sexta-feira, 10 de julho de 2015

Prepotência número 1

Wimbledon chega a reta final, jogos memoráveis, Federer e Serena mostrando porque são lendas e Djokovic buscando o conquistar títulos, a Grama Sagrada é a casa do tênis em plena metade do ano. Porém um fato curioso me chamou bastante atenção na competição, como o número um do mundo mudou da água para o vinho, aquele profissional extrovertido e simpático, o amigo do povo, sofreu demais no duelo de quartas de final contra o sul-africano Kevin Anderson e perdeu a cabeça.
Desempenho de sempre, temperamento irreconhecível. (Reuters)
Uma cena que constrangeu a todos, o sérvio, que antes abraçava e até segurava o guarda-sol para os assistentes de quadra, partiu do princípio da prepotência quando sofria duas derrotas nos primeiros sets. Voltou a mostrar brilhantismo e empatou a partida, o duelo foi interrompido e só retornou no dia seguinte. Em meio a um jogo equilibradíssimo, Anderson com saques fenomenais e Djoko com um talento único de número um do planeta, todavia, os saques do africano tiraram o sérvio do sério e o mesmo começou a dar broncas em todo mundo, sobrando grosseria para uma garota que estava lhe auxiliando.

Apesar dos pedidos de desculpas, Wimbledon nos apresentou um Djokovic diferente do que conhecíamos, com a seriedade de Nadal, um pedaço do talento de Federer e uma arrogância inédita. Em relação ao espetáculo na Grama Sagrada, teremos a final mais espetacular da temporada, na quadra assistiremos Djokovic em busca da afirmação e Federer em busca de mais um recorde, muitos são os atrativos para a grande decisão. É verdade que Federer vive um momento espetacular e após não dar mínimas chances para Andy Murray, ele volta a sentir o prazer de ser favorito, mas o sérvio não é líder da ATP à toa, aliás, Novak costuma se sair muito bem diante de Federer e não é nada bobo, mas o destempero apresentado no torneio pode ser negativo para o maior craque do tênis atual.

Entre as mulheres, ela (sempre ela), Serena Williams chega forte para mais uma decisão de Grand Slam, para falar a verdade eu não me recordo a última vez que a estadunidense perdeu alguma partida. A tenista é tão grande quanto Federer e mostra isso a cada campeonato disputado e vencido. A desafiante da vez será a espanhola de apenas 21 anos, a número vinte do ranking Garbiñe Muguruza (eu não queria estar na pele dela), as chances serão mínimas, mas a tenista promete jogar de igual para igual.

Palpites:

Novak Djokovic (SÉR - 1) x Roger Federer (SUÍ - 2)

Serena Williams (EUA - 1) x Garbiñe Muguruza (ESP - 20)