sábado, 30 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017

A retrospectiva da temporada 2017 do esporte trouxe fatos surpreendentes, hegemonias mantidas, fim de jejuns e, o mais importante, cenas da alma inconquistável que nos contagia hoje e segue para todo o sempre. Confira e tenha um ótimo ano de 2018.
A despedida de Francesco Totti foi o momento mais bonito do esporte em 2017 (Extraído de Veja)
10. O impossível do mais que um clube

Sergi Roberto foi o dono do impossível sexto gol (Getty Images)
Polêmica com a arbitragem à parte, a virada heroica do Barcelona pegou a Europa de surpresa. Nem mesmo o mais otimista torcedor catalão poderia esperar que o clube, no auge de um futebol pobre promovido pelo técnico Luis Enrique, seria capaz de transformar um 4 a 0 na ida em 6 a 1 na volta. A atuação que consagrou Neymar e, meses mais tarde, o colocaria no clube francês por nada menos que 222 milhões de euros. O 6 a 1 ficou para sempre e, sem dúvidas, foi um dos momentos mais marcantes do esporte em 2017.

09. A prévia da Copa foi tão ruim que deve ter sido a última

A fraca Copa das Confederações foi vencida pela Alemanha B
(AFP)
A Rússia recebeu todos os campeões continentais, mais a campeã do mundo, para a Copa das Confederações em junho. Os favoritos eram a Alemanha, tetracampeã mundial, o Chile, bicampeão na América, e Portugal, o campeão europeu. Os donos da casa, os russos, foram apenas o que se esperavam, eliminados na primeira fase.

Contudo, a competição não atraiu público nos estádios, muito menos na televisão e a própria Fifa percebeu isso. Tanto é que provavelmente esta edição da Copa das Confederações deve ter sido a última. Os alemães, com um time alternativo, venceram sem maiores dificuldades, Portugal caiu para o Chile, que achou que fosse uma das melhores seleções do mundo, mas acabou com o vice e com a amarga eliminação nas Eliminatórias da Conmebol. Agora todos estão ansiosos e esperam uma Copa do Mundo bem diferente do que foi a prévia.

8. Eliminatórias da emoção

Messi gigante levou a Argentina para a Copa
(Dolores Ochoa/Estadão)
A Copa do Mundo de 2018 já conhece os seus participantes e os seus grupos. Porém, o caminho até lá foi árduo e o final foi emocionante. A maior surpresa foi a eliminação da Itália, que não vai ao Mundial após décadas de soberania. A Holanda também está fora, mas a fase recente da Laranja comprova o mau momento, apesar do vice-campeonato em 2010 e a terceira colocação em 2014. Mas observamos outras novidades, como o Panamá, o Egito e o Peru, que vai jogar a Copa do Mundo após mais de 20 anos.

7. Grêmio das Américas

O Grêmio é tri! (Lucas Uebel/Grêmio)
Dez anos depois daquele vice frustrante para o Boca Juniors, o Grêmio se lançou na Libertadores de 2017 em busca do tri. Foi a primeira vez que a competição foi disputada durante todo o ano. E se o Tricolor Imortal mandou bem do início ao fim, outros brasileiros foram decepcionantes. A começar pelo Flamengo, eliminado logo na primeira fase. Depois chegou a vez de Atlético Paranaense, Palmeiras, Santos – um papelão – e, por fim, o Botafogo, que caiu diante do próprio Grêmio.

Liderados pelo técnico Renato Gaúcho, os gremistas levaram a taça de ponta a ponta, com os talentos de Arthur e Luan, a segurança de Pedro Geromel e Marcelo Grohe, a experiência de Lucas Barrios e muitos outros que contribuíram para o fim do jejum. O Grêmio mereceu a Libertadores e faturou com brilho.

6. Durant é MVP!

MVP (Kelley L Cox/USA Today Sports)
Foi ainda em 2016 que o Golden State Warriors, abatido após o vice-campeonato para o Cleveland Cavaliers, desembolsou uma fortuna para contratar Kevin Durant. O segundo maior jogador da atualidade, atrás apenas de Lebron James, não decepcionou e, junto ao time fabuloso, acabaram com a temporada da NBA. Curry, Thompson, Green e companhia se uniram a estrela da companhia e não deram a menor chance nem mesmo para os Cavs, derrotados nas finais pelo placar de 4 a 1 no somatório da melhor de sete. E se o GSW tem uma equipe fantástica, Durant se colocou como o melhor de 2016/2017, acabando com o seu jejum pessoal e sendo coroado como MVP.

