domingo, 15 de junho de 2014

Zebra no Castelão em dia de recorde de jogos

Colômbia 3 x 0 Grécia: Sem a grande estrela do espetáculo, a Colômbia começa a Copa muito animada por ter a melhor geração de sua história, apesar de Falcao não ter vindo, o apoio do torcedor e o talento individual de grandes jogadores farão a diferença em favor do time sulamericano. Do outro lado, os gregos, campeões da Euro 2004, o time europeu chega a sua segunda Copa consecutiva, o time consegue se renovar e manter medalhões importantes, o time dará trabalho no grupo C, mas bater a Colômbia seria muito difícil.
Colombianos em grande geração, contra os gregos necessitados por bons atacantes. (Tribuna do Cisco)
A Colômbia, empurrada por uma massa amarela que enfeitava o Mineirão, foi ao ataque e conseguiu marcar com apenas 5 minutos de jogo, a belíssima jogada de Guadrado resultou no chute de Armero, o desvio de Sokratis empurrou a bola para as redes, como prometido pelo lateral, tivemos o Armeration e a festa foi completa para o time de Pekerman. A Grécia tinha dificuldades, muito por conta do clima, muito por conta da superioridade colombiana e também por conta da atmosfera sulamericana que tomou o Mineirão.

Sem Guarín suspenso, o time da Colômbia utilizou muito as pontas, com Rodríguez pela esquerda e Guadrado pela direita, os dois estavam muito bem, mas os colombianos diminuíram o ritmo após marcar o gol. É fato que o time de amarelo também estava bastante violento, o jogo foi muito pegado, brigado, no melhor estilo do futebol da América do Sul, do jeito que a Colômbia queria. A Grécia chegou com muito perigo aos 27 minutos, uma bola lançada na área e a boa chegada de Torosidis por pouco não empatou a partida, a bola passou rente a trave.

O ataque da Colômbia era formado pelo gigante Ibarbo e Gutiérrez, nomes cascudos como Martínez e Ramos estavam no banco de reservas, decisões para lá de duvidosa do argentino Perkeman. O primeiro tempo encerrou com uma Grécia bem aguerrida e muito próxima do empate, por sorte, o chute do grego Koné parou na defesa impecável de Ospina. A Colômbia começou de maneira avassaladora, mas decepcionou no restante da primeira etapa, a falta de Falcao, Guarín e suas boas armas de ataque deixaram o time mais limitado.

O time da Grécia voltou melhor na segunda etapa, os europeus queriam o empate e viam que era possível, talvez a entrada de Mitroglou mudasse um pouco a história do ataque grego. A Colômbia tem um time melhor e teve uma grande oportunidade em uma cobrança de falta, James Rodríguez só carimbou a barreira e o time seguia muito aquém do que muitos esperavam. Com um time muito melhor, a Colômbia ganhou no colo um escanteio, a cobrança foi boa e o erro bizarro do goleiro Karnezis que saiu do gol e caçou borboletas, fez com que a bola sobrasse limpa para Téo Gutiérrez, 2 a 0 e folga no marcador para a Colômbia.

Em busca do empate, a Grécia se aproximou bastante de diminuir, mas a cabeçada de Gekas parou no travessão, um erro crasso que desanimou os europeus, após o lance, Gekas saiu e entrou o craque Mitroglou. A entrada do atacante pouco mudou, pelo contrário, o futebol grego caiu de maneira que o time não conseguiu pressionar com tanto perigo. É Impressionante como o futebol de Mitroglou caiu com sua saída de Olympiacos e chegada ao Fulham, na Inglaterra, o atacante mal jogou e ainda foi rebaixado da Premier League.

Armeration embalou a tarde no Mineirão. (Reuters)
Ao fim, o jogo seguiu em favor da Colômbia, a Grécia até teve bons momentos, mas o futebol colombiano é realmente superior e os torcedores ainda entoaram o clássico olé, o gol de James Rodríguez garantiu um excelente saldo de gols, 3 a 0 e festa em Minas Gerais, mas o placar foi muito controvérsio. É fato que se esperava mais do time sulamericano, acredito que Pekerman foi um pouco covarde em deixar Martínez, Ramos e Bacca no banco de reservas, ele terá que colocar pelo menos dois nos lugares dos limitados Gutiérrez e Ibarbo. A Grécia fez uma partida até animador, o time tem totais condições de vencer Costa do Marfim e Japão e brigar por uma vaga na fase de oitavas de final, o grande problema europeu realmente é a dificuldade em marcar gols.

