quinta-feira, 17 de julho de 2014

O futebol brasileiro não precisa do ouro olímpico

Amigos do Esporte, vimos hoje a primeira coletiva do presidente Marin, o vice Del Nero e o técnico da base Alexandre Gallo. Juntos, eles anunciaram que o “ex-empresário” Gilmar Rinaldi será o novo coordenador técnico da Seleção Brasileira, uma escolha para lá de duvidosa. A única coisa que ficou clara na entrevista é que nada mudará na Confederação Brasileira de Futebol e que os discursos de imediatismo e pressa seguem como prioridade da péssima administração da entidade.
Muito discurso para poucos projetos, o futebol brasileiro segue em um perigoso rumo. (CBF/Tribuna do Cisco)
Vimos um discurso que seguiu os moldes da dupla Scolari e Parreira, como se a Copa do Mundo tivesse sido um sucesso para a Seleção, além do mais, o que me deixou revoltado foi essa pressa para preparar um time jovem que chegue pronto para as Olimpíadas... Isso mesmo, a CBF quer um time preparado para a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Como é que a entidade que dirige o futebol brasileiro não dá a mínima para um planejamento e quer títulos para poder ter um escudo e seguir administrando pessimamente os rumos do futebol nacional.

Primeiro, o único país do futebol masculino que se importa com os Jogos Olímpicos é o Brasil, criou-se uma mística com o jejum que faz a CBF, mídia e torcedores darem valor a essa medalha, o fato é que o futebol masculino nas Olímpiadas consegue ser uma competição menor que até mesmo a Copa das Confederações, não soma em nada, não torna o país favorito ao título Mundial, a única coisa que vale nos Jogos Olímpicos é que surge uma base boa para que muitos atletas cheguem mais experientes para o time principal, como vimos nos atuais elencos da Argentina, Alemanha e anteriormente a Espanha.

Gallo não tem capacidade para dirigir
 seleção alguma. (CBF)
Pois bem, as perspectivas para o futuro são péssimas, ficou claro que o próximo técnico da seleção terá apenas 4 anos de contrato, precisará trabalhar bastante e ainda ter a sorte que Mano Menezes não teve, provavelmente será Tite, ele terá que analisar com muito cuidado se valerá a pena assumir um risco desnecessário, até porque o técnico da Seleção Brasileira não fará com que o futebol nacional melhore, isso teria que partir da CBF. Outra, não vejo o nome de Alexandre Gallo forte o bastante nem mesmo para o time de base, ele é um técnico muito limitado e só está no cargo por questões politicas e de amizade. Chegamos ao fundo do poço com os 7 a 1, pois é, pode ficar muito pior sem um bom projeto, deve ficar pior e teremos que conviver com um time que só tem ambição pelo ouro Olímpico, um torneio que não vale excepcionalmente nada, nada!

Até a próxima!