5. Harry Kane ou Hurricane?

O dono da bola na rede (Getty Images)
O ano seria total de Cristiano Ronaldo, o melhor jogador do mundo, ou de Lionel Messi, agora ofuscado, mas roubando a chuteira de ouro do português – como o atacante do Real Madrid fazia nos tempos dourados do Barcelona do Argentino -. Foram quase 10 anos de hegemonia portuguesa e argentina na caçada pela artilharia do ano, mas eis que um jovem inglês, regular como poucos, quebra o paradigma e surpreende o mundo. Harry Kane, de 24 anos, joia e camisa 10 do Tottenham e impressionante marca de 56 gols no ano de 2017. Um fim de ano para lá de especial do britânico que vai entrar na temporada de Copa do Mundo. Além disso, o atacante calou os críticos e mostra que a cada campanha se firma como um dos melhores jogadores da posição do planeta.

4. Cristiano Ronaldo igual a Messi

Ronaldo se igualou a Messi em 2018 (EPA)
O Real Madrid era o atual campeão europeu e já demonstrava a preguiça habitual que o clube tradicionalmente apresenta. No entanto, a estrela do seu principal jogador parecia apagada. Cristiano Ronaldo não parecia tão letal quanto em outras épocas. Até que chegaram as quartas de final, contra o Bayern de Munique, de Carlo Ancelotti. Daquela fase até a decisão foram 10 gols: o português acordou! E chamou o protagonismo, marcando duas vezes na decisão, contra a Juventus. Ao fim do ano, Cristiano Ronaldo foi eleito melhor do mundo pela Fifa e pela revista France Football. Foi a quinta vez do português, que se igualou a Lionel Messi e confirmou que o Robozão também pode se equiparar ao ET.

3. Real Madrid: o primeiro bi da Europa na Era Moderna

Já está ficando chato! (Getty Images)
Acima de Cristiano Ronaldo, está o Real Madrid. A história do maior clube da história do futebol ganhou um capítulo importante em 2017. Os Anjos Brancos se tornaram o primeiro time a conquistar a Liga dos Campeões, nesse atual formato, a levantar a taça de maneira consecutiva. O feito de Modric, Kroos, Casemiro, Marcelo, Sergio Ramos, Morata, Benzema e os seus companheiros foi único e vai ficar para a história. Ao astro principal, chegou a Bola de Ouro. Quanto ao mentor de tudo isso, Zinedine Zidane, quebrou recordes impressionantes para um novato na carreira de técnico. O francês chegou a ter mais títulos que derrotas. E o prêmio de melhor treinador do mundo ficou em boas mãos.

2. Federer x Nadal

Os homens do ano (Le Buzz Euro)
O ano do tênis foi surreal e nostálgico. De um lado, Roger Federer, de outro, Rafael Nadal. A maior dupla do século XXI recuperou a boa forma e voltou a despontar no cenário mundial. O suíço conquistou o Australian Open e Wimbledon, enquanto o espanhol ergueu Roland Garros e US Open. Além disso, Rafa retomou o posto de número um do mundo. E para encerrar o ano espetacular, Federer e Nadal jogaram juntos, como dupla, na Copa Laver, na República Tcheca. Foi um sonho para o apaixonado pelo esporte.

1. A Deus e homenagem

O esporte proporcionou mais cenas fantásticas nesta temporada. Contudo, nada se comparou, e jamais vai se comparar a despedida de Francesco Totti da Roma e do futebol. O homem de um time só, o deus da Curva Sul, o camisa 10 que só vestiu uma camisa e, acima de títulos, conquistou algo mais importante, o amor de milhões. Totti deixou o futebol jogado no campo, mas entrou numa seleta e sagrada prateleira dos atletas que ficam para sempre. 

Uma foto que resume uma história (Reprodução Fox Sports)