sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Brasil na América – 1° Rodada

Terça e quinta excelentes para os clubes brasileiros que viram os campeões nacionais caírem fora de casa na quarta-feira, confira tudo o que de melhor rolou na primeira rodada da Taça Libertadores para os nossos queridos times brasileiros.
Campeões nacionais decepcionam, enquanto os demais fazem bonito na primeira rodada. (Tribuna do Cisco)

Botafogo 2 x 0 San Lorenzo: Após o grande show no Maracanã na fase preliminar, o Botafogo não lotou novamente o estádio, mas boa parte dos apaixonados apoiaram o time contra o time do papa e campeão do Torneio Inicial San Lorenzo. O Fogão veio embalado e com um time muito arrumadinho não permitiu que os argentinos gostassem do jogo, destaque para a segura atuação do sistema defensivo, principalmente do volante Gabriel, foi gigante na atuação de ontem.

Apesar da facilidade em chegar ao ataque, o gol botafoguense só veio aos 29 minutos da primeira etapa, em um chute forte de Jorge Wagner, o goleiro Torrico espalmou para frente, resultando num bom chute de El Tanque genérico... ops, El Tanque Ferreyra é o nome do atacante, 1 a 0 para o Fogão. O gol animou os cariocas, mas o primeiro tempo terminou com a vantagem mínima, é impressionante como Eduardo Húngaro manteve a boa forma do time e ainda conseguiu substituir a altura as grandes perdas sofridas.

Seguindo na pressão, o Bota marcou o segundo gol aos 7 minutos da etapa final, no talento e jogada individual dele, o craque do time neste início de ano, Wallyson. O camisa 19 chutou de muito longe no canto esquerdo de Torrico, um golaço que garantiu os 3 pontos para o Botafogo, já são 4 gols na conta de Wallyson, o já artilheiro da Libertadores 2014. O jogo seguiu bem tranquilo para o lado botafoguense, se os argentinos realmente estão com um time forte, definitivamente não pareceu, o time foi engolido, 2 a 0 e três pontos importantíssimos para o Botafogo na estreia.

Ferreyra desencantou com a camisa do Fogão. (EFE)
O Botafogo agora enfrenta o Unión Española no Chile, jogo complicadíssimo que acontece em 26 deste mês, o Brasil começou muito bem a Taça Libertadores 2014.

Ficha Técnica:

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)                                       

Data: 11 de fevereiro de 2014, terça-feira

Hora: 20 horas (de Brasília)

Árbitro: Roberto Silvera (URU)

Assistentes: Miguel Ángel Nievas e Nicolás Taran (URU)

Público: 32.201 presentes

Cartão Amarelo: Gabriel (Botafogo); Correa, Emmanuel Mas e Gentiletti (San Lorenzo)

Gols:

BOTAFOGO: Ferreyra, aos 29 minutos do primeiro tempo;Wallyson aos sete minutos do segundo tempo

BOTAFOGO: Jefferson, Edílson, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Gabriel, Marcelo Mattos, Jorge Wagner e Lodeiro(Junior Cesar); Wallyson(Bolatti) e Ferreyra(Henrique)
Técnico: Eduardo Húngaro

SAN LORENZO: Torrico, Buffarini, Mauro Cetto, Gentiletti e Emmanuel Mas; Juan Mercier, Néstor Ortigoza , Piatti(Villalba), Kalinski(Romagnolli) e Correa e Nicolás Blandi(Mauro Matos)
Técnico: Edgardo Bauza

R10 não estreou bem em 2014. (AP)
Zamora 0 x 1 Atlético Mineiro: Atual campeão do torneio, o Atlético Mineiro manteve quase o mesmo time, mas a ausência do técnico Cuca foi notável na partida de estreia, isso porque o time não jogou bem, muito, mais muito desanimado e enfraquecido, talvez porque tenha sido a estreia e logo fora de casa. Ronaldinho, por exemplo, fez seu primeiro jogo em 2014 ontem, privilégios para um jogador que não rende há tempos. Paulo Autuori decidiu colocar o argentino Dátolo na lateral esquerda, Júnior César foi para o Botafogo e Richarlyson segue machucado, detalhe, Dátolo é meia avançado pela esquerda, não rendeu muito na lateral.

