sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Evoluímos!

Pois bem, a primeira fase do Mundial da Espanha chegou ao fim, contudo, Rubén Magnano e seus comandados provaram a evolução da Seleção Brasileira, foram 4 vitórias (França, Irã, Sérvia e Egito) e apenas uma derrota, justamente para a potência e dona da casa Espanha. Aos poucos, o técnico argentino faz valer o investimento, isso porque conseguiu unir uma geração talentosa, atletas que são de nível NBA, bons valores da NBB (liga que “salvou” o basquete nacional) e um pequeno gigante que joga no basquete europeu (Huertas), destacando bem as impecáveis atuações do nosso armador e também armador do Barcelona.
Brasil oscila, mas confirma a vitória contra a Sérvia. (AFP/Tribuna do Cisco)
Com o elenco completo, o Brasil teve uma ótima participação nas Olimpíadas de Londres, me deixando bastante confiante para o que viria por aí, principalmente as Olimpíadas do Rio em 2016. A prova da excelente participação brasileira em solo espanhol foi o grande confronto contra os campeões da Europa, um jogo duríssimo frente à França encheu a equipe de moral e mostrou como é possível mirar uma medalha. A segunda partida foi bem mais tranquila, chance para Magnano experimentar novas formações e perceber que Leandrinho, Nenê e Varejão são peças fundamentais, vale destacar o talento do ala do Flamengo, Marquinhos, suas cestas de três contra a Sérvia fizeram com que o Brasil não perdesse de novo, conquistando uma vitória para lá de importante, fantástico!

Por fim, destaco as atuações bastante opostas do Brasil contra duas seleções bem opostas, o time de Magnano oscilou demais contra a Espanha, dessa forma, os jogadores não conseguiram acordar com tempo suficiente para buscar reverter à situação (essas oscilações da Seleção me dão dor de cabeça, é inacreditável!), apesar disso, a Espanha está em um patamar muito mais elevado que o nosso, foi uma derrota nem tão dolorida. Já o duelo que encerrou a participação brasileira na primeira fase foi épico, a maior pontuação de toda a fase de grupos, todos os jogadores participaram muito bem e os impressionantes 128 a 65 sobre o Egito motivam qualquer torcedor e crítico. É verdade que, entre “golear” o Egito ou vencer a França de maneira sofrida, todos escolheríamos conquistar o triunfo frente aos franceses, mas o duelo contra o Egito elevou o moral e fez os adversários nos respeitar ainda mais, está bonito de ver o Brasil entrar em quadra.

Um pouco do que foi a preparação e fase de grupos do Brasil. (Tribuna do Cisco)
A prova de fogo brasileira começa em pleno dia da independência, o 7 de setembro vai protagonizar uma das maiores rivalidades da história da humanidade, Brasil e Argentina decidem a vaga nas quartas de final e vai por Magnano e elenco frente a frente contra o fantasma de Luis Scola e companhia, contra os nossos maiores carrascos no basquetebol. Acredito que mesmo desfalcada, a Argentina é favorita por saber enfrentar o Brasil, por estar adaptada ao nosso estilo de jogo e por ainda viver um pouco da geração campeã olímpica, todavia, o Brasil evoluiu e necessita vencer os argentinos para provar que realmente está numa crescente, é a prova de fogo, é o jogo do ano para o esporte brasileiro!