sexta-feira, 16 de junho de 2017

Azarão na final da Euro, Portugal é favorito na Copa das Confederações


Liderados pela regularidade de Cristiano Ronaldo, os patrícios despontam como principal candidato naquela que deve ser a última edição do torneio pré-Copa do Mundo

A Rússia recebe o melhor jogador do mundo, uma Alemanha renovada e um Chile confiante. (Tribuna do Cisco)
Sede: Rússia
Capital: Moscou
Habitantes: 142 905 200 (Censo 2010)
Mascote: Lobo Zabivaka
Estádios: Otkrytie Arena (Moscou), Estádio Krestovsky (São Petesburgo), Kazan Arena (Cazã) e Estádio Olímpico de Fisht (Sóchi).
Edição: nona
Atual Campeão: Brasil

Vai começar a nona edição do torneio “tapa buraco” no calendário da Fifa. É bem verdade que a Copa das Confederações é uma competição que não tem muita coisa de interessante, por isso deve deixar de existir já na próxima jornada rumo a Copa no Inferno, quer dizer, no Catar. Porém, sem a participação do Brasil após um tricampeonato consecutivo, a disputa fica mais acirrada e emocionante, aumentando o nível de dificuldade.

Contudo, com a Alemanha repleta de jovens e um Chile confiante mas com os pés no chão, quem desponta como favorito na Rússia é Portugal. O atual campeão da Eurocopa conta com uma equipe reforçada de alguns destaques da temporada no futebol europeu, porém, sem sombra de dúvidas, o melhor reforço é um Cristiano Ronaldo livre de lesões e motivado para escrever um novo capítulo de sua história vencedora. Confira o que se pode esperar de cada grupo nessa viagem pela parte europeia da Rússia.
Dona da casa, a Rússia até tentou montar um time forte para as disputas da Copa das Confederações e Copa do Mundo, mas a aposta completamente equivocada em Fábio Capello atrasou o planejamento e comprometeu a formação de uma equipe. A partir desse cenário, Stanislav Cherchesov é quem está no comando técnico e preparou uma base formada por jovens jogadores. Para se ter uma noção, nomes como o goleiro Akinfeev (CSKA) e o meia Zhirkov (Zenit) seguem como os principais destaques. Conta também com o goleiro brasileiro naturalizado russo, Guilherme (Lokomotiv). Não dá para se esperar muita coisa dos russos, mas é importante observar um elenco que tenta se afirmar e mostrar que é muito mais do que a África do Sul foi em 2010 (porque realmente é), mas que ainda tem muito o que provar diante de gigantes.

Agora campeão europeu por Portugal, Ronaldo tenta emplacar
segunda conquista em menos de um ano (Reuters)
Contudo, no Grupo A, a briga maior deve ser pela segunda colocação. É provável que Portugal se classifique sem maiores sustos. Um ano após a inédita conquista da UEFA Euro, o técnico Fernando Santos trouxe nomes novos, jogadores que se destacaram na temporada 2016/2017. O meia Bernardo Silva (ex-Monaco e reforço do Manchester City) e o atacante André Silva (ex-Porto e reforço do Milan) se unem aos consagrados zagueiro Pepe (ex-Real Madrid), o meia João Moutinho (Monaco), o atacante Quaresma (Besiktas) e o melhor jogador do mundo Cristiano Ronaldo. O mundo está ansioso para ver Portugal jogar com uma estrela no peito, pode vir a segunda.

Ainda pelo Grupo A, o México e a Nova Zelândia completam uma chave que não deve ter muitas surpresas. A tendência é que os mexicanos, do técnico colombiano Juan Carlos Osorio, duelem com os russos pela vaga nas semifinais. Para isso, a aposta segue em Javier Chicharito Hernandez e na segurança (só pela seleção) do goleiro Ochoa. Os neozelandeses, esses podem atrapalhar na fase de grupos, mas não devem chegar a semifinal.



O Grupo B poderia ser mais estrelado, mas Joachim Löw optou por levar uma Alemanha formada por garotos, bem diferente daquela tetracampeã mundial. O goleiro Neuer deu lugar a Kevin Trapp (PSG), Leno (Bayer Leverkusen) e ao fenômeno André Ter Stegen (Barcelona). Hummels na zaga? Que nada, os germânicos vão de Mustafi, defensor de uma fraca temporada pelo Arsenal. Vão também com Ginter, do Borussia Dortmund, e Rüdiger, da Roma, duas grandes promessas muito talentosas.

Com Lahm aposentado, Kimmich é o candidato
a sucessor (Reuters)
No meio, Toni Kroos entrou de férias e deu vez ao excelente e multifuncional Kimmich (Bayern de Munique), ao esforçado Emre Can (Liverpool), ao emergente Rudy, ex-Hoffenheim e novo reforço do Bayern, e ao craque Draxler (PSG). No ataque é que os nomes deixam a desejar. Para falar a verdade, a Alemanha vai ter trabalho para encontrar alguém a altura de Miroslav Klose, o maior artilheiro da história das Copas. Para a Copa das Confederações, Löw aposta em Wagner (Hoffenheim), Werner (do surpreendente RB Leipzig) e Stindl (Borussia Mönchengladbach).

Não dá para afirmar até onde os jovens alemães vão levar a sua nação. O fato é que o time continua forte, mas não é tão cascudo quanto à seleção principal. Por causa disso, é provável que sinta em momentos de decisão, mas Joachim Löw faz o certo, projeta no presente um futuro bastante promissor. O que vier e não for apenas fase de grupos, é lucro para a boa base alemã.

Com muito mais vontade de vencer que a Alemanha surge o Chile, enfim um país sulamericano, que é o Brasil, vai poder jogar a Copa das Confederações. Bicampeã da América do Sul em menos de um ano, o time de Juan Antonio Pizzi conta com uma baixa para o início de torneio. Claudio Bravo, goleiro que fez temporada catastrófica no Manchester City, continua sendo o camisa 1 do time, mas se machucou e vai desfalcar no início da competição. Apesar do mau desempenho pelo clube inglês, Bravo continua sendo o principal goleiro e o seu reserva é o que mais preocupa. Johnny Herrera, o Superboy, vai assumir a meta e a torcida já está trêmula.

Na geração dourada do Chile, Sanchez é o craque
(Getty Images) 
Fora o problema entre as traves, Pizzi conta com grande elenco e se apoia na experiência de Medel (Internazionale), que é zagueiro e é volante, de Arturo Vidal (Bayern de Munique) e o craque Alexis Sanchez (Arsenal). O Chile é a principal ameaça para Portugal, mas o desempenho na fase de grupos, principalmente contra a Alemanha, pode ser o tira-teima importante para se ter uma ideia de como chega os chilenos ao solo europeu.

Completando o grupo, estão Austrália e Camarões. Os australianos sempre mantém uma regularidade nas competições, ou jogam bem ou jogam mal. Para esta edição de Copa das Confederações, o imparável Tim Cahill segue como principal estrela. Ele que já foi volante, já foi meia e agora é atacante vai em busca de um título que é complicado, mas não impossível. Num grupo tão equilibrado, a tendência é que os cangurus fiquem pelo caminho, porém, dando trabalho. Já Camarões é uma interrogação, talvez a maior desta edição da Copa das Confederações. Após um título até mesmo surpreendente de Copa Africana de Nações, os camaroneses mostram que existe vida pós-Eto'o.

PALPITES

Título: Portugal
Candidatos: Alemanha e Chile
Artilheiro: Cristiano Ronaldo
Craque: Cristiano Ronaldo