terça-feira, 17 de junho de 2014

Grito de Alerta!

Primeiramente, gostaria de afirmar que o empate pode fortalecer o Brasil na continuidade do Mundial, Felipão terá tempo para reparar alguns erros e recuperar o moral e a confiança do grupo. No geral, a Seleção decepcionou e muito, provando que o fator casa pode pesar contra, diferente do que vimos em outras potências futebolísticas como a Alemanha em 2006 e a França em 1998, o fato é que a torcida do Castelão estava tímida e só encantou no momento do hino, nada mais!
Brasil e Mèxico ficaram no 0 a 0 e o grupo A pegou fogo. (Tribuna do Cisco)
Hoje, os mexicanos provaram que podem ser considerados mais carrascos que fregueses, diferente do Chile, por exemplo. O conjunto dos norte-americanos jogou como ainda não havia jogado em 2014, apesar da referência do time não ter ido tão bem, Giovani dos Santos ficou devendo. Os destaques foram para Ochoa e o ainda excelente Rafa Márquez, o goleiro merece mais valorização (mais do que jogar no lanterninha e rebaixado da Ligue 1, ele não pode ficar no Ajaccio). É genial como o experiente zagueiro se transforma quando veste o manto mexicano, a camisa do seu país.

Ochoa mostrou, mais uma vez,
 ser um grande goleiro. (Reuters)
Na minha visão e provavelmente na da maioria, Felipão tardou a modificar o time, primeiro porque a entrada de Bernard e a saída de Ramires deixou o time mais vulnerável, a saída de Fred para a entrada de Jô foi uma troca de seis por meia-dúzia, pouco mudou, sem falar do pouco tempo que Willian teve para mostrar seu futebol. Neymar estava sozinho, terminou parando em Ochoa (foi um verdadeiro milagre, o camisa 10 tocou muito a bola, diferente dos últimos jogos). Dessa forma, quem se sobressaiu foi o sistema defensivo, com o líder Thiago Silva, o guerreiro “raçudo” David Luiz, o maestro Luiz Gustavo e o seguro Júlio César.

Camarões já foi carrasco duas vezes em um passado recente, na próxima segunda, na terceira e decisiva rodada, a Seleção Brasileira não deverá ter maiores problemas para despachar os africanos e se classificar em primeiro, o que realmente preocupa é o iminente confronto contra Espanha ou Chile nas oitavas de final. A conquista do hexacampeonato provavelmente será a disputa mais complicada que o Brasil já enfrentou em Mundiais, ou seja, o desafio mais difícil da história do futebol brasileiro.