sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Porque Tite é o nome perfeito para substituir Unai Emery no PSG

A derrota para o Real Madrid foi a gota d’água. Apesar de ainda existir uma grande possibilidade de reverter o desfavorável placar de 3 a 1 no jogo de volta, o técnico Unai Emery não deve seguir no Paris Saint-Germain na próxima temporada. O revés grandioso para o maior campeão da Europa expôs problemas que existem no clube parisiense desde que se tornou bilionário. E o ponto principal é que, dentro de campo, ainda existe um bando de bons jogadores reunidos, e não um time consistente. Contudo, diante de um cenário que se projeta para a jornada de 2018/2019, não há no mercado um nome consensual para comandar os franceses no ambicioso projeto de conquistar o planeta. E se os treinadores mais renomados não devem se aventurar em solo francês, uma pessoa, em especial, é perfeito para o cargo. Tite, o atual comandante da Seleção Brasileira.

Treinar uma seleção pode ser muito pouco para Tite a partir dos próximos meses (Reprodução)

Separamos alguns motivos que explicam o motivo de Tite ser o nome perfeito para substituir o espanhol Emery no comando técnico do PSG. Confira!

Experiente e ainda em ascensão

Experiente e humilde para aprender
(Cisco Nobre/Tribuna do Cisco)
Adenor Leonardo Bachi, o Tite, possui 56 anos e, apesar de ainda ser jovem, pertence a uma geração de treinadores brasileiros que ficou para trás. O sucesso do técnico do Brasil é um ponto fora da curva e os resultados recentes das equipes nas quais comandou comprovam que a sua ascensão é nítida.
Atualmente, Tite erra pouco e, quando as falhas acontecem, ele sabe que as coisas não caminham bem. O exemplo óbvio é o Corinthians de 2013, o famoso time do empate. Depois daquela campanha, o treinador deixou o Parque São Jorge e só retornou em 2015, ano em que voltou a ser campeão brasileiro.
No futebol europeu, a oportunidade de permanecer em ascensão é ainda maior, já que seria um desafio inédito na carreira do gaúcho.

Aceitação total da panelinha de brasileiros polêmicos

Unai Emery não nem de longe o treinador querido dos brasileiros, argentinos e europeus que compõem o elenco parisiense. Já Tite, por onde passa, agrada gregos, troianos e dirigentes da CBF (a contragosto). Se um dia este texto vir a se tornar realidade, certamente, o treinador não encontraria resistência de Neymar, Thiago Silva e Daniel Alves, três dos jogadores mais polêmicos no atual futebol brasileiro. Marquinhos não é um problema.
Neymar não suporta críticas e Thiago Silva não aguenta lidar com a pressão (Getty Images)
A Ligue 1 é ótima para um técnico brasileiro se desenvolver

Criador e criatura? (Javier Soriano/Getty Images)
Se as experiências de Vanderlei Luxemburgo na Espanha e a de Luiz Felipe Scolari na Inglaterra não foram satisfatórias, na França, Tite teria uma boa oportunidade para se desenvolver no futebol da Europa. As táticas provavelmente seriam testadas no campeonato e nas copas, sendo o desafio principal fazer o time render na Liga dos Campeões da Europa.

Desafio: para um treinador do Brasil, a Liga dos Campeões é quase impossível

Se a Copa do Mundo já foi vencida pelo Brasil cinco vezes, na Liga dos Campeões, os brasucas comandantes não possuem a mesma sorte e qualidade. Jamais alguém chegou perto da “Orelhuda” e, no atual cenário, apenas Tite seria capaz de fazer alguma graça.

A Copa do Mundo é o termômetro para se juntar aos melhores

As vezes heróis se tornam vilões (Reuters)
Obviamente, esse post não passa de uma situação hipotética, que no futuro, é claro, pode se tornar realidade. Para Tite, tudo vai depender do rendimento brasileiro na Copa da Rússia. Se o Brasil for campeão, o clamor pela sua permanência vai ser gigantesco. Caso não conquiste o título, mas faça uma campanha honrosa, é possível que os torcedores o deem uma nova chance. Por outro lado, na competição em que, historicamente, imprensa e o apelo popular jogam contra, o mundial vai ser o termômetro para o futuro de Adenor.


Enquanto isso, ao PSG, resta planejar soluções interessantes, como investir em Tite. Se nomes badalados, como Pep Guardiola e José Mourinho, não se interessam pela Ligue 1, e outras opções, como a de Luis Enrique, que está longe de ser uma unanimidade, resta ao clube preparar um algo novo. Caso contrário, os desafios para erguer a Liga dos Campeões da Europa vão ser mais complexos do que parecem.

Em um passado recente, indicamos que Klopp era o melhor para o Liverpool. O sonho virou realidade. Relembre: