quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Brasil na América – Pré-Libertadores – Volta

Após sofrerem fora de casa, Atlético Paranaense e Botafogo precisaram do apoio de suas torcidas para reverterem às derrotas e conseguirem entrar na fase de grupos da Taça Libertadores. Confira como foi o show de uma torcida com sede de Libertadores no Maracanã e o destino que colocou o Furacão, mais uma vez, na competição continental.
Botafogo e Atlético completam a lista com 6 brasileiros na fase de grupos. (Tribuna do Cisco)

Botafogo 4 x 0 Deportivo Quito: O clima era impressionante, a torcida do Botafogo, enfim lotava o Maracanã, era a grande chance do Glorioso retornar a maior competição das Américas. O técnico Eduardo Húngaro não queria ver a apatia do jogo de ida, por isso, sacou Rodrigo Souto e pôs Wallyson para dar mais velocidade ao ataque alvinegro, ele acertou em cheio. O Fogão começou o jogo bem melhor, mas o nervosismo atrapalhou um pouco os planos da equipe, que só conseguia dar chutões e favorecia o time equatoriano.

Desde o primeiro tempo, os jogadores do Deportivo já davam sinais de que iriam catimbar o máximo possível, jogadores caindo em campo com poucos minutos, a torcida ficava apreensiva, principalmente pela apatia botafoguense no início. Só aos 35 minutos do primeiro tempo que o Botafogo mostrou que tinha melhor time, um pequeno bate-rebate e a bola sobrou para Wallyson (artilheiro da Libertadores em 2009), que pegou de primeira e abriu o placar, terminando assim o primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Botafogo continuou nervoso, mas a força da torcida parecia acalmar o time de uma maneira que as coisas foram melhorando com o passar do tempo. Muitas chances desperdiçadas, Nicolás Lodeiro prova que correr é com ele mesmo, mas o uruguaio peca bastante na hora de finalizar, ficou bastante claro. Se Lodeiro não marca, imagina o que a torcida deve estar pensando de Ferreyra, o El Tanque genérico mal conseguiu dominar uma bola, para piorar sua situação, a entrada de Elias mudou a cara do jogo, favorecendo o time do Botafogo.

Aos 21 minutos, Lodeiro, o mesmo que não sabia finalizar, deu um passe de muita classe para Wallyson, o bom atacante não perdoo, driblou o zagueiro e tocou no canto, 2 a 0 Fogão, que conseguia a classificação com esse placar. Dez minutos depois veio a consagração, Elias enfiou uma bola primorosa para o velocista Wallyson, o atacante correu, correu e chutou na saída do goleiro, que ainda desviou, mas não tinha jeito, hat-trick para o já artilheiro da Libertadores. Pronto, a festa estava completa, o Maracanã, que protagonizou um lindo mosaico antes da partida, via um belo espetáculo alvinegro, o Botafogo tocava bola e seguia no ataque, o Deportivo provou ser uma equipe limitada e foi engolido por Botafogo 100% focado e entrosado.

Wallyson foi o cara do Maracanã para o Fogão.
(Lancepress)
Para encerrar o passeio, Húngaro mandou Henrique para o lugar do artilheiro Wallyson, no último lance do jogo, Júlio César mandou para a área, Elias cabeceou para dentro da pequena área, um erro grotesco fez com que a bola sobrasse na cabeça de Henrique, o garoto mandou para o gol e foi surpreendido por uma grande defesa de Ramírez, no rebote, não teve jeito, gol de Henrique, 4 a 0 e Botafogo classificadíssimo para a fase de grupos.

O Botafogo mostrou que ainda tem fôlego para a disputa da Libertadores, mas acredito que o time vai penar um pouco na fase de grupos, a prova foi o jogo de ida da fase preliminar, a apatia tomou conta do grupo, que terá que evoluir bastante para melhorar.

FICHA TÉCNICA:

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Data: 5 de fevereiro de 2014, quarta-feira

Horário: 22 horas (de Brasília)

Árbitro: Silvio Trucco (Argentina)

Assistentes: Hernan Maidana (Argentina) e Juan Belatti (Argentina)

Público: 50.638 presentes

Cartões Amarelos: Edilson, Wallyson, Marcelo Mattos(Bota);Calderón,Estupiñán, Luis Romero(Dep)

Gols:

BOTAFOGO: Wallyson aos 36 minutos do primeiro tempo e 21 minutos e 34 minutos do segundo tempo; Henrique, aos 45 minutos do segundo tempo

BOTAFOGO: Jéfferson; Edilson, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Gabriel, Jorge Wagner(Rodrigo Souto) e Lodeiro; Wallyson(Henrique) e Juan Ferreyra(Elias)
Técnico: Eduardo Húngaro

