sexta-feira, 12 de julho de 2013

Brasil na América: 14° Episódio

Atlético Mineiro 2 (3) x 0 (2) Newell’s Old Boys: Muitos já não acreditavam no Atlético Mineiro, com a vitória convincente dos argentinos na partida de ida, o galo de minas precisava de uma boa vitória na Arena Independência. Jogo duro, muita raça e pressão infernal dos atleticanos, confiram o que rolou na partida. Logo no início da partida, um belo show de apitaços, os mineiros transformaram a Arena Independência num inferno total para os argentinos, os atleticanos entraram muito focados, com dois minutos de jogo, Ronaldinho deu um belíssimo passe, Bernard correu e chegou a tempo de dominar a bola, tocando entre as pernas do goleiro, não tinha como começar melhor, festa na Arena!
Victor se firma como o craque do Galo na Libertadores. (Gazeta/Tribuna do Cisco)

O galo continuou forte e vingador, seguindo a pressionar o time do Newell’s, que não conseguiu se entender em campo, nem catimbar os argentinos conseguiram, apesar disso, Gabriel Heinze e o goleiro Guzmán apanharam e acabaram se lesionando, Heinze deixou o campo, enquanto Guzmán se enfaixou e quase tapou o rosto inteiro, mas seguiu jogando. O primeiro tempo acabou e o Atlético não conseguiu ampliar, para a angústia de Cuca e Cia, e alívio de Gerardo Martino e seus comandados. O segundo tempo começou muito mal para o time mineiro, deixando o Newell’s tocar a bola e deixar o jogo com a cara rubro-negra, aplicando contra-ataques perigosos.

Ronaldinho reclama com o resto do time,
craque marcou o pênalti da classificação. (UOL)
A torcida estava tensa, chegou aos trinta minutos, parecia impossível para o Atlético, os gritos no estádio vinham do lado argentino, a pouca torcida já se animava.  Um fato inusitado e um tanto quanto esquisito aconteceu no Independência, a energia caiu e o árbitro paralisou a partida. O tempo serviu para Cuca analisar o jogo e seu time, a parada foi muito ruim para o time de Martino, que já havia feito as três substituições e não honrava a alma sulamericana, ou seja, não conseguiu catimbar hora nenhuma.

Cuca pôs em campo os criticados Guilherme e Alecsandro, sacando as estrelas Bernard e Tardelli, deixando em campo Ronaldinho e Jô, que não jogaram bem, é claro que foram muito bem marcados. A troca fez muito bem ao time, o galo foi avalassador, e a torcida foi no embalo. Bate rebate dentro da área e a bola sobrou para o atacante Guilherme, na entrada da área, o bom jogador dominou e chutou com êxito, no cantinho de Guzmán, 2 a 0 e o galo igualou o marcador, iríamos para as penalidades.

Confiança elevada para ambos os lados, o Newell’s havia se classificado para a semifinal em uma disputa de pênaltis cansativa contra o Boca, já o Atlético passou um mega sufoco contra o Tijuana, Victor pegou o pênalti aos 48 minutos do segundo tempo. As estrelas Maxi Rodríguez e Ronaldinho deixaram para bater por último, enquanto os outros se preparavam para bater. O primeiro a cobrar foi Alecsandro, o atacante campeão da Libertadores pelo Internacional em 2010 não desperdiçou, gol do Atlético! Newell’s igualou o marcador com o artilheiro do time, Scocco não deu chance para Victor, 1 a 1. Guilherme cobrou o segundo e o galo voltou a frente no placar, mas Vergini tratou de empatar, 2 a 2. Os erros começaram, Jô, campeão da Copa das Confederações, cobrou muito mal e mandou no cantinho, para fora, chance para os argentinos. Casco retribuiu a colaboração de Jô batendo muito mal, isolando a bola, persistiu o 2 a 2. Richarlyson foi cobrar o quarto pênalti, quem pensou que o lateral fosse cobrar como o irmão Alecsandro se enganou, o Ricky chutou muito mal e culpou o gramado, mais uma chance para o Newell’s e apreensão da torcida mineira. Cruzado novamente retribuiu o “carinho”, deslocou Victor, mas errou, era a vez dos craques. Ronaldinho bateu bem, no canto, sem chance para Guzmán. Já na cobrança de Maxi, brilhou a estrela de Victor, o goleiro foi certeiro e defendeu o pênalti do argentino, foi a classificação sensacional do Atlético Mineiro para a grande final da Taça Libertadores.
Jogadores comemoram, Atlético é finalista. (AP)

Óbvio que o Atlético é realmente o melhor time da Libertadores 2013, o elenco é muito bom e muitos dos méritos tem que ser dados a Cuca, sem dúvida, é o melhor trabalho do técnico em sua carreira, tem tudo para se tornar o melhor Atlético da história, é para consagrar uma geração. O adversário é muito perigoso, o Olimpia já eliminou o Fluminense e tem a história a seu favor, a camisa pode pesar a favor dos paraguaios. As finais acontecerão nas próximas quartas-feiras, o Atlético segue como favorito, apesar do segundo jogo acontecer no Mineirão, isso mesmo, o galo não poderá jogar em sua Arena, lamentável. A Tribuna segue acompanhando a campanha e continua na torcida pelo time do Cuca, o Atlético é o Brasil na Copa Libertadores.

Ficha técnica:

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)

Data: 10 de julho de 2013, quarta-feira

Horário: 21h50 (de Brasília)

Arbitro: Roberto Silvera (URU)

Assistentes: Miguel A. Nievas e Carlos Pastorino (ambos do Uruguai)

Cartões amarelos: (Atlético-MG) Pierre, Bernard (Newell’s Old Boys) Cáceres, 
Casco, Tonso

Gols:

Atlético-MG: Bernard, aos três minutos do primeiro tempo; Guilherme, aos 50 minutos do segundo tempo

Pênaltis:

Atlético-MG: Alecsandro, Guilherme, Ronaldinho Gaúcho

Newell’s Old Boys: Scocco, Vergini

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gilberto Silva e Richarlyson; Pierre (Luan), Josué, Tardelli (Alecsandro) e Ronaldinho; Bernard (Guilherme) e Jô
Técnico: Cuca

NEWELL’S OLD BOYS: Guzmán; Cáceres (Orzán), Vergini, Heinze (López) e Casco; Cruzado, Mateo, Bernardi e Figueroa (Tonso); Scocco e Maxi Rodríguez
Técnico: Gerardo Martino