A Colômbia agora encara a Costa do Marfim, a partida será em Brasília e o jogo será complicadíssimo, vale a pena ficar ligado. Do outro lado, em Natal, a Grécia jogará a vida contra os japoneses, jogo também duro em um dos grupos mais equilibrados da Copa do Mundo.

Ficha Técnica:

Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

Data: 14 de junho de 2014, sábado

Horário: 13 horas (de Brasília)

Árbitro: Mark Geiger (EUA)

Assistentes: Mark Hurd (EUA) e Joe Fletcher (CAN)

Público: 57.174 pessoas

Cartões amarelos: (Colômbia) Sanches (Grécia) Papastathopoulos, Sapingidis

Gols:

Colômbia: Armero, aos cinco minutos do primeiro tempo; Gutierrez, aos 12 e Rodriguez aos 47 minutos do segundo tempo

COLÔMBIA: Ospina; Zapata, Yepes, Sanches e Armero (Arias); Zuniga, Aguilar (Mejia), James Rodriguez e Cuadrado; Ibarbo e Gutierrez (Martinez)
Técnico: José Pékerman

GRÉCIA: Karnezis; Maniatis, Manolas, Kone (Karagounis) e Torosidis; Katsouranis, Papastathopoulos, Cholevas e Sapingidis (Fetfatzidis); Gekas (Mitroglou) e Samaras
Técnico: Fernando Santos

Uruguai 1 x 3 Costa Rica: Após brilhar na Copa da África em 2010 e conquistar a Copa América na Argentina em 2011, o Uruguai voltou ao patamar de grande seleção, uma esquadra bicampeã do mundo. Dessa forma, a nação é a cabeça de chave do grupo D, o grupo da morte. Estreando e precisando vencer, a Celeste estreou contra a Costa Rica na belíssima Arena Castelão, o Tabárez optou por poupar Suárez que se recupera de uma cirurgia e colocou o melhor jogador do último Mundial, Diego Forlán já vive o fim de carreira, mas será importante no torneio. A Costa Rica até tem um time interessante, mas o sorteio não foi bondoso com o time americano, apesar dos talentos de Bryan Ruíz, Návas e Joel Campbell, a equipe deverá segurar a lanterna do grupo que som oito títulos mundiais.
Forlán não terá o rendimento que teve 4 anos atrás, Campbell é candidato a revelação. (Tribuna do Cisco)

O Uruguai era muito melhor e chegou ao gol logo cedo, mas Cavani estava em posição irregular. Com vinte menos de pressão, a Costa Rica não suportou a pressão, em bola lançada na área, Lugano foi puxado, ficou óbvio que Diego forçou, mas o pênalti realmente aconteceu. Cavani cobrou muito bem, no cantinho, sem a menor chance para o bom goleiro Návas, 1 a 0 para a equipe Celeste. A Costa Rica sentiu o gol, os uruguaios gostavam do jogo e sentiam o bom momento, porém, por muito pouco os americanos não empatavam, Gonzalez acertou a rede pelo lado de fora. O segundo tempo nos trouxe uma grande reviravolta, o Uruguai retornou dormindo, falhando na marcação, pecando em segurar a bola. As bolas lançadas na área foram o caminho no qual os costarriquenhos arrancaram o empatem, cruzamento pela direita e belo chute de Campbell, o garoto desponta como craque da rodada e porque não uma das revelações da Copa

Uruguai sofre com a zebra costarriquenha. (AFP)
Poucos minutos depois, a Costa Rica tomou conta do jogo, os uruguaios sentiram a pressão, estavam apáticos e sentindo falta do seu craque, Suárez assistiu o jogo do banco. A Costa Rica virou com Duarte que estava em posição irregular após a cobrança da falta, 2 a 1 e zebra em Fortaleza. O terceiro gol matou o jogo, o toquinho de Ureña acabou com qualquer pretensão uruguaia que ainda viu Máxi Pereira perder a cabeça e ser expulso, 3 a 1 e fim de jogo. A Costa Rica ganhou moral e chega bastante encorpada para o duelo contra a Itália no Recife, já o Uruguai entra muito pressionado e vai decidir a vida no grande clássico contra os ingleses.