DEPORTIVO QUITO: Rolando Ramírez; Víctor Chinga, Luis Romero, Martín Bonjour e Carlos Vayas; Fred Olivo(Bravo),Carlos Feraud(Santiago Morales), Edison Vega, e Omar Andrade; Víctor Estupiñán(Lara) e Wálter Calderón
Técnico: Juan Carlos Garay

Imperador deve pintar na fase de grupos
para o Furacão. (Futura)
Atlético Paranaense 2 (5) x 1 (4) Sporting Cristal: Foi sofrido, nem a prensença do futuro contratado Adriano Imperador fez com que o Furacão jogasse bem na partida de volta contra o Sporting Cristal. É visível a falta que a Arena da Baixada faz ao rubro negro, além disso, o time não soube aproveitar a vantagem do gol fora de casa e se viu na necessidade de jogar no limite pela classificação, foi complicadíssimo.

O primeiro tempo foi bem chato, o Atlético era melhor, mas não conseguia atacar de forma que afetasse o sistema defensivo do Cristal. Além do mais, o jogo era muito pegado, 4 expulsões marcaram a partida, no lado atleticano, Zezinho foi para o chuveiro mais cedo, entre os peruanos, Balbin, Cossio e Ortiz, era muito amadorismo para uma partida só.

Creio que o presidente Petraglia estava pensativo, pensando que poderia ter Paulo Baier, Éverton e Léo para reforçar o time, mas por opção do presidente, o Furacão perdeu peças fundamentais para a disputa da Taça. O Atlético só conseguiu melhorar na partida a partir da entrada do espanhol Fran Mérida, o jovem revelado pelo Barcelona entrou com a camisa 10 e deu uma casa nova ao time, se tornando bem mais ofensivo.

O gol veio aos 16 minutos da etapa final, bola na área do Cristal e Manoel desviou para as redes, o zagueiro é, sem dúvidas, o melhor jogador no elenco paranaense. O fraco desempenho dos curitibanos foi castigado um minuto depois do gol, mais uma bola na área, dessa vez para o Cristal, a falta foi cobrada e ninguém conseguiu isolar, Ávila estava livre e empurrou para o gol, 1 a 1 que classificava o Sporting.

O jogo ficou muito nervoso, pegado e muita catimba do lado do Cristal, só que o que parecia impossível começou a acontecer no último lance do jogo, um chute para o gol e a bola parou na mão do defensor peruano Ortiz, pênalti marcado e expulsão para o atleta. Éderson, o artilheiro do inacabado Brasileirão 2013 tinha a chance de colocar o time na fase de grupos, ele que tanto lutou para manter o time no G4 ano passado não poderia desperdiçar a chance... E converteu, aos 50 minutos do segundo tempo, o artilheiro Éderson colocou o Atlético para disputar os pênaltis decisivos.

O curioso nas penalidades foi que o Cristal conseguiu a vantagem de dois pênaltis, se tivesse convertido, o Atlético se juntaria ao Corinthians no seleto grupo de brasileiros eliminados na Pré-Libertadores, não aconteceu, Weverton pegou um e o outro foi para fora, Fran Mérida, Éderson e Natanael, os 3 destaques não decepcionaram e o Furacão está na fase de grupos da Taça Libertadores.

Na próxima fase, muito provavelmente, o Atlético terá Adriano, mas será que o antigo Imperador conseguirá se recuperar? Eu ainda não boto fé no atacante, acredito que o Furacão irá penar bastante na fase de grupos.

FICHA TÉCNICA:

Local: Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba

Data: 05 de fevereiro de 2014, quarta-feira

Horário: 22 horas (de Brasília)

Árbitro: Antonio Arias (Fifa-PAR)

Assistentes: Rodney Aquino e Carlos Cáceres (ambos Fifa-PAR)

Cartões amarelos: Cleberson e Deivid (Atlético-PR); Cazulo, Penny, Cossio, Yotún, Aquino (Sporting)

Cartões vermelhos: Zezinho (Atlético-PR); Balbin, Cossio e Ortiz (Sporting)

Gols:

ATLÉTICO-PR: Manoel, aos 16 minutos e Edesron, aos 52 minutos do segundo tempo

SPORTING CRISTAL: Ávila, aos 17 minutos do segundo tempo

ATLÉTICO-PR: Weverton; Sueliton (Nathan), Manoel, Cleberson e Natanael; Deivid, Paulinho Dias (Mosquito) e Zezinho; Douglas Coutinho (Fran Mérida), Ederson e Marcelo
Técnico: Miguel Ángel Portugal

SPORTING CRISTAL: Diego Penny; Cossio, Ortiz, Balbín e Delgado; Calcaterra, Carlos Lobatón, Yotún (Maximilano Nuñez) e Jorge Cazulo; Leguizamón (Aquino) e Ávila (Luís Advíncula)

Técnico: Daniel Ahmed