O jogo foi muito chato, tenho certeza que quando a Libertadores 2014 se encerrar, Zamora contra Atlético Mineiro estará entre os 3 piores jogos da edição do torneio. Deu para analisar que Jô continua infalível, eu discordo muito das críticas que ele recebe, para mim, ele aproveitou sim as oportunidades na seleção e é o reserva direto de Fred. O atacante foi o ponto principal para o Galo nessa estreia, marcando o gol da vitória aos 42 do segundo tempo, Jô achou numa cabeçada certeira a chance para garantir os três pontos, conseguiu o feito e larga na frente por uma vaga na Copa do Mundo.

Não acho Autuori o mau técnico, pelo contrário, ele tem um currículo excelente e trabalhos honrosos, mas, vive uma má fase e, por isso, eu teria contratado outro para o lugar de Cuca, Tite seria ideal. Apesar da fraca atuação, o Atlético venceu o limitadíssimo Zamora, com isso, ele arranca como grande favorito no grupo 4 da Taça Libertadores, o Galo agora encara o Independente de Sana Fé, a segunda força do grupo, o jogo acontece também em 26 de fevereiro, na Arena Independência, o horto está de volta e o Atlético é candidato ao bi da América, é esperar para ver!

Ficha Técnica:

Local: Estádio La Carolina, em Barinas-VEN

Data: 11 de fevereiro de 2014, terça-feira

Horário: 22h15 (de Brasília)

Árbitro: Mauro Vigliano (ARG)

Assistentes: Diego Bonfa (ARG) e Ernesto Uziga (ARG)

Cartões amarelos:

Zamora-VEN: Ovalle

Atlético-MG: Ronaldinho, Marcos Rocha

Gol:

Atlético-MG: Jô, aos 42 minutos do segundo tempo

ZAMORA-VEN: Angulo; Jonathan España, Ronaldinho, López e Ovalle; González (Murillo), Vargas, Flores e Ramírez (Pluchino); Clarke (Arenas) e Falcón
Técnico: Noel Sanvicente

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Dátolo; Pierre, Josué, Ronaldinho (Lucas Cândido) e Tardelli (Rosinei); Fernandinho (Neto Berola) e Jô
Técnico: Paulo Autuori

León 2 x 1 Flamengo: Atual campeão da Copa do Brasil, o Flamengo perdeu sua peça chave para o bom futebol, Elias teve que retornar ao Sporting e segue com situação indefinida. Enquanto isso, o time rubro negro também vive uma indefinição, o técnico Jayme tem alguns jogadores bons, mas muitos deles são inexperientes e mostraram muitas dificuldades na estreia contra o campeão mexicano, o León. A partida começou muito equilibrada, os mexicanos dominavam a posse de bola e o Fla colocou uma bola na trave com o Brocador Hernane, o jogo mudou a partir dos 12 minutos do primeiro tempo, o limitado volante Amaral entrou de sola nas partes baixas do jogador do León, expulsão na hora e bastante prejudicial aos cariocas.

Experiente, Boselli marcou pelo León. (AFP)
O Flamengo se perdeu em campo, com um a menos, Lucas Mugni, Elano e Éverton não conseguiam arrancar nem armar as jogadas, tiveram que voltar para tapar o buraco deixado por Amaral. O León, fake de Barcelona, tinha a presença de jogadores renomados como Rafa Márquez e Mauro Boselli, mas ficou claro a falta de técnica da maioria dos jogadores. Isso não foi problema para o time com vantagem em número de jogadores, aos 31 minutos de jogo, Hernane fez pênalti, o perdido José Buitrago marcou, comentaristas disserem que não houve, mas o colombiano não pensou duas vezes e seguiu a torcida.

Boselli, muito experiente, não desperdiçou e colocou o León na frente, 1 a 0. O Flamengo foi guerreiro, não deixou de ir para frente em busca do empate, teve oportunidades com Elano em faltas, mas o meia mostra que ainda não se firmou no time. Sem chutar a gol, Elano conseguiu dar assistência para Victor Cáceres, o paraguaio empatou a peleja, 1 a 1 e esperança para Jayme e a massa rubro negra. O primeiro tempo terminou e os cariocas respiraram aliviados, os jogadores temiam pela dificuldade enfrentada na primeira etapa.