Ficha Técnica:

Local: Estádio do Castelão, em Fortaleza (CE)

Data: 14 de junho de 2014, sábado

Horário: 16 horas (de Brasília)

Árbitro: Felix Brych (Alemanha)

Assistentes: Mark Borsch e Stefan Lupp (ambos da Alemanha)

Cartões amarelos: Lugano e Gargano (Uruguai)

Cartão vermelho: Maxi Pereira (Uruguai)

Gols:

URUGUAI: Cavani, aos 23 minutos do primeiro tempo
COSTA RICA: Campbell, aos 8 minutos do segundo tempo, Duarte, aos 11 minutos do segundo tempo e Ureña, aos 38 minutos do segundo tempo

URUGUAI: Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Godín e Cáceres; Gargano (Álvaro González), Arévalo Ríos, Cristian Rodríguez (Abel Hernández) e Stuani; Forlán (Lodeiro) e Cavani
Técnico: Óscar Washington Tabárez

COSTA RICA: Navas; Umaña, Duarte e Giancarlo González; Gamboa, Tejeda (Cubero), Borges, Bolaños (Barrantes) e Junior Díaz; Campbell e Bryan Ruíz (Ureña)
Técnico: Jorge Luis Pinto

Itália 2 x 1 Inglaterra: Renovada por Prandelli, desfalcada de Montolivo, os italianos chegam bem para a Copa do Mundo, isso ficou claro na estreia em Manaus, apesar do calor absurdo que dificultou o jogo de ambos. A Inglaterra também passa por renovação, mas o elenco de Hodgson ainda está em fase de transição. O jogo foi pegado, a exaustão era evidente, mas os dois times chegavam com perigo. A superioridade inglesa ficou evidente no início, chegando pelas pontas e aproveitando o improviso de Chiellini na lateral esquerda, Di Sciglio e Abate seguem machucados.
O calor foi adversário, mas europeus fizeram bom jogo. (Tribuna do Cisco)

A Itália acordou com muita classe, chutando de fora, dando trabalho a Hart. Foi dessa forma que o gol saiu, toque para a entrada da área, lindo corta-luz de Pirlo e chute preciso de Marchisio. Um dos destaques da preparação Azzurra. O primeiro tempo estava quente e a Inglaterra logo respondeu, passe do jovem Sterling, cruzamento perfeito de Rooney e conclusão de artilheiro de Sturridge, 1 a 1 e tudo igual em Manaus. No segundo tempo, era evidente que quem tivesse mais se sobressairia, foi o que aconteceu.

Balotelli resolve em favor da Azzurra. (Getty)
A Azzurra era mais time e tinha valores capazes de matar o jogo a qualquer momento, foi assim que Candreva cruzou e também dessa maneira que Balotelli matou as chances de Hart e da defesa, 2 a 1 para os tetracampeões mundiais, festa dos italianos e dos manauaras que não suportavam a arrogância britânica. Os ingleses tentaram revidar, não foi uma má partida, o time segue forte e deve evoluir nas próximas rodadas, a Inglaterra fará uma verdadeira guerra contra o Uruguai, enquanto a Azzurra respira aliviada e jogará tranquilo contra a líder Costa Rica.

Ficha Técnica:

Local: Arena Amazônia, em Manaus (AM)

Data: 14 de junho de 2014, sábado

Horário: 19 horas (de Brasília)

Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)

Assistentes: Sander Van Roekel (Holanda) e Erwin Zeinstra (Holanda)

Cartão amarelo: Sterling (Inglaterra)

Gols:

INGLATERRA: Sturridge, aos 36 minutos do primeiro tempo
ITÁLIA: Marchisio, aos 34 minutos do primeiro tempo, e Balotelli, aos 5 minutos do segundo tempo

INGLATERRA: Hart, Johnson, Cahill, Jagielka e Baines; Henderson (Wilshere), Gerrard e Sterling; Rooney, Sturridge (Lallana) e Welbeck (Barkley)
Técnico: Roy Hodgson

