Klopp. Com dois jovens nas laterais, a equipe conta com um goleiro mediano e uma vaga formada por um promissor e badalado zagueiro e um croata que não passa segurança. Esse é o maior desafio do técnico para a difícil missão de encontrar o ataque fenomenal do Real Madrid.

O ponto positivo é mesmo Virgil van Dijk, jogador que não é mais um garoto, mas que, mesmo tendo custando uma fortuna, equilibrou a defesa dos Reds e deu uma sobrevida para o Liverpool saber sofrer no decorrer dos últimos seis meses da temporada.

O encaixe perfeito de um elenco mediano (Getty Images)
Do início da temporada para a decisão da Liga dos Campeões, o meio de campo do Liverpool foi o setor que mais mudou. Philippe Coutinho partiu para Barcelona e a peça de reposição, escolhida pelas mãos do técnico, foi um tanto quanto contestável. Quem poderia imaginar que Oxlade Chamberlain, então ponta, seria recuado para o meio de campo e se encaixaria com perfeição na posição? Só mesmo Jürgen Klopp.

Infelizmente, o inglês sofreu uma grave lesão no duelo de ida da semifinal contra a Roma e está fora do resto da temporada. E com isso, a vaga de titular cai no colo de Wijnaldum, o bom meia holandês, que não está no nível de Chamberlain, mas quebra um galho.

Completando o setor, Jordan Henderson, dos aplausos as críticas e de volta aos aplausos, se recuperou e lidera esse Liverpool em busca da sexta orelhuda. O camisa 14 é o capitão do time. E James Milner, um jogador daqueles que possui pouca mídia, mas muito bom futebol. O meio do Liverpool é mediano, bem superior a defesa e bem inferior ao ataque.

O resto já ficou para a história
(Getty Images)
Em três anos de trabalho à frente do Liverpool, Jürgen Klopp é responsável apresentar o melhor trio de ataque da história da Liga dos Campeões da Europa. Mohamed Salah, Sadio Mané e Roberto Firmino estão impossíveis. Os atacantes explodiram jogando juntos e, fatais, são as principais armas dos Reds em mais uma decisão da campeonato europeu.

O Showman. Salah está com tudo e tem sido mais badalado jogador dentre o trio. O egípcio já caiu nas graças do povo, chegando a flertar com uma vaga entre os três melhores jogadores do mundo. Bem no Basel, figurante no Chelsea e craque por Fiorentina e Roma. Hoje, o atacante é ainda maior e, de fato, está entre os gigantes.

Contudo, Roberto Firmino, responsável pelo trabalho sujo, só não fez chover nesta temporada. O dono da camisa 9 chega a atuar da mesma maneira que Salah, mas não tem tanta badalação. São muitos gols e assistências daquele que, junto com o lateral Marcelo, são os melhores jogadores brasileiros em 2017/2018.

Por fim, Sadio Mané, o senegalês que recuperou a honra de todo um país. O bom jogador desde a época de Southampton não sentiu a pressão de vestir a camisa do Liverpool e, entrosado, é fundamental no tridente vermelho.

Nesta temporada, pelo e para o Liverpool, Roberto Firmino é tão bom quanto Salah (Getty Images)
O jogo em Kiev

Apesar de o favoritismo pertencer ao Real Madrid, se engana quem pensa que o Liverpool é bobo. O dono de cinco conquistas de Liga dos Campeões é tão grande quanto Barcelona e Bayern de Munique, por exemplo. Apenas estava adormecido. Porém, no duelo contra os espanhóis, as chances do hexa são muito reais e pode significar um título para aquele que tanto merece levantar essa taça. Jürgen Klopp, um técnico tão bom quanto Pep Guardiola, menos badalado, porém, mais testado por clubes que possuem orçamentos bem menores que os do espanhol.
Depois de 11 anos, o Liverpool está de volta a decisão de Liga dos Campeões (Getty Images)

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