sábado, 30 de junho de 2012

Juntos num só grito, é peeeeeeenta!!!

Após uma longa jornada, de angústias e de muitas críticas, o Brasil, agora de Luiz Felipe Scolari, chegava a mais uma final de Copa do Mundo. A Seleção que estava invicta e com 100% de aproveitamento, ainda contava com o brilho de Rivaldo e Ronaldo, os craques do penta.
Ronaldo se consagra marcando os gols do título. (Getty Images)
O adversário era a Alemanha, seleção que antes da Copa, também vinha desacreditada. Porém o selecionado alemão fez uma campanha excepcional, começando com uma goleada sensacional em cima da Arábia Saudita. Na semifinal, os alemães eliminaram a dona da casa Coréia do Sul.
        
Felipão mandou para campo Marcos, Edmílson, Roque Júnior e Lúcio; Cafu, Roberto Carlos, Gilberto Silva, Kleberson,  Rivaldo e Ronaldinho; Ronaldo. Os onze se destacaram na competição e Felipão colocou o que tinha de melhor. No lado europeu, o lendário Rudi Voeller, começou com Kahn (o goleiro alemão recebeu o prêmio de Craque da Copa, mesmo antes de ter disputado a final, um grande equívoco), Jeremies, Linke, Metzelder e Bode; Ramelow, Frings, Hamann e Schneider; Neuville e Klose. A grande esperança alemã era o craque Michael Ballack, mas o meia levou o cartão amarelo no jogo contra a Coréia do Sul, o que custou caro para a estrela da Alemanha.
Ramelow observa os
craques da Copa. (Getty Images)
        
Pela primeira vez, brasileiros e alemães se enfrentavam numa final de mundial. Caso a Alemanha vencesse, o país poderia igualar o tetra brasileiro, caso contrário, o Brasil poderia isolar-se ainda mais no topo do futebol. A partida começou com cara de final, os times se estudavam e não se soltavam para o jogo. Havia certa cautela misturada com a ansiedade em disputar uma decisão.
        
Logo no início, Ronaldo tabelou com Ronaldinho e quase abriu o placar, foi o primeiro “uh” da torcida brasileira. Eles queriam a consagração, em mais uma boa trama, Ronaldinho passou para Ronaldo, mas o chute saiu fraquíssimo e o “melhor jogador da copa” defendeu fácil. Só dava Brasil, numa grande oportunidade, a revelação da Copa, Kleberson, fez uma linda jogada, mas a bola saiu sem rumo. Ronaldinho driblou e tocou na medida para Kleberson, o brasileirinho passou bem e chutou melhor ainda, a bola foi perfeita, mas por milímetros não entrou. Os alemães rezaram e viram a bola bater na trave e sair. O gol brasileiro amadurecia, a Alemanha estava entregue e envolvida na classe do futebol brasileiro.
        
Em mais uma chegada, Ronaldinho tocou de cabeça para Roberto Carlos, o lateral chutou cruzado e a bola sobrou para Ronaldo, que virou bonito, mas chutou em cima de Oliver Kahn. O primeiro tempo terminou com sabor de vitória para a Alemanha, já que o Brasil dominou totalmente a primeira etapa, Felipão tinha a difícil missão de colocar na cabeça dos jogadores, todo um trabalho realizado, desde a classificação sofrida nas eliminatórias, até o domínio na grande final após uma Copa fantástica.
        
No início do segundo, enfim, a Alemanha atacou. Neuville cruzou e Jeremies cabeceou para o gol, mas Edmílson livrou o Brasil do susto. A pressão persistiu, era falta para a Alemanha. Neuville cobrou e mandou um torpedo para o gol. Um dos heróis do penta, o goleiro Marcos se esticou todo e fez o seu grande milagre, sua maior contribuição na Copa da Coréia e do Japão.
        
Quando a Alemanha gostava do jogo, enfim, o penta começava a dar as caras. Ronaldo levava a bola, porém, a zaga alemã o desarmou. O camisa 9, entretanto, se ergueu rapidamente e com muita raça, o eterno “Ronaldinho” roubou a bola e passou para Rivaldo. O camisa 10 chutou fraco para o gol e, de maneira inacreditável, o goleiro Oliver Kahn soltou a bola no meio da pequena área. Ronaldo não decepcionou e abriu o placar. Milhões de vozes gritavam com a amarelinha.
Cafu levanta a taça e se declara. (Omset Blog)
Pouco tempo depois, Kleberson, em seu melhor estilo, arrancou com a bola até a área alemã e tocou na medida para Rivaldo. Em um lance de gênio, o monstro da de número camisa 10 fez um lindo corta luz para Ronaldo se consagrar. O artilheiro do Mundial chutou colocado e colocou a mão no penta. Em poucos minutos, O Brasil vencia a Alemanha por 2 a 0 e a festa do outro lado do mundo já começava.
        