No segundo tempo, só o León se movimentou e buscou o gol, para não ser injusto, Cáceres colocou uma bola na trave, parecia que só o paraguaio estava interessado no ponto do empate. O Mengão batia como nunca, muitos cartões para os seus jogadores, André Santos continua muito mal na marcação, colocando o time em risco. O León teve outra grande chance, Samir fez novo pênalti e deu mais outra bola para Boselli colocar os mexicanos na vantagem. Tentando desestabilizar Felipe, o argentino chutou cavadinha, o goleiro brasileiro defendeu com muita facilidade e ainda provocou o atacante.

Mas não teve jeito, o jogo era do time de verde, que conseguiu voltar a frente graças a um escanteio e um bate-rebate, a bola sobrou para Arizala, que chutou forte e estufou as redes rubro negras, 2 a 1 e vitória mexicana. Felipe ainda fez boas defesas, mas o time estava apático, teve que se desdobrar em campo graças ao erro crucial de Amaral. O time do Flamengo é visivelmente limitado, o time perde grande porcentagem sem Elias e deverá, mais uma vez, penar na Taça Libertadores. O time volta a campo também em 26 de fevereiro, no Maracanã, contra o Emelec, algoz no torneio de 2012.

Ficha Técnica:

Local: estádio León, em León (México)

Data: 12 de fevereiro de 2014, quarta-feira

Horário: 22 horas (de Brasília)

Árbitro: José Buitrago (Colômbia)

Assistentes: Wilmar Navarro e Rafael Rivas (ambos da Colômbia)

Cartões amarelos: Gonzalez (Leon); Mugni, Cáceres e André Santos (Flamengo)

Cartões vermelhos: Amaral (Flamengo)

GOLS:

LEON: Boselli, aos 31min do primeiro tempo; Arizala, aos 22min do segundo tempo

FLAMENGO: Cáceres, aos 42min do primeiro tempo

LEÓN: William Yarbrough; Jonny Magallón, Rafa Márquez, Nacho González (Franco Arizala) e Edwin Hernández; Luis Montes, Gallo Vázquez, Gullit Peña e Eisner Loboa (Fernando Navarro); Matias Britos e Mauro Boselli
Técnico: Gustavo Matosas

FLAMENGO: Felipe; Leonardo Moura, Wallace, Samir e André Santos; Amaral, Cáceres, Elano (Muralha) e Everton (Paulinho); Mugni (Alecsandro) e Hernane
Técnico: Jayme de Almeida

Cruzeiro começou bem, mas levou a virada. (AP)
Real Garcilaso 2 x 1 Cruzeiro: Atual campeão brasileiro e pressionado pela vitória do Atlético Mineiro na estreia, o Cruzeiro foi ao Peru e trouxe vários reveses, o Real se deu muito bem, além dos 3 pontos, o time não deverá ser punido severamente pelos atos racistas de sua torcida primitiva. O Cruzeiro segue sem Borges, que está machucado e percebe que Marcelo Moreno não está em má fase, o fato é que ele realmente é um jogador limitado, e sim, viveu uma boa fase em 2007, no qual foi artilheiro da Libertadores. O time começou para frente, muito bem armado por Marcelo Oliveira, o problema é que o time não estava criando muito com a bola no chão.

Por isso, o gol celeste veio da cabeça de Bruno Rodrigo, escanteio cobrado por Dagoberto e o bom zagueiro mandou muito bem e abriu o placar, 1 a 0 para o campeão brasileiro, aos 19 da primeira etapa. Se Moreno não foi bem, o mesmo não dá para dizer de Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, os dois se entendem muito bem, tanto que Júlio Baptista segue no banco cruzeirense.
O Garcilaso melhorou e ameaçou várias vezes o gol de Fábio, mas o Cruzeiro estava inteiro e parecia sobreviver tranquilamente a altitude de Huancayo. Ainda na primeira etapa, Moreno deu um belo corta luz, a bola foi para Dagoberto, o atacante chutou bem, mas caprichosamente, a bola foi na trave e o Cruzeiro seguiu vencendo pelo placar mínimo.

No segundo tempo, o Garcilaso logo chegou com perigo e Dedé salvou o empate tirando a bola em cima da linha. Na segunda chance não teve jeito, Ramúa cobrou o escanteio e a bola sobrou para Britez, que chutou forte e empatou a peleja, aos 6 minutos de segundo tempo. O Cruzeiro até teve oportunidades, mas o cansaço era evidente, o time sentiu demais e Oliveira tentou colocar nomes renomados para resolver o jogo, entraram: William, Júlio Baptista e Tinga.

