terça-feira, 23 de dezembro de 2014

UFC e a urgente necessidade do retorno do Spider

Praticamente dois anos parados, muito graças a excesso de confiança, prepotência e um currículo invejável, apesar de tudo, Anderson Silva teve um 2014 que jamais imaginava ter, ele perdeu patrocínios, perdeu espaço na mídia e principalmente, perdeu um cinturão que já parecia seu. Com o ano próximo do fim, a volta do Spider está cada vez mais próxima, o adversário dessa vez não será Chris Weidman, Anderson terá a humilde e justa oportunidade de começar de baixo, irá encarar o irresponsável e também prepotente Nick Diaz. Todavia a luta tem tudo para ser atraente, muita trocação e a sede de ambos para voltar a lutar, afinal de contas, Diaz não entra no octógono desde a derrota para GSP, em março de 2013, ou seja, nada mais confortável para Dana White e companhia colocar o seu maior negócio para enfrentar um destemperado sem ritmo.
O retorno do Spider deve reconduzir os rumos da audiência do UFC em todo o planeta. (Edição: Tribuna do Cisco)
 
O prejuízo para o UFC sem Anderson Silva foi imenso, a derrota da Aranha confirmou uma crise sem fim do MMA no Brasil, perdemos o cinturão dos galos pelo mesmo motivo que Anderson perdeu o cinturão dos médios, muita prepotência e falta de preparo fizeram com que Renan Barão tomasse um sacode de TJ Dillashaw. Além disso, muitos de nossos grandes atletas não conseguiram confirmar as expectativas, Lyoto Machida vinha 100% nos médios, mas provou que sente a pressão em disputas de cinturão quando foi anulado por Chris Weidman, o Dragão acabou de fechar o ano com vitória, mas o receio ainda existe. Além de Machida, nossa maior esperança para a temporada 2014 sofreu uma derrota e tanto, Glover Teixeira confirmou que é apenas mais um plebeu no reinado de Jon Jones, a decepção foi tamanha.

Apesar de toda a crise, ainda é possível observar lutadores com potencial, como os casos do peso leve Rafael dos Anjos, o rapaz lutou quatro vezes em 2014, vencendo três e ficando muito próximo da disputa do cinturão, só que é impossível imaginar que ele consiga bater o “Showtime” Anthony Pettis. O mesmo vale para Fabrício Werdum, o brasileiro continuou a manter sua excelente forma, destaque principal para sua luta épica contra Travis Browne, depois ele ainda venceu Mark Hunt para ficar com o cinturão interino, mas será mesmo que o Vai Cavalo conseguiu convencer a todos de que ele pode vencer Velasquez? Acho difícil!

Contudo, o principal fator que confirma a crise do MMA no Brasil e no próprio UFC foi a forma como a organização conduziu o TUF Brasil III, a pior edição da história do UFC (incluindo as edições do mundo inteiro), técnicos mais atores do que treinadores, lutadores tecnicamente fracos (com exceção dos vencedores) e as brigas para lá de armadas pelos próprios técnicos, entretido e envolvido com a “novelinha”, Dana White não se comportou como um bom condutor do evento. Destacando o importante fato de que o TUF Brasil III não foi bem aceito, sendo a pior audiência dentre as três edições, mesmo com a prévia da esperada luta (que não aconteceu e os dois lutadores foram afastados para sempre) entre Wanderlei Silva e Chael Sonnen.

A audiência não só despencou no Brasil, o UFC explodiu até chegar ao auge no ano de 2013, em 2014, o evento atingiu seu recorde negativo, logo em um dos melhores cards do ano. Em matéria produzida pelo site brasileiro Sexto Round, Lucas Carrano analisou a crise de audiência na TV aberta nos Estados Unidos, o evento foi o UFC on Fox 11, que reuniu lutaças como o embate entre Werdum x Browne e a grande revelação do ano Khabib Nurmagomedov contra o brasileiro Rafael dos Anjos, além da bela Miesha Tate derrotando Liz Carmouche, ou seja, um dos melhores espetáculos do ano renderam a Fox apenas o quarto lugar entre as quatro grandes emissoras dos Estados Unidos, o que chama a atenção é que o evento foi ao ar para todo o país e não em determinados estados.


Com Anderson Silva... Vencendo, os números voltam a explodir, é por isso que o marketing já começou (muito bem, por sinal) a ser lançado nos meios de comunicação, a mitificação do talentoso atleta deverá fazer com que o UFC consiga arrecadar ainda mais do que conseguiu, talvez o ano de crise possa ser superado em, quem sabe, uma trilogia entre o Spider contra o inimigo número da audiência do MMA Chris Weidman. Bom para o Brasil, bom para o UFC, é a comprovação da urgente necessidade pelo retorno de Anderson, sem falar do forte apelo popular, o impacto será imediato e o Spider deverá voltar a apresentar suas últimas teias que renderão bons frutos ao UFC e a sua carreira antes de dar adeus a organização que mais cresce no mundo esportivo.

Até mais!