domingo, 29 de junho de 2014

No apagar das luzes

Holanda 2 x 1 México: O jogo que abriu o domingo de oitavas de final colocou o então invicto com 100% aproveitamento, a Holanda, contra o invicto que conseguiu segurar o Brasil no grupo A , o México. Os holandeses vieram com o melhor que Van Gaal tinha em mãos, mas o calor de Fortaleza às 13 horas pareceu “matar” os atletas, primeiro a deixar o campo foi De Jong que saiu logo aos 8 minutos de primeiro tempo. O primeiro tempo mostrou a exaustão de ambos os lados, foi impressionante como os holandeses perderam o favoritismo no decorrer do jogo, Sneijder e Van Persie sumiram, enquanto Robben e Kuyt buscavam o jogo, mas o calor era incessante.
Holandeses conseguiram a virada no último minuto de jogo. (Tribuna do Cisco)
O árbitro Pedro Proença até que permitiu a parada técnica nos dois tempos, mas o que realmente acalmou foram os apitos de fim de tempo. O segundo tempo começou para lá de empolgante, deixando a monotonia, mostrando que os mexicanos estavam mais bem preparados para enfrentar os obstáculos holandeses e o calor nordestino, 1 a 0 com um golaço de Giovani Dos Santos, sem chances para Cillessen. A Holanda acordou após tomar o gol, o México deixou de atacar e começou uma retranca insuportável, dessa forma, Louis Van Gaal mandou o time para o ataque veio com Memphis Depay no lugar de Verhaegh e Klaas Huntellar no lugar do exausto capitão Van Persie, as modificações mudariam a partida.

Vacilo de Márquez deu a chance para a
 Holanda virar e matar o jogo. (AP)
O México já esperava pelo apito final, o goleiro Ochoa trabalhou, trabalhou bastante, mas a Holanda bateu até furar, ou melhor, até Sneijder estufar as redes mexicanas, o impressionante foi o toque de Huntellar para trás e a finalização do camisa 10 que estava sumido no jogo, detalhe, o empate veio apenas aos 42 da segunda etapa, no apagar das luzes como diz o título de hoje. O empate mudou o jogo, a Holanda se mandou para o ataque para fugir da tortura que seria a prorrogação, o México sentiu o gol e terminou por entregar os pontos, o experiente Rafa Márquez, em sua última Copa do Mundo foi ingênuo e caiu na de Robben, pênalti claro e gol de Huntellar, o atacante mudou o jogo e foi o craque da partida, 2 a 1 e classificação previsível, mas sofrida para o time dos Países Baixos.

A vitória motiva demais o time de Van Gaal, porém, os holandeses, um dos poucos europeus que jogam bem o Mundial do Brasil terão a Costa Rica pela frente, eles vão ter que manter a regularidade e a seriedade para conseguir continuar 100% e provar que estar amadurecido para enfim conquistar o título Mundial, a Holanda chegou forte e vai ganhando corpo a cada provação que passa, fique de olho!

Ficha Técnica:

Local: Estádio Castelão, em Fortaleza (CE)

Data: 29 de junho de 2014, domingo

Horário: 13 horas (de Brasília)

Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Assistentes: Bertino Miranda e José Trigo (ambos de Portugal)

Cartões amarelos: Aguilar, Rafa Márquez e Guardado (México)

Gols:

MÉXICO: Giovani dos Santos, aos três minutos do segundo tempo

HOLANDA: Sneijder, aos 42, e Huntelaar (pênalti), aos 48 minutos do segundo tempo

HOLANDA: Cillessen; Vlaar, De Vrij e Blind; Verhaegh (Depay), De Jong (Indi), Wijnaldum, Sneijder e Kuyt; Robben e Van Persie (Huntellar)
Técnico: Louis Van Gal

MÉXICO: Ochoa; Rodríguez, Rafa Márquez e Moreno (Reyes); Aguilar, Salcido, Herrera, Guardado e Layún; Giovani dos Santos (Aquino) e Peralta (Chicharito Hernández)
Técnico: Miguel Herrera