Aos 17 minutos, um erro grotesco de Fábio resultou na virada peruana, o goleiro caçou borboletas na cobrança de falta de Ramúa, a bola foi e voltou para os pés de Rodríguez, 2 a 1 para Real Garcilaso, festa no horrível estádio Huancayo, sim, o estádio era feio mesmo. O restante da partida só deu Cruzeiro, mas a bola não queria entrar, não era dia do campeão brasileiro, que apesar da derrota, deve pensar alto na Taça Libertadores.

Ainda no Peru, todas as vezes que Tinga tocava na bola, os índios... ops, os torcedores do Garcilaso imitavam o som de macaco, ato racista que continua a atormentar o mundo do esporte. Como combater o racismo se o esporte é comandado por entidades racistas e preconceituosas? Lamentamos o ocorrido com Paulo Cesar Tinga na Copa Libertadores de América e não é nenhuma novidade para nós telespectadores os absurdos que vários atletas sofrem na mão de primatas que se camuflam como torcedores. Infelizmente, as famílias FIFA, UEFA e Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) farão o que sempre fazem quando crimes como estes acontecem, ou seja, não farão nada!

Ficha Técnica:

Local: Estádio Huancayo, em Huancayo (Peru)

Data: 12 de fevereiro de 2014, quarta-feira

Horário: 22 horas (de Brasília)

Árbitro: José Argote (VEN)

Assistentes: Luis Sanchez e Luiz Murillo (ambos da Venezuela)

Cartões amarelos: Herrera, Carlos Flores e Retamozo (Real Garcilaso-PER); Egídio (Cruzeiro)

GOLS:

REAL GARCILASO-PER: Britez, aos seis e Rodríguez, aos 17 minutos do segundo tempo

CRUZEIRO: Bruno Rodrigo, aos 19 minutos do primeiro tempo

REAL GARCILASO-PER: Pretel; Joel Herrera, Maulella, Huerta e Cristian García (Britez); Retamozo, César Ortiz, Ramúa (Angeles) e Carlos Flores; Rodríguez e Ferreira
Técnico: Freddy Garcia

CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Souza, Lucas Silva; Everton Ribeiro e Ricardo Goulart (Tinga); Dagoberto (William) e Marcelo Moreno (Júlio Baptista)
Técnico: Marcelo Oliveira

Atlético Paranaense 1 x 0 The Strongest: Após a classificação sofrida na fase preliminar, o Furacão estreou em casa contra o The Strongest... Quer dizer, segue jogando no Durival Britto, isso porque a Arena da Baixada segue longe de vermos alguma definição. A partida foi bem tranquila para os paranaenses, apesar de uma vitória magrinha para cima dos bolivianos, o jogo marcou a estreia de Adriano como camisa 30 do Atlético, o atacante volta a jogar após quase 2 anos parado.

O Atlético começou em cima, sem dar muitos espaços para o Strongest, o time pressionou, pressionou até que o gol saiu, veio aos 22 minutos da primeira etapa. Sueliton quase tropeçou, mas conseguiu se recuperar e cruzou para Paulinho Dias que cabeceou para o gol e fez a festa em Curitiba, o vice-campeão da Copa do Brasil abria o placar em sua volta a Taça Libertadores.

Imperador voltou! Após quase 2 anos, Adriano entra em campo. (Getty Images)
O Atlético controlou o resto da partida, o The Strongest não foi bem e via o Furacão tentar ampliar, mas a verdade é que o resto da partida foi bastante fraca, méritos para o Furacão de Ángel Portugal. Nos momentos finais da partida, o Imperador Adriano entrou no lugar de Éderson, óbvio que em 8 minutos, o atacante pouco fez e mal tocou na bola, mas seu retorno já é um grande avanço para um atleta com muito talento que abriu mão de uma carreira, esperamos que dê certo, estamos na torcida pelo Imperador. Grande vitória do Furacão, que larga na frente em um grupo tão complicado como o grupo 1.

