quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Arrogância Canarinha

Com o término de um tecnicamente quebrado Campeonato Brasileiro, um fato me chamou bastante atenção e me fez refletir um pouco. Treinador tem sido uma raça um tanto arrogante, com destaque para os ex-comandantes da Amarelinha mais famosa do futebol, impressionante a forma como Mano Menezes e Luiz Felipe Scolari adotaram um rótulo de “técnicos tops” e acreditam ser profissionais de outro mundo. Contudo, andei repensando o passado dos dois e de seus dois últimos antecessores que passaram pela CBF e confirmaram tamanha arrogância, destacando que um deles acabou de retornar ao comando técnico dos pentacampeões.
Charge demonstra a situação dos nossos profissionais. (Canelada FB)
Carlos Alberto Parreira

Após conquistar o tetracampeonato mundial, Parreira deixou o Brasil e se aventurou na Europa, sem sucesso, é claro! Em 1998, o brasileiro protagonizou um fiasco se tornando o primeiro técnico a ser demitido em meio a uma Copa do Mundo, dirigia a Arábia Saudita. Apesar disso, Parreira deu a volta por cima, era um homem experiente, foi bem pelo Corinthians e conseguiu convencer Ricardo Teixeira, era o nome certo para assumir o Brasil que acabara de conquistar o penta, correto? Errado! Treinador não conseguiu assumir um bom esquema tático e ficou refém dos homens que conquistaram o penta em 2002, uma derrota melancólica para a França de Zidane encerrou o “projeto” de Parreira. Recentemente aposentado, Parreira foi convidado por Marin para ser coordenador técnico da Seleção de Felipão para a Copa do Brasil, sua arrogância chegou ao auge quando ele afirmou que o Brasil estava com a mão na taça, que tinha o melhor time do mundial. Depois dos 7 a 1, ele retornou a aposentadoria para nunca mais voltar ao futebol, não deixará saudades!


Carlos Caetano Bledorn Verri (Dunga)

Chegamos ao rei da arrogância, Dunga assumiu como aposta, o resultado nós vimos bem até a Copa da África, brigas exageradas contra tudo e todos, grupo cabisbaixo e velho e o gaúcho seguiu firme em sua posição acima dos demais. Pós-Seleção, Dunga não conseguiu fazer um bom trabalho, só recebeu oferta do Internacional em 2013, ou seja, o gaúcho passou três anos desempregado por ninguém conseguir ver nele a chance de ascensão, o detalhe que incomoda é que ele só foi para o Inter por conta de uma história bonita no clube como jogador, mesmo assim, os descendentes da ditadura, Marin e Del Nero, apostam no cara que deu errado e que não ganhou experiência como treinador, ganhou sim arrogância que só a Amarelinha oferece.


Luiz Antônio Venker Menezes (Mano)

Mano convida Wilton Pereira Sampaio a expulsá-lo.
(Alexandre Loureiro)
Esse, sem dúvidas, é o que menos poderia ganhar em arrogância, afinal de contas, ele só venceu Série B e uma Copa do Brasil, será mesmo que Mano tinha potencial para assumir a Seleção Brasileira? O resultado foi catastrófico e criamos um monstro tão arrogante quanto o próprio Dunga, Mano ainda não conseguiu fazer um trabalho digno após deixar a Seleção, deixou o Flamengo na mão em 2013 e não deixará saudades ao Corinthians para o ano de 2015. A gota d’água para o bicampeão da série B aconteceu no último fim de semana, Mano ordenou que o árbitro Wilton Pereira Sampaio fosse até ele para expulsá-lo, o amador foi. Como imaginar uma evolução técnica de um dos mais promissores profissionais que acabou estragado pela CBF? Mano agora é ranzinza, fraco e arrogante, um desperdício!

Luiz Felipe Scolari (Felipão)

Felipão tentou se esconder no Grêmio
 após o fracasso histórico. (R7)
O monstro sagrado dos 7 a 1, o homem que assumiu o risco de manchar sua história após o penta, ele conseguiu! Felipão tomou dois sacodes contra Alemanha e Holanda e passou a ser mais arrogante do que quando ele conquistou a Copa do Mundo. A última de Big Phil foi afirmar que o ano de 2014 foi bom porque só quem disputa Copa do Mundo é bom e que ainda ganhou um netinho, que bonitinho! Felipão é a prova clara do fracasso que vive o futebol brasileiro, além disso, ele confirma a Arrogância Canarinha, os treinadores acreditam que deixam de ser apenas seres humanos e que o Brasil ainda é referência no cenário futebolístico, é uma triste realidade. Por fim, encerro mais um post com a resposta de Scolari para Marco Polo Del Nero, o novo presidente da CBF, confirmando a falta de sintonia dos herdeiros da ditadura.

Grande abraço!

“Eu disse em entrevista coletiva e está gravado, que não interessa a quem administra o futebol como empresa, ter duas equipes do sul e duas de Minas classificadas para a Libertadores. Em nenhum momento citei a entidade CBF. Que eu saiba, a Confederação Brasileira não é uma empresa e sim uma entidade que tem como obrigação ajudar o futebol brasileiro e que não tem fins lucrativos. Eu afirmei que não há interesse para a empresa porque visa lucros e o grande mercado financeiro está em São Paulo e Rio de Janeiro. É só prestar atenção no que eu disse. Pois se não ouviu era melhor não emitir opinião. Quanto ao técnicos brasileiros se reciclarem, há sempre esta disposição dos treinadores. Mas seria bom que todos os setores do futebol brasileiro pudesse se reciclar e buscar melhorias de fato. E não só no discurso”.