Costa Rica 1 (5) x 1 (3) Grécia: Sensação da Copa, a Costa Rica fez sua pior partida no Mundial diante dos gregos, curiosamente, o time mais limitado que enfrentou os Ticos no Brasil. Jorge Luís Pinto montou o time com muita maestria e, enchidos de confiança, os costarriquenhos tem se mostrado um time quase imbatível, o problema foi que a Grécia é aquele time “raçudo”, quase imortal, atacou, pressionou e foi bem melhor durante toda a partida. Contudo, assim como Holanda e México, costarriquenhos e gregos deixaram a emoção para a etapa final, Bryan Ruiz, o craque máximo da equipe americana chamou a responsabilidade, chutou fraquinho, mas muito bem colocado e sem chances para Karnezis, gol da Costa Rica.
Penalidades levaram os Ticos para as quartas de final. (Tribuna do Cisco)
O gol ligou a Grécia que foi obrigada a atacar, o problema é que os campeões europeus de 2004 não tinham nenhum jogador talentoso e viram Samaras tentar armar as jogadas, isso poderia dar certo? Além de Samaras, Fernando Santos mandou mais dois postes para campo, o primeiro foi Mitroglou, o atacante deixou o futebol em Pirareus, quando deixou o Olympiacos e foi defender o Fulham, hoje, Mitroglou perdeu chances claras que poderiam ter matado o jogo. O segundo poste a ir a campo foi Gekas, o experiente e histórico jogador grego entrou e pouco fez, na verdade não fez nada.

Navas faz história e põe os Ticos nas quartas. (AP)
Assim como a Holanda, a Grécia conseguiu o empate no apagar das luzes, graças à expulsão de Duarte, aos espaços deixados pelos americanos e a insistência da Grécia, o gol foi de Sokratis, um dos poucos valores que o elenco dos europeus tinha. A prorrogação foi inevitável e só deu Grécia, o time teve muitas oportunidades que poderiam ter finalizado as chances dos costarriquenhos fazer história, mas a bola não balançou a rede e fomos para mais uma disputa de penalidades, 1 a 1.  Então, vimos um dos jogadores mais talentosos em campo chamar a responsabilidade, o goleiro Navas pegou o pênalti de Gekas e viu seus companheiros todos converterem os gols, 5 a 3 e a Costa Rica segue viva, invicta e pronta para fazer mais história.

Agora, os Ticos já fizeram história e tem tudo para surpreender o mundo ainda mais, é óbvio que o time será o azarão diante de uma Holanda muito preparada e encorpada, mas quem duvida que a sensação do Mundial possa aprontar para mais um gigante, será um confronto muito interessante.

Ficha Técnica:

Local: Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (PE)

Data: 29 de junho de 2014, domingo

Horário: 17h (de Brasília)

Árbitro: Benjamin Williams (AUS)

Assistentes: Matthew Cream (AUS) e Hakan Anaz (AUS)

Público: 41.242 espectadores

Cartões amarelos: Tejeda, Granados, Bryan Ruiz e Navas (Costa Rica); Samaris e Manolas (Grécia)

Cartão vermelho: Duarte (Costa Rica)

Gols

Costa Rica: Bryan Ruiz, aos seis minutos do segundo tempo

Grécia: Sokratis, aos 45 minutos do segundo tempo

Pênaltis

Costa Rica: Borges, Bryan Ruiz, González, Campbell e Umanã converteram

Grécia: Mitroglou, Christodoulopoulos e Cholevas converteram; Gekas errou

COSTA RICA: Navas; Duarte, González e Umaña; Gamboa (Acosta), Borges, Tejeda (Cubero) e Díaz; Bryan Ruiz e Bolaños (Brenes); Campbell
Técnico: Jorge Luís Pinto

GRÉCIA: Karnezis; Torosidis, Manolas, Sokratis e Cholevas; Maniatis (Katsouranis) e Samaris (Mitroglou); Salpingidis (Gekas), Karagounis e Christodoulopoulos; Samaras
Técnico: Fernando Santos