sábado, 28 de janeiro de 2017

À Nostalgia

Nostalgia: distúrbios comportamentais e/ou sintomas somáticos provocados pelo afastamento do país natal, do seio da família e pelo anseio extremo de a eles retornar.
Em 2004, Federer, no auge, aos 22 anos. Já Nadal, um fenômeno de apenas 17. (Divulgação)

Cinco de junho de 2011. A última vez em que Rafael Nadal e Roger Federer se encontraram numa final de Grand Slam. Que nostalgia! Como de costume, vitória do espanhol. Sete anos depois, os maiores tenistas do Século XXI voltam a decidir um Torneio dessa magnitude. O dia vinte e nove de janeiro de 2017 sempre vai estar marcado no coração do amante do tênis, do esporte e desses dois gigantes. Será um dia dedicado à Nostalgia.

Ao todo, são trinta e uma conquistas de Grand Slams, dezessete por Federer e catorze por Rafa. Já em confrontos diretos, foram trinta e quatro jogos, com vinte e três vitórias do espanhol e apenas onze do suíço. A última partida foi ano passado, no ATP 500 da Suíça, em 2015.
Federer e Nadal em 2005. (Telegraph UK)

O jogo de amanhã reflete um momento bem diferente desses dois monstros sagrados do tênis mundial. Federer ocupa a décima sétima colocação no ranking da ATP. Aos 35 anos, o suíço não decide mais como em seus tempos de glória. O físico já não é mais o mesmo, tem pesado e atrapalhado Roger quando enfrenta jovens e promissores tenistas. O último trofeu de Grand Slam de Federer foi em 2012, na grama sagrada de Wimbledon.

Já Rafael Nadal ocupa a nona colocação pela ATP. Cinco anos mais jovem que o adversário histórico, o espanhol teve uma carreira comprometida devido a lesões provocadas pelo estilo de jogo diferenciado. Em tempos onde Federer reinava, Rafa foi o único tenista que fez frente ao suíço. O Senhor do Saibro venceu pela última vez um Grand Slam em 2014. Curiosamente, o trofeu veio em Paris, em Roland Garros.

Assim como todo o aficionado por tênis, Nadal se mostrou bastante entusiasmado pelo privilégio de fazer parte dessa linda homenagem ao tênis. Tanto o espanhol quanto o suíço farão parte de um espetáculo digno de partida de estrelas aposentadas, mas ainda valendo. Vale o passado, o presente e o futuro.

“Um momento completamente diferente de tudo que já aconteceu. Não vivemos essa situação há muito tempo, isso deixa o jogo ainda mais especial”. Resumiu Rafael Nadal.

O domínio é de Andy Murray, Novak Djokovic, Stanislas Wawrinka. Porém a certeza é que tanto os donos do tênis atual como todo o amigo do esporte vão acordar cedo para assistir a exibição dos imortais. Vale o título do primeiro Grand Slam do ano, o Australian Open. Para Federer, mais um capítulo de sua eternidade. Para Nadal, a soberania de um confronto que começou como azarão, há catorze ou quinze anos, mas que seguiu e terminou como favorito. 

Amanhã, em pleno ano de 2017, uma homenagem dedicada ao tênis, Á Nostalgia!

Anos depois e com muitas conquistas nas costas, Federer e Nadal decidem mais uma. (Divulgação)