sábado, 18 de maio de 2013

Brasil na América: 11° Episódio

Semana terrível para os clubes brasileiros. (UOL/Tribuna do Cisco)

Palmeiras 1 x 2 Tijuana: Depois de arrancar um empate no México, o Palmeiras só precisava de uma vitória simples no Pacaembu contra uma das surpresas da Libertadores, o Tijuana. Gilson Kleina não contava com Fernando Prass, machucado, o goleiro deu lugar a Bruno, sempre contestado, ele assumiu o posto e acabou protagonizando um lance bizarro que custou a vida do Verdão na Taça Libertadores.

O primeiro tempo foi bastante monótono, o Palmeiras realmente perdeu aquele espírito guerreiro que apresentou na primeira fase da competição, resultado: Kléber, mais uma vez, fez uma péssima partida, ou seja, o Verdão não tinha camisa 9 e Henrique teve que se deslocar da zaga para o ataque. O aliverde imponente foi castigado no fim da primeira etapa, Riascos recebeu dentro da área, chutou mal e a bola foi mais um recuo para Bruno, que aceitou de maneira grotesca, 1 a 0 para o Tijuana e o Verdão precisava de uma virada milagrosa, isso porque o time se desestabilizou, foi uma coisa, não conseguia acertar um passe e clamava pelo final do primeiro tempo.

Bruno falha e desestabiliza o Verdão.
(Eduardo Viana/Tribuna do Cisco)
No segundo tempo, Kleina colocou Souza no lugar de Wesley, o meia deu mais mobilidade e motivação ao alviverde, porém o Palmeiras precisava mesmo de Valdivia, é impressionante o fiasco do chileno em seu retorno, uma compra totalmente decepcionante. Contudo quando a torcida pensava que o Verdão reagiria, eis que venho o balde de água fria, Arce chutou de longe e deixou longe o sonho de classificação palmeirense.

O time ainda conseguiu diminuir com um gol de pênalti do melhor jogador do time de Kleina em campo, Souza que ainda tentou animar o resto dos jogadores, Kléber por pouco não empatou o jogo, porém o bandeira levantou a bandeira, invalidou o gol e encerrou as chances de classificação do Palmeiras, 2 a 1 e festa mexicana.

Nem Paulinho livra o Corinthians da eliminação.
 (AP/Tribuna do Cisco)
Corinthians 1 x 1 Boca Juniors: Atual campeão da América, o Corinthians entrou em campo sob pressão, precisava reverter o resultado da ida para seguir rumo ao bi da competição. O time argentino usaria toda a sua malandragem e catimba para conseguir tirar o Timão, que era muito melhor time. A fiel lotou o Pacaembu, festa linda digna de título, todavia o drama tomou lugar, o árbitro paraguaio Carlos Amarilla cometeu falhas terríveis que custou a classificação corintiana, a velha mão amiga para o lendário clube argentino.

Logo na primeira etapa o estádio se calou, Riquelme tentou cruzar e a bola tomou outro rumo, enganando Cássio e toda a defesa alvinegra, gol do Boca e o Pacaembu parecia estar de luto. Assim como o Palmeiras, o Corinthians estava desestabilizado, preocupado, errando passes e perdendo a bola de maneira boba. No segundo tempo, Tite mandou o time para cima, colocou Alexandre Pato junto ao Sheik e a Guerrero, um ataque excepcional, mas Burdisso e Caruzo seguraram o Boca.

Paulinho empatou a peleja e deu uma pontinha de esperança a fiel, que empurrou o time e os jogadores respondiam dentro de campo. Paulinho virou o jogo, mas Amarilla marcou falta do volante no goleiro Orión. Alexandre Pato foi do céu ao inferno, recebeu a bola dentro da pequena área, driblou o goleiro argentino, ficou livre para marcar, mas acabou furando e frustrando toda a massa.

O tempo foi passando e o desespero tomou conta, Emerson foi derrubado dentro da área, reclamou de pênalti, mas o paraguaio mandou o jogo seguir. Quem esperava um Corinthians na pressão nos minutos finais se enganou, o Boca manteve a bola no ataque e esperou Amarilla encerrar a partida para comemorar a classificação com um gostinho de revanche. Eliminados, os jogadores do Corinthians receberam grande apoio da torcida, algo impressionante, a festa continuou bonita no Pacaembu, mesmo com o atual campeão eliminado, a fiel está de parabéns! E a Libertadores 2013 para os time de São Paulo acabou.

Um Grêmio pequeno diante do Santa Fé.
(AFP/Tribuna do Cisco)
Santa Fé 1 x 0 Grêmio: Motivado pela vitória na Arena, o tricolor foi até Santa Fé encarar o time boliviano, mas de imortal o Grêmio não mostrou nada, entrou em campo apático, se apequenou diante de um adversário pequeno. Luxemburgo continuou suspenso e assistiu à partida das arquibancadas, era melhor ter ficado em casa. Um time desentrosado, se jogando e batendo bastante, era um Grêmio irreconhecível.

O Santa Fé, empurrado por sua torcida, que fazia uma festa muito bonita, semelhante a fiel no Pacaembu, foi para cima em busca de um golzinho que garantiria a vaga nas quartas e escreveria o nome do elenco na história do modesto clube boliviano. O grande destaque do time do Grêmio sem sombra de dúvidas foi Dida, o goleiro livrou o tricolor gaúcho de uma grande goleada, estava terrível a situação.

Vargas perdeu várias chances, duas delas muito incríveis, na primeira, ele foi lançado e arrancou livre, mas o goleiro Camilo Vargas foi mais rápido e isolou a bola, na segunda, a bola sobrou para ele dentro da área, o chileno pegou muito mal na bola e desperdiçou mais uma oportunidade. O castigo veio nos minutos finais, Medina fez boa jogada, driblou Deus e o mundo, tocou na saída de Dida, 1 a 0 e festa boliviana. O Grêmio ficou bastante abatido e nervoso, Barcos saiu explodindo para cima de todo mundo, Souza deixou o campo cabisbaixo e o time deu adeus a Libertadores de maneira melancólica, pressão para cima de Luxa e seus comandados.

Terminada a fase de oitavas de final, só restaram duas equipes brasileiras na Taça Libertadores, o Atlético Mineiro, que no meu ver é o melhor time da atual Libertadores, e o Fluminense, campeão brasileiro que também pode brigar por título, são os grandes favoritos junto ao sempre perigoso Boca Juniors. O Galo enfrenta o Tijuana com grandes chances de se classificar para as semifinais, o Flu enfrenta o Olimpia . A Tribuna continua na torcida e segue narrando a “caçada” dos dois times brasileiros na briga pelo maior título da América.