O Atlético volta a jogar dia 25 contra nada mais nada menos que o Vélez Sarsfield

Ficha Técnica:

Local: Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba (PR)

Data: 13 de fevereiro de 2014, quinta-feira

Horário: 20 horas (horário de Brasília)

Árbitro: Daniel Fedorczuk (Fifa-Uruguai)

Assistentes: Mauricio Esponoza (Fifa-Uruguai) e Gabriel Popovits (Fifa-Uruguai)

Cartões amarelos: Natanael (Atlético-PR); Melgar, Barrera, Pablo Escobar (Strongest)

Gols: ATLÉTICO-PR: Paulinho Dias, aos 22 minutos do primeiro tempo

ATLÉTICO-PR: Weverton; Sueliton, Manoel, Cleberson e Natanael; Deivid, Paulinho Dias, João Paulo e Fran Mérida (Mirabaje); Ederson (Adriano) e Mosquito (Bruno Mendes)
Técnico: Miguel Ángel Portugal

THE STRONGEST: Jemio; Parada, Jeferson, Barrera e Cristaldo; Nelvin (Reinoso), Melgar, Castro e Ríos (Hernán Melgar); Alfaro e Pablo Escobar
Técnico: Eduardo Villegas

Nacional-URU 0 x 1 Grêmio: Encerrando a primeira rodada para os brasileiros, o Grêmio tinha o jogo mais difícil entre os times nacionais, foi encarar o Nacional, em Montevidéu. O time foi muito, mais muito bem armado por Enderson Moreira, jovem técnico que prova viver seu auge após uma grande temporada com o Goiás no ano passado. O time perdeu estrelas, teve que cortar gastos, mas a manutenção de Barcos e Zé Roberto foram cruciais para o desenvolvimento do elenco.

Riveros garantiu grande vitória gremista. (Gazeta)
O jogo começou com um Grêmio sabendo lidar com a pressão do lotado estádio Parque Central, o Nacional só atacava no embalo de sua massa, mas o time era limitado, tanto que sofreu muito para classificar na fase preliminar. O time do técnico Gerardo Pelusso conta com jogadores bastante experientes, é o caso de Recoba, Munúa e Scotti, porém, eles já não são mais os mesmos e pouco produziram.

Apesar disso, o Nacional pressionou na primeira etapa, por pouco não abriu o placar, trave e Marcelo Grohe estavam lá para evitar o gol. O Grêmio mostrou ter peças boas para o desenrolar da Libertadores, Luan, Ramiro, Riveros e Edinho foram bem, mas nada mais aconteceu no primeiro tempo. No segundo tempo, o jogo esquentou e fiquei muito bom de assistir. Scotti teve a grande chance dos uruguaios, mas Grohe se agigantou e conseguiu operar um milagre.

Numa boa chegada dos gaúchos, Barcos tocou com precisão para Ramiro que cruzou para outro estrangeiro, Riveros cabeceou para o gol e abriu o placar para o Grêmio, 1 a 0 e vitória importantíssima para Enderson e seus comandados. O mesmo Riveros por pouco não ampliou com uma bomba que parou na rede, só que pelo lado de fora. No último lance do jogo, o Nacional quase empatou, Léo Gago mandou um chutão em cima da linha e evitou o empate do Nacional, vitória maiúscula dos gaúchos.

O Grêmio está no grupo da morte, o grupo 6 conta também com Nacional de Medelín e Newell’s Old Boys, portanto, a vitória foi excelente, agora, o time joga dia 25 em sua Arena contra o Nacional colombiano, mais uma boa oportunidade para somar 3 pontos.

Ficha Técnica:

Local: Estádio Parque Central, em Montevidéu (URU)

Data: 13 de fevereiro de 2014, quinta-feira

Horário: 22h15 (de Brasília)

Árbitro: Antonio Arias (Paraguai)

Assistentes: Darío Ganoa e Eduardo Cardozo (ambos paraguaios)

Cartões amarelos: Scotti (Nacional-URU); Riveros, Werley e Barcos (Grêmio)

Gol: GRÊMIO: Riveros, aos 23 minutos do segundo tempo

NACIONAL-URU: Munúa; Alvarez, Scotti, Curbelo e Díaz; Prieto, Calzada e Cruzado (Dorrego); Pereiro (Mascia), Alonso e De Pena (Recoba)
Técnico: Gerardo Pelusso

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Werley, Rhodolfo e Wendell; Edinho, Ramiro (Léo Gago), Riveros e Zé Roberto (Maxi Rodríguez); Luan (Bressan) e Barcos
Técnico: Enderson Moreira