quarta-feira, 20 de junho de 2012

2x1: Uma lambança, um golaço, outra lambança e semifinal.

O Brasil preparou os despertadores para às 03h30min da matina. Não era o cometa Harley nenhum outro evento astronômico que pudesse despertar o interesse dos Brasileiros. Era copa do mundo, eram quartas de final, era vitória ou casa, era o BRASIL! Quando era aproximadamente 03h15min, o baralho parecia de um domingo à tarde. Você escutava de tudo, mas nada se compara quando o nosso belíssimo hino entra em cena, é sensacional! Não precisa falar mais nada.

Vamos ao jogo. Melhor, vamos ao pré-jogo. O Brasil vinha de uma derrota contestada e garfada. A Bélgica tinha jogado muito melhor que o Brasil! Teve um gol legítimo anulado e aniquilou as investidas ofensivas brasileiras. Mas, o que adianta uma penca de estatísticas quando as únicas que valem são gols marcados e gols sofridos. E nessas duas últimas, o Brasil levou a melhor. A Inglaterra vivia o oposto. Passou pelo sofrível grupo da morte, venceu a Dinamarca com maestria já no primeiro tempo e poderia ser a pedra no caminho canarinho. O time inglês gerava desconfiança no quesito criatividade, mas, estavam ganhando e isso era o que importava.
Lúcio matando pessoas de infarto (wn.com)
O jogo começou e lembro que o começo foi bem chato, bem morno. Os dois times não conseguiam criar nada e os lances de perigo sempre vinham através de bolas paradas. O grande momento de empolgação dos brasileiros foi uma caneta que Ronaldinho meteu em Scholes, que deixou Galvão Bueno super entusiasmado, mas isso não é gol.

Então, já que o jogo tava sem graça, Lúcio resolveu por um pouco de pimenta na partida. Um lançamento bem despretensioso acabou sendo mal cortado, pois o defensor brasileiro tentou dominar a bola, o que gerou uma assistência para Michael Owen, o jogador mais perigoso daquela seleção. Resultado? Owen ficou cara-a-cara com Marcos e tratou de colocar a bola no fundo das redes.

Rivaldo tendo seu momento "Barcelona" na copa (uol.,com.br)
Depois do gol o Brasil resolveu pressionar de uma forma bem desgovernada. Os ataques não tinham aplicação tática, era só na raça mesmo. Sempre os laterais que tentavam aparecer para abrir o jogo, mas as grandes chances foram de bolas roubadas pelos volantes em lances de contra-ataque. Na verdade, isso acabou sendo o trunfo para o Brasil não ir para o intervalo atrás no placar. Numa dessas jogadas, a bola caiu nos pés de Ronaldinho Gaúcho, que foi driblando até a cabeça da grande área, quando ele passou a bola para Rivaldo. O pernambucano nem pensou duas vezes e rematou de canhota no seu lado esquerdo, empatando o jogo em 1x1.

Logo após o início do segundo tempo, o Brasil teve uma falta para ser cobrada na lateral do campo na altura da grande área. Um jogador normal cruzaria a bola em direção à área e esperaria que alguém fizesse o gol. Mas, tem dois fatores muito importantes no desenvolvimento deste lance. Em primeiro lugar, não era um jogador normal. Era Ronaldinho Gaúcho e uma mastreia em bater na bola que até Zico invejou. E em segundo lugar, era um goleiro limitado com 43738265764298752 anos de idade. A bola foi cruzada e fez um movimento côncavo e entrou! O que faz esse lance ainda ser mais difícil.
Mas o momento de brilhantismo de Ronaldinho foi ofuscado pela afobação dele durante um lance pouco tempo depois. Em uma divida de bola com o lateral direito inglês Paul Mills, o jogador brasileiro foi com o pé acima da bola, acertando em cheio o tornozelo do adversário. O árbitro não pensou duas vezes e puxou o cartão vermelho direto!

Ronaldinho ajudando a nos classificarmos. (ig.com.br)
Se o jogo não estava fácil no 11x11, imagina com um jogador a menos? O Brasil ficou totalmente postado na defensiva, tendo os contrataques sendo ligado pelos dois atacantes com o apoio de um lateral por vez. Lógico que essa estratégia não daria certo porque era um espaço muito grande a ser preenchido entre os volantes brasileiros e os avançados. E a Inglaterra jogava com duas linhas de quatro compondo defesa e meio campo, fazendo com que eles tivessem jogadores ocupando todas as zonas de sobra de bola.
Bem, já que na tática não deu, vamos para uma forma bem legal de jogar... NA RAÇA! E foi assim que o Brasil segurou as investidas do english team. O lance mais surpreendente foi um cruzamento rasteiro em direção a Heskey que Lúcio tirou com um carrinho e quase marcou um gol contra, o que seria a comprovação que ele seria o “Escobar” brasileiro.

Fim de jogo. Brasil nas semi! E Ronaldo termina essa partida falando que a camisa de David Beckham era “cheirosinha”... Bem, isso não é nada se compararmos com quem ele foi pra um motel no Rio de Janeiro.

O Brasil jogou com: Marcos; Lúcio, Edmílson e Roque Jr; Cafú, Gilberto Silva, Kléberson, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos; Rivaldo e Ronaldo (Edilson).

O English Team era composto por: Seaman; Mills, Campbell, Ferdinand e Cole (Sheringham); Beckham, Scholes, Sinclair (Dyer) e Butt; Owen (Vassel) e Heskey.