quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Show de horrores resume a última rodada das Eliminatórias da América do Sul

O final emocionante das Eliminatórias da Conmebol também trouxe de volta a normalidade ao futebol sulamericano. Um Brasil vencendo com facilidade os fregueses chilenos, uma Argentina soberana para cima do fraquíssimo Equador, uma velha geração uruguaia fazendo o dever de casa e a Colômbia se apoiando em suas duas estrelas, James Rodriguez e Falcao Garcia. O único ponto fora da curva foi o heroico Peru, do técnico Ricardo Gareca, classificado para a repescagem. No entanto, o que mais chamou atenção foi o show de horror dos principais jogadores que fazem parte da América do Sul.
Amigos, o jogo virou e voltou ao normal, mas Bravo continua limitado (AP)
Claudio Bravo e mais uma peripécia do queridinho de Pep Guardiola

O goleiro chileno, que foi de valorizado ao ser contratado pelo Manchester City junto ao Barcelona e hoje amarga a reserva, é uma das lideranças de sua seleção. Na noite dessa terça-feira, o capitão do Chile protagonizou uma cena para lá de bizarra naquela decisão que poderia colocar o bicampeão da América na Copa do Mundo. O jogo contra o Brasil estava preguiçoso, até que aos 9 minutos do segundo tempo, o goleirão soltou a bola fácil nos pés de Paulinho após uma cobrança de falta de Daniel Alves. O gol abriu as portas para mais um triunfo brasileiro. No terceiro gol, o camisa 1, inclusive, foi para a área e viu Willian passar para Gabriel Jesus decretar a eliminação vexatória dos chilenos.

Lampe: o boliviano realmente parou Neymar?

Cavani não sentiu a pressão do goleirinho Lampe (Getty Images)
A partida entre Uruguai e Bolívia não foi lá um primor técnico. Mesmo ultrapassada, a Celeste contou com o futebol de gente grande de Luis Suárez e Cavani para virar o placar e vencer com tranquilidade os bolivianos. Mas o destaque foi para o gol da virada dos bicampeões mundiais, marcado pelo camisa 9 do PSG. O goleiro Lampe, aquele mesmo que “parou” Neymar e companhia na altitude de La Paz, protagonizou um momento ridículo. Primeiramente, o cruzamento de Gastón Silva para um Cavani livre de marcação. A cabeçada do artilheiro é boa, mas estava nas mãos do camisa 1, que, conseguiu empurrar para as redes ao invés de espalmar para fora. Na América do Sul, entre os medianos para fraco, a limitação reina.

Lionel Messi é o melhor jogador do século XXI e a defesa equatoriana assistiu ao seu talento de dentro do campo. Que privilégio!

A zaga equatoriana assistiu de dentro do campo
 o show de Messi (Reuters)
Na partida decisiva da Argentina nesta temporada, o camisa 10 chamou a responsabilidade e, mesmo cercado por jogadores ruins, mal escalados por Jorge Sampaoli, colocou o time no Mundial da Rússia. Ao lado dos horrorosos Benedetto e Acuña, Messi marcou um hat-trick que encheu o país de esperança após uma eliminatória abaixo do esperado. Contudo, brilhantismos à parte, a defesa equatoriana participou dando aquela forcinha. No primeiro gol, Messi aparece sozinho, livre de marcação dentro da área. Já no segundo, foi a vez do zagueiro Aimar perder a bola justo para quem? Lionel, que não perdoou. Ao Equador, o de sempre, eliminação. Enquanto a Argentina, a Rússia é garantia. A Sampaoli, o tempo para corrigir as suas falhas nesse início de trabalho pela seleção.

O Peru está na repescagem com direito a peru do colombiano Ospina

Foi bom para todo mundo de Peru e Colômbia (Getty Images)
O empate em 1 a 1 entra Peru e Colômbia foi bom para ambas as partes. Nos minutos finais da partida, a defesa peruana segurou a bola e esperou Sandro Meira Ricci dar o apito final. Os colombianos praticamente asseguraram a vaga na Copa após o gol de James Rodriguez. Porém o ponto crucial foi o gol de empate peruano. Paolo Guerrero, mais uma vez, comprovou que virou especialista no quesito cobrança de falta. No entanto, o atacante do Flamengo contou com uma leve ajudinha de David Ospina e os seus bracinhos de jacaré. Teve festa dupla no campo do Estádio Nacional, em Lima.

O complexo de vira-lata e o maior vexame da rodada: ah Paraguai!

Foi real? Sério? (Reprodução / ESPN)
Com os placares dos outros jogos totalmente favoráveis, bastava o time dos irmãos Romero vencer a lanterna Venezuela para carimbar o passaporte para a Copa do Mundo. Mesmo ultrapassada, a geração paraguaia conta com jogadores experientes que ainda poderiam resolver o jogo que parecia tranquilo. Dentro de casa, no Defensores Del Chaco, a equipe comandada por Arce, conseguiu o feito de perder para os venezuelanos por 1 a 0. Apesar da vitória, a Vinho Tinto ainda terminou as Eliminatórias na última colocação. Ao Paraguai, o sétimo lugar foi muito.