terça-feira, 10 de maio de 2016

Quem é quem dois anos depois


Um feito incrível! Dois anos após protagonizarem uma final espetacular no Estadio da Luz, em Lisboa, Atlético de Madrid e Real reeditarão a grande decisão da Liga dos Campeões da UEFA. É a primeira vez que dois clubes do mesmo país reeditam um confronto decisivo de Champions, Colchoneros e Madridistas fizeram por onde e o ar de revanche já está no ar.

Num intervalo de tão pouco tempo já rendeu trocas interessantes nos dois clubes, quem permaneceu foram os dois técnicos, Simeone é o principal responsável pelo momento glorioso do Atleti, muitos dizem que ele já merece essa conquista, enquanto Zinedine Zidane era auxiliar técnico de Carlo Ancelotti na vitória da Décima, agora o francês vai em busca de seu maior triunfo no seu primeiro ano como técnico do clube.
Dois anos depois, Ronaldo, Filipe e Godín seguem em Madri. (Getty Images)
Contudo onde se encontram os jogadores que disputaram a decisão no estádio do Benfica? Quem permanece em alta? Quem já deixou os gramados? Quem mudou de ares? A verdade é que a tradição está mantida e Atlético e Real protagonizarão uma revanche excepcional no dia 28 de maio no San Siro.

Goleiros: Courtois vs Casillas

Casillas e Courtois seguiram caminhos opostos após a final.
 (Extra)
O Atlético possuía um gigante no gol, o belga Courtois vivia seu melhor momento na carreira, brilhava na conquista do Campeonato Espanhol, o camisa 13 era peça indiscutível no elenco, estava entre os três protagonistas da fase maravilhosa que vivia a equipe do Vicente Calderón. No Santiago Bernabéu, Iker Casillas estava num momento conturbado, passou duas temporadas disputando posição com Diego López. Porém sob o comando de Ancelotti, o espanhol campeão mundial venceu a disputa contra o “rival” na Liga dos Campeões, mesmo em declínio técnico, Iker foi importantíssimo na campanha, liderança fundamental para erguer a décima liga. Hoje, o goleiro belga defende a meta do Chelsea, mas jamais conseguiu repetir suas atuações de gala dos tempos de Atletico, já Casillas deixou o Real para defender o Porto, é muito criticado por diversas falhas.

Zagueiros: Miranda e Godín vs Varane e Sergio Ramos

Ramos subiu mais que todo mundo aos 93 minutos. (AP)
A defesa mais sólida da Europa pertencia a Diego Simeone, Miranda e Godín falhavam muito pouco e junto a Courtois eram quase imbatíveis. Dois anos depois, o zagueiro Miranda trocou Madri por Milão, o desempenho do brasileiro não é mais o mesmo e a transferência não foi tão boa para ele. Diego Godín segue liderando a defesa Colchonera e segue como protagonista do clube que não sofre gols. Para a final em Lisboa, Ancelotti lançou Varane junto a Ramos, o resultado foi satisfatório e o Real se recuperou do baque sofrido na primeira etapa, curiosamente, Sergio Ramos salvou o Real de uma derrota dolorosa, marcou o gol de empate aos 93 minutos de partida, além de ter sido o craque da equipe naquela ocasião. Ambos seguem em Madri, mas Zidane opta por Pepe como titular no lugar de Varane, com muito mérito o brasileiro/português vive um ótimo momento.

Laterais: Juanfran e Filipe Luís vs Carvajal e Fábio Coentrão

As laterais sempre foram uma grande arma de Diego Simeone para contra-atacar e encurralar seus adversários, Juanfran e Filipe Luís entenderam muito bem a importância dessa condição. As atuações seguras do lateral direito o levaram a Seleção espanhola na campanha fatídica da Copa do Mundo do Brasil, enquanto Filipe Luís conseguiu um contrato interessante com o Chelsea. Grato por tudo e um dos líderes do grupo, Juanfran seguiu no Vicente Calderón e segue firme para mais uma disputa de Liga dos Campeões, enquanto Filipe foi campeão inglês e da Copa da Liga pelo Chelsea, mas retornou a Madri por não conseguir se firmar no elenco do então técnico José Mourinho. Em seu retorno, Filipe tem sido a chave dos contra-ataques que levaram os Colchoneros a mais uma decisão.

Carjaval e Filipe são armas importantes que recolocaram
 Real e Atlético na decisão. (Getty Images)
No lado milionário, o Real entrou em campo com Carvajal e Fábio Coentrão, o jovem espanhol já mostrava que tinha seu valor e deixou claro durante aquela temporada de glórias. Já o português cobriu muito bem a ausência de Marcelo, sua vaga de titular na decisão foi mais uma recompensa dada por Ancelotti, Coentrão não deixou a desejar. Carvajal viveu altos e baixos e viu na contratação de Danilo a chance de ser ofuscado no elenco, obviamente não deu certo e o espanhol recuperou com muito mérito a condição no onze inicial. Coentrão perdeu novemente espaço com a volta de Marcelo, jamais conseguiu ser titular e acabou negociado com o Monaco no início da temporada, onde permanece até hoje.

