domingo, 12 de agosto de 2012

Raio X olímpico: Londres 2012


        Deixando claro que não sou um grande fã de Jogos Olímpicos, mas óbvio que como brasileiro e fã do esporte não pude deixar de acompanhar o desempenho decepcionante do nosso país. Após um certo fracasso em Pequim, nunca pensei que o Brasil poderia ir pior em Londres.
Olha quem novamente brilhou nos jogos. (PA, AFP e editado por Cisco Nobre)
        Esse péssimo desempenho só nos mostra o quanto estamos distante de ser potência olímpica e de ser um país organizado. Além de ser um projeto arriscado, o Rio 2016 só vai tornar potência os cofres dos poderosos que comandam o país.
As meninas do Brasil celebram o bi olimpico. (Reuters)
        Contudo, temos que parabenizar e homenagear a força do Vôlei brasileiro, que mais uma vez arrebentou e consagra os grandes treinadores, José Roberto Guimarães e Bernardinho. Queremos homenagear também, o judô, que apesar de tantos bronzes, teve um desempenho sensacional e também o boxe, que trouxe medalhas pela primeira vez em sua história. A ginástica brasileira teve um desempenho pífio, exceto, o campeão olímpico, Arthur Zanetti e Sergio Sasaki, que se apresentaram para o mundo e mostraram o seu potencial para a Olimpíada do Rio.
        Após falar dos destaques do Brasil em Londres, deixo um parágrafo exclusivamente para o basquetebol brasileiro, que sob o comando de Rubén Magnano (campeão olímpico com a Argentina, em Atenas 2004) tiveram um desempenho fantástico desde o pré-olímpico de 2011, que após 12 anos, a seleção conseguiu retornar aos jogos olímpicos. Em Londres, a fantástica geração de Leandrinho, Varejão, Nenê, Huertas e Cia, conseguiram um feito histórico, terminando na quinta colocação nos jogos, perdendo por pouco para a Argentina nas quartas de final.
O basquete masculino do Brasil fez bonito nos jogos e motiva ainda mais o torcedor brasileiro para 2016. (Panela bbb)
        Por outro lado, agüentar as desculpinhas da “grande” saltadora Fabiana Murer, e dos campeões olímpicos, César Cielo e Maurren Maggi foi bastante lamentável, um verdadeiro fracasso. O que é mais triste, é ver uma grande geração do futebol feminino se perder por falta de investimento, por não ter um bom plano de carreira que faça surgir novas “Martas”.
        Assim como o basquete, deixo um parágrafo especial para o Brasil de Mano Menezes, ops, CBF de Mano Menezes, que mais uma vez, não trouxeram o tão sonhado ouro olímpico. Antes mesmo de começar os jogos, a Tribuna já havia criticado a convocação e o jeito de Mano se portar no comando da seleção. Com um futebol medíocre, a CBF chegou a final com o brilho e a raça de alguns jogadores, como Damião, Oscar, Neymar, Hulk e Marcelo. Por outro lado, tivemos que atuar as péssimas atuações do zagueiro Juan, do volante Sandro e do goleiro promovido a titular, Gabriel.
Neymar e o jeito brasileiro de comemorar Olimpíadas no futebol. (AFP)
        Contudo, a seleção seguiu bem na primeira fase e terminou com 100% de aproveitamento. Nas quartas, a CBF teve muitas dificuldades, mas conseguiu bater Honduras, na semifinal, Damião e Cia sapecaram 3 a 0 na Coréia do Sul, se classificando com moral para  a final. O adversário era o México, uma seleção que tem histórico de eliminar o Brasil em várias ocasiões.
Antes do jogo, Mano divulga a escalação... só que, cadê o Hulk? Como um técnico convoca os três jogadores acima de 23 anos e deixa um no banco? Puro amadorismo. Com 30 segundos de jogo, uma lambança do pupilo de Sir Alex Ferguson, o lateral Rafael ficou apertado e tocou na fogueira para Sandro, que desatento perdeu a bola e o México abriu o placar. A CBF perdeu a cabeça e não conseguiu fazer nada, a não ser tomar o segundo o gol. Entretanto, após assumir o erro, Mano sacou Alex Sandro e colocou o paraibano Hulk. O atacante teve uma atuação impecável e ainda marcou um golzinho no fim da partida, mas já era tarde demais. Mais uma vez, o sonho do ouro olímpico fica para o Rio, em 2016.
Os poderosos e corruptos são os únicos que comemoram o
desempenho do Brasil em Londres. (Globo Esporte.com)
        Por um sucesso olímpico, muita coisa teria que mudar para o Rio 2016, deveria haver mais investimento em educação, saúde, lazer e sem falar da falta de estrutura de um país onde os poderosos fazem o que quer.
O Dream Team deu mais um show em jogo olimpicos. (Reuters)
        Apesar dos pesares, a Tribuna parabeniza as lendas Michael Phelps, Usain Bolt, Andy Murray, o Dream Team dos Estados Unidos, a esgrima italiana, a delegação chinesa, a Grã Bretanha, que após um longo projeto, conseguiu se tornar uma potencia olímpica, e por último, o Brasil, o país do voleibol.