ITÁLIA: Sirigu, Darmian, Barzagli, Paletta e Chiellini; De Rossi, Pirlo, Verratti (Thiago Motta), Marchisio e Candreva (Parolo); Balotelli (Immobile)
Técnico: Cesare Prandelli

Costa do Marfim 2 x 1 Japão: Sempre com um time interessante, a Costa do Marfim precisa de um maior encaixe para realmente render, o desafio era contra os japoneses de Zacheroni às 22:00 na Arena Pernambuco, o jogo mais tarde da história das Copas. O técnico dos elefantes optou por deixar Drogba no banco e foi de Bony ao lado de Kalou e Gervinho. Os marfinenses começaram bem melhor, chegando também pelos lados, mas sem conseguir uma clara chance, os atacantes não estavam calibrados. Um pouco sufocado pelos africanos, o Japão tentou frear os ataques e deu o bote certeiro, Honda pouco havia aparecido, porém o seu primeiro chute pôs a bola no gol, um golaço, apesar do goleiro marfinense mal se mover.
Pernambuco foi o palco do jogo mais tarde da história das Copas. (Tribuna do Cisco)

Após sofrer o gol, os marfinenses continuaram melhor, mas  a melhor chance de igualar não veio nos primeiros trinta minutos, apenas com as duas boas faltas, a primeira foi desperdiçada pelo craque Yaya Touré e a outra com Boka, era o jogo certeiro par aos japoneses. O time marfinense era todo ataque, mas as conclusões eram horríveis, faltava um Drogba em alto nível para empatar a peleja. No segundo tempo, a torcida dos elefantes se animou quando viu Didier no aquecimento, no lado japonês, dois bons laterais subiam bem, na direita, tínhamos Uchida e pela esquerda, era Nagatomo.

O Japão voltou melhor, perdendo chances para ampliar, os marfinenses, mais uma vez, parece que não consegue ter cara de time, apesar do ótimo elenco. 15 minutos do segundo tempo e a Arena explodiu de euforia, Drogba iria entrar. E veio no lugar de Serey, ou seja, Lamouchi deixou um quarteto para lá de ofensivo, com Drogba, Kalou, Gervinho e Bony. A mudança foi imediata, os elefantes pareceram mudar o espírito de equipe quando o craque entrou em campo. Tioté mandou a bola na cabeça de Bony, o artilheiro do Swansea, o mesmo que fez Michu sumir do mapa na Premier League, empate em Pernambuco. Dois minutos depois, Tioté, novamente cruzou e dessa vez foi Gervinho que marcou, virada rápida e infalível.

Drogba entrou e mudou o jogo. (Reuters)
O Japão sentiu o gol, o achado de Honda no primeiro tempo parecia que fora a única coisa decente dos orientais, Kagawa não parecia estar em campo, aliás, já tempos que ele não entra em campo, a verdade é que o ex-craque esqueceu seu bom futebol em Dortmund, há dois anos que ele não joga bem, lamentável! E assim terminou! Os marfinenses venceram com todo o mérito, mas a cera final foi deprimente. A Costa do Marfim fará o jogo do grupo C na próxima rodada, a partida contra a Colômbia será muito interessante, já o Japão fará o jogo de desesperados contra a Grécia.

Ficha Técnica:

Local: Arena Pernambuco, São Lourenço da Mata (PE)

Data: 14 de junho de 2014, sábado

Horário: 22h (de Brasília)

Árbitro: Enrique Osses (CHI)

Assistentes: Carlos Astroza (CHI) e Sérgio Roman (CHI)

Cartões amarelos: Bamba e Zokora (Costa do Marfim); Yoshida e Morishige (Japão)

Gols:

Costa do Marfim: Bony, aos 18 minutos do segundo tempo, e Gervinho, aos 20 minutos do segundo tempo
Japão: Honda, aos 15 minutos do primeiro tempo

COSTA DO MARFIM: Boubacar; Aurier, Zokora, Bamba e Boka (Djakpa); Tioté, Serey Die (Drogba) e Yaya Touré; Gervinho, Kalou e Bony (Ya)
Técnico: Sabri Lamouchi

JAPÃO: Kawashima; Uchida, Yoshida, Morishige e Nagatomo; Yamaguchi e Hasebe (Endo); Okazaki, Honda e Kagawa (Kakitani); Osako (Okubo)
Técnico: Alberto Zaccheroni