sábado, 10 de dezembro de 2016

No país do “Més que un club”, Sergio Ramos eleva o futebol do Madrid a dificuldade máxima para os adversários

O Real Madrid completou hoje 35 jogos sem perder, quebrando o recorde da temporada 1988/1989. Uma semana após o empate heroico em El Clasico, o Madrid novamente sofreu, dessa vez para vencer no Bernabéu um adversário bem mais frágil, o Deportivo La Coruña. Sem vários jogadores poupados para a disputa do Mundial de Clubes da FIFA, quem vestiu a camisa para valer foi Sergio Ramos, o zagueiro, de novo, foi alma e coração branco para se elevar aos céus e cabecear para o gol, a Catedral do futebol se rendeu ao divino lance.

Sergio Ramos voa mais alto que qualquer um no país onde brilham Ronaldo e Messi. (Extraído de Trivela)
O fato é que em terra de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, Sergio Ramos apresenta uma regularidade impressionante, além da facilidade em se adaptar a várias funções dentro das quatro linhas. Aos 30 anos, Ramos, de apenas 1,83, pouco para um zagueiro com tanta facilidade em brilhar no jogo aéreo, jamais foi sequer citado no top 3 de Bola de Ouro, mas será mesmo que ele é mais limitado tecnicamente que Fabio Cannavaro? Vale destacar que o zagueiro italiano precisou de muito menos para conquistar a Bola de Ouro da France Football e o prêmio de melhor do mundo da FIFA em 2006. Dez anos depois, Cannavaro segue, ao lado de Mathias Sammer, como os únicos zagueiros a vencerem tais disputas, porém, no papel e na prática, Sergio Ramos é muito melhor e prova isso a cada temporada de sucesso.

65 tentos em 11 anos de Madrid. (Divulgação)
Os tempos são outros, o futebol está cada vez mais exigente, como também vive época de polarização. Real Madrid e Barcelona normalmente revezam o domínio do esporte no velho continente, o que acaba limitando a disputa entre os dois grandes craques desses clubes. Todavia em momentos decisivos, ninguém decide mais que Sergio Ramos, o capitão Madridista já soma 65 gols em 11 anos de clube, um número muito expressivo em se tratando de um defensor. Vale recordar que o mesmo Sergio Ramos foi decisivo nas últimas duas conquistas de Liga dos Campeões pelo Real Madrid, marcou nos dois jogos e, com mérito, levantou uma das “Orelhudas” (em 2013/2014 Casillas ainda era o capitão).

Diante de tantos gols e atuações decisivas, Sergio Ramos merecia um maior reconhecimento por parte da comunidade futebolística, algo ainda maior que celebrar, junto ao Bernabéu, o 3 a 2 sobre o La Coruña. O último voo antes de voar para o Japão na caçada por erguer mais um trofeu.

Até o próximo salto de Sergio Ramos!