Meio de campo: Raúl García, Tiago, Gabi e Koke vs Modric, Khedira e Di María

A conquista da Champions representaria
 ainda mais para Gabi. (Getty Images)
Dentre todas as posições do encaixe quase perfeito de Simeone, o meio de campo sem dúvida era o setor mais frágil. As peças de reposição não eram de tanta eficiência e os titulares estava bastante apoiados nos momentos de Tiago e Koke. Gabi é o capitão e grande líder do grupo e Raúl García não passava de um jogador razoável, talvez esse tenha sido o diferencial para a conquista dos galáticos. O Real encontrou no seu meio de campo a chave para o décimo título, Di María foi o pilar para a redenção Madridista, foi o craque daquela campanha magistral para a recuperação da honra, enquanto Khedira e Modric cumpriram com o seu papel.

Tiago perdeu muito espaço, sofreu com lesões, mas permanece no plantel do Atlético junto a Gabi e Koke, esses muito fundamentais. García se transferiu para o Athletic Bilbao. Khedira deixou a capital espanhola e foi jogar na Juventus, o alemão foi muito bem em sua primeira temporada em Turim, Di María rodou a Europa, teve uma passagem bastante controversa em Manchester sob comando do polêmico Van Gaal e agora distribui talento no Parque dos Príncipes, onde joga no PSG. Luka Modric é o único remanescente e rende bem como rendeu dois anos atrás.

Atacantes: Diego Costa e David Villa vs Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo

O ataque dos atleticanos era excelente, Diego Costa vivia sua melhor carreira e David Villa representava a experiência decisiva para levar o inédito para o Vicente Calderón. Contudo Diego Costa sofria com uma lesão que o tirou de combate, jogaria no sacrifício. Nem mesmo o tratamento com placenta de égua serviu para o hispano-brasileiro render na decisão, deixando o gramado com apenas 7 minutos de bate-bola. Adrián López entrou no seu lugar. Villa encerrou sua curta passagem pelo Calderón após aquela final, foi jogar na tranquilidade do New York City, antes passou pelo futebol australiano. Diego Costa deixou Madri para jogar no Chelsea, segue jogando um futebol de alto nível, mas vez por outra deixa escapar que sente saudades dos tempos de Atlético. O substituto, Adrián López hoje defende as cores do Villarreal.

Ronaldo segue em alta e é o fator de desequilíbrio entre Atlético e Real. (Getty Images)

O Real cresceu demais com o trio BBC, a chegada de Gareth Bale causou um grande alvoroço no mundo do futebol, o galês é o jogador mais caro da história do futebol e o seu talento foi fundamental para a virada contra o Atlético e para o título da Copa do Rei. Os demais dispensam comentários, Karim Benzema tem convivido com lesões e polêmicas, mas é um grande artilheiro e segue sendo protagonista com a camisa 9 do Madrid. Cristiano Ronaldo é definitivamente uma máquina, um jogador incomum, o único que consegue se equiparar a Lionel Messi, seu retorno a decisão de Liga deve lhe render sua quarta Bola de Ouro da FIFA no ano que vem, é novamente merecido. O trio BBC permanece em Madri.

Onde estão os demais jogadores escalados para a final em Lisboa:

Atlético de Madrid

Aranzubia – Atualmente aposentado.

Toby Alderweireld – Passou uma temporada no Southampton e hoje defende o Tottenham.

Mario Suárez – Foi negociado com a Fiorentina, mas não foi bem e acabou emprestado ao Watford.

Cristian Rodríguez – Passou pelo Parma, Grêmio e hoje defende o Independiente-ARG.

José Ernesto Sosa – Defende o Besiktas       

Diego – Injustiçado, Diego acabou não permanecendo em Madri e foi transferido para o Fenerbahce.

Adrián López – Após uma temporada no Porto, López joga no El Madrigal pelo Villarreal.

Real Madrid

Diego López – Trocou o Real pelo Milan logo após a decisão, hoje é reserva de Donnarruma, um jovem de 17 anos.

Pepe – Segue firme como titular em Madri.

Marcelo – O lateral entrou muito bem naquela final, marcando um golaço e nunca mais deixou a posição.

Álvaro Arbeloa – Prestes a se aposentar, Arbeloa ainda está no elenco do Real, mas foi pouco utilizado por Zidane na atual temporada.

Isco – A revelação da Champions 2012/2013 não foi tão importante naquela finalíssima, mas chegou a entrar em campo. Hoje Isco é importantíssimo, figura quase sempre o time titular de Zidane.       

Asier Illarramendi – Após passagem decepcionante pelo Real, Illarramendi voltou para a Real Sociedad.

Álvaro Morata – Um grande atacante pouco valorizado pelos torcedores e diretoria do Real Madrid. Morata evoluiu demais jogando pela Juventus, é titular e sempre tem sua volta especulada pelos jornais da Espanha.