quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Crisis a La Brasilis

Olá, amigos do esporte, um feliz 2015 para todos! O futebol brasileiro começou o ano provando o gostinho amargo e ingrato de uma crise sem fim, pelo menos do que depender de uma safra ruim e de péssimas administrações que duram desde tempos idos, desde as épocas do chumbo. A transferência do craque máximo do Campeonato Brasileiro 2014 para o futebol asiático é a prova mais do que clara para o momento negativo que vive o país do pentacampeonato que também é país dos 7 a 1. Ricardo Goulart afirmou que o Guangzhou Evergrande (o mesmo clube que contratou Dario Conca assim que ele vencera a bola de ouro pelo título brasileiro do Fluminense em 2010) servirá de vitrine para uma futura transferência para o futebol europeu.

O melhor do Brasileirão vai exibir futebol na China, a Champions League ficou para a próxima. (Tribuna do Cisco)
O time chinês, treinado pelo tetracampeão mundial pela Itália Marcelo Lippi, pagou cerca de 15 milhões de euros pelo craque do Cruzeiro, uma boa quantia para o clube mineiro, mas realmente valeu a pena para o meia no quesito vitrine? Particularmente, acredito eu que o futebol do oriente asiático seja pior do que o leste europeu que vive épocas de trevas com uma batalha que perdura, ou seja, teria sido vantagem jogar pelo Shakhtar do que defender o Guangzhou e observe que os times ucranianos pagam bem e não costumam vender seus talentos. O grande problema é que as equipes chineses também pagam bem e não desejam vender seus bons jogadores, Goulart talvez tenha caído em conto de fadas ou é sonso a ponto de dizer que pode jogar em um grande clube europeu após “passagem de sucesso na CHINA”. O meia já soma 23 anos e acertou um longo contrato, é o principal fato que comprova o erro nas afirmações de Ricardo, ele fará carreira na Ásia e não deverá esbanjar bom futebol no velho continente.

Negócios do Cruzeiro à parte, o futebol brasileiro tem vivido há tempos um processo de queda livre, hoje, os clubes europeus não tem interesse em investir no futebol do Brasil, times como Porto e Shakhtar não olham mais para cá, o português contratou Casemiro pelo futebol apresentado pelo meia no Real Madrid, está colhendo frutos, já o ucraniano se decepcionou demais com a falta de comprometimento e futebol do menino Bernard, o alegria nas pernas. A exceção é e somente é Neymar, o brasileiro foi para a Europa em uma transferência polêmica, mas é a única coisa boa do futebol da CBF na década, Ganso caiu no ostracismo e na própria prepotência, enquanto ele dizia a imprensa que era o cara certo para brilhar em solo europeu, Neymar, muito bem assessorado, ficou caladinho e fez sucesso.

Kaká vai atrair mais holofotes que Gerrard
 na MLS? (Orlando City - Divulgação)
Além da perda dos privilegiados olhares europeus, o Brasil comprova o mau momento com a repatriação de vários craques ou ex-craques, será mesmo que Kaká quisera voltar ao São Paulo se não tivesse perdido tempo com acomodação ou rixas com José Mourinho e Manuel Pellegrini no Real Madrid? Duvido bastante, mas não julgarei último brasileiro a ser melhor do mundo, todavia jamais acreditarei que ele topou ir ao Orlando City pelo desafio, além do mais, quem será que vai atrair mais popularidade, Kaká na Disney ou Steven Gerrard vestindo a camisa do LA Galaxy? Acho que os torcedores do Liverpool não deixarão Gerrard caminhar sozinho nos Estados Unidos. É também bem verdade que o país não apresenta uma safra tão excelente, não temos um gigante como centro avante... Quer dizer até temos, mas Diego Costa se naturalizou espanhol, também possuímos a melhor zaga do planeta, pera aí, alguém concordou com aquela “eleição” FIFA? Deixamos de ser lucrativos, deixamos de dar lucros, os culpados são nossos patrimônios, os clubes, as federações e raça que eu preferiria não dar audiência ao escrever seu nome, os empresários.


Após o eterno 7 a 1 e o melancólico Campeonato Brasileiro, as lideranças nacionais ou os também chamados filhos da ditadura nos respondem contratando um “ex-empresário” para ser diretor da Seleção Brasileira de Futebol, além disso, 2015 começou com o repensar do futebol nacional, eles discutem a volta dos mata-matas e confirmam que a final da Copa do Brasil não contará com o critério do gol fora de casa, é realmente muito esperto seguir os padrões da Conmebol e deixar de lado a certeza do sucesso do futebol europeu.
O placar persiste e retrata bem o nosso futebol. (Reuters)
Pois bem, este texto abre o nosso novo quadro, uma das novidades para 2015, a sessão País dos 7 a 1, espero poder discutir as crises e as evoluções que o nosso futebol proporciona após a pior derrota de nossa história, sim, apesar de tudo é possível observar evoluções, mas não analisarei agora, não neste post.

Até a próxima!