segunda-feira, 8 de abril de 2013

Reconstruindo uma mina de ouro


Texto escrito por João Victor Holanda, o novo “contratado” da Tribuna.

Brasil 1 x 1 Uruguai - Sub 17.

Pressionado por resultados, principalmente depois do vexame do sub-20, as categorias de base do Brasil, mostram que mesmo com turbulência, é o maior berço de jovens talentos do futebol da América do Sul.
Gallo faz a preleção na partida contra o Uruguai. (CBF/Tribuna do Cisco)
Natural para o país do futebol, a ”fornada” de jovens talentos do Brasil é boa, mas é preciso evitar o oba-oba que já jogou muita pressão em cima de jovens jogadores e fez com que as promessas não se realizassem, imaginem a pressão depositada em cima desses garotos na estreia? A necessidade de uma vitória era essencial para abaixar a poeira.
Mesmo apática, a seleção conseguiu vencer na estreia o Chile por 1 a 0 (gol de Kennedy), chegou então o momento do segundo confronto, uma vitória poderia deixar a classificação encaminhada e encher uma seleção de elogios precocemente, já uma derrota poderia ligar o sinal de alerta e viria a chuva de críticas da imprensa.
Alexandre Gallo tem a maior provação de
sua carreira. (Rafael Ribeiro/Tribuna do Cisco)
O adversário era o Uruguai, tradicional time da América do sul, no primeiro tempo vimos novamente um Brasil apático e os jogadores nervosos, porém o Brasil sobrava tecnicamente, um erro defensivo no final do primeiro tempo fez com que o Uruguai marcasse um gol(Aumentando ainda mais a pressão).
No Intervalo, Alexandre Gallo (excelente trabalho no Náutico em 2012) deu uma injeção de ânimo no time e vimos um Brasil com outra cara, com muita garra e determinado a vencer. Logo aos 6 do segundo tempo, Mosquito empatou após uma grande jogada de Abner, o gol encheu o Brasil de confiança e fez com que as oportunidades se acumulassem. Infelizmente o Brasil deu azar em alguns lances e pecou na conclusão em outros, entretanto o resultado caiu bem, sem vitória, sem oba-oba, mas ficou o gostinho de quero mais.

Jogadores para se observar:

Mosquito (Atlético PR): Goleador nato, grande destaque do Brasil sub-15 em 2011, maior promessa da atual fornada.

Índio (Vasco): É o típico camisa 10, distribui o jogo e chuta muito bem, um estilo de jogo bastante parecido com o de Jádson.

Robert (Fluminense): Meia de muita raça, precisa se observar melhor.

Abner (Coritiba): Grande lateral esquerdo, se projeta bem na frente e é seguro defensivamente, grande destaque dessa seleção até aqui.