Na última chance alemã, Bierhoff virou chutando e obrigou Marcos a realizar outro milagre, não era o dia alemão. No final do jogo, Felipão colocou em campo o “abusado” Denílson. O jogador de uma habilidade incomum perturbava a defesa alemã, até que  Asamoah perdeu a paciência e deu uma forte entrada no brasuca. Mas já era tarde demais, o árbitro italiano, Pierluigi Collina pediu a bola e a Copa do Mundo estava conquistada.
        
A primeira Copa do século XXI consagrava a melhor seleção do século XX. A “Família Scolari”, depois de muito esforço, conseguia chegar ao topo do mundo. Era a alegria de uma nação que ainda guardava a mágoa do passeio sofrido para a França, no mundial de 1998.
        
Cafu levantou a taça e se declarou para a sua esposa, Regina. Uma cena emocionante. Apesar disso, o momento mais emocionante foi quando Ronaldo ergueu o trofeu. O camisa 9 vinha de uma forte lesão, sofrida em 2000. Felipão deu um voto de confiança e convocou o atacante que não decepcionou. Uma grande volta por cima de Ronaldo Nazário de Lima. O título também corou o camisa 10, Rivaldo, o craque do Barcelona era muito criticado por não repetir suas atuações pelo clube espanhol na Seleção. Contudo, o meia calou a boca de muitos críticos e também foi uma das grandes estrelas da Seleção na Copa 2002.
A Família Scolari. (Omset Blog)
A Tribuna encerra a série sobre os 10 anos do penta agradecendo à todos que acessaram e relembraram conosco a chegada da quinta estrela. Obrigado e celebremos num só coro: “é peeeeenta”!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A freguesia continua! Itália é finalista

Alemanha 1 x 2 Itália (Balotelli – Balotelli – Ozil): A segunda semifinal da UEFA Euro 2012 reuniu vários títulos internacionais em jogo, são 7 copas do mundo e 4 eurocopas. Na história, a Alemanha nunca venceu os italianos em jogos oficiais, na última vez que Itália e Alemanha se enfrentaram, foi na partida válida pela Copa do Mundo de 2006, em sua casa, a Alemanha de Jürgen Klinsmann, foi derrotada pela Itália, que mais tarde, conquistaria o tetra mundial.
Unidos! Itália vence sua grande freguesa, a Alemanha. (Globo Esporte)
        Atualmente, a Alemanha já tinha uma base pronta e vinha apresentando o melhor futebol da UEFA Euro 2012. A Itália está em processo de renovação, antes de começar o torneio, o time comandado por Cesare Prandelli perdeu os últimos 3 jogos preparatórios. Contudo, desde que a Euro começou, a Azzurra renasceu, carregados por Andrea Pirlo, o selecionado faz um torneio sensacional e agora, tem a simpatia e o apoio de muitos torcedores para conquistar sua segunda Eurocopa.
        A partida começou com um certo equilíbrio, mas a Itália parecia nervosa e por pouco a Alemanha não marcou. Num chute de Khedira, Buffon soltou a bola, que desviou em Barzagli e saiu para escanteio. Low optou pela volta de Podolski e Gómez, todavia, Toni Kroos entrou no lugar de Muller. Kroos teve uma boa chance, mas o paredão Buffon salvou mais uma para a Azzurra.
        Passado o nervosismo, a Itália começou a controlar a posse de bola. Assim que ultrapassou os alemãe na posse, o gol saiu. Com 20 minutos, Cassano recebeu a bola pela esquerda, com um bonito drible, o craque do Milan cruzou perfeitamente para Mário Balotelli abrir o placar, inacreditavelmente, a Itália vencia a Alemanha no clássico.
Balotelli comemora com seu jeito marrento, o segundo gol. (Reuters)
        Os alemães sentiram o gol, o nervosismo mudou de lado e Ozil e Cia estavam apáticos dentro de campo. Bem a vontade, Andrea Pirlo tocava a bola com muita perfeição, o craque campeão italiano pela Juventus, é o grande destaque italiano na Euro. Aos 36, Riccardo Montolivo viu Balotelli passar livre, leve e solto, com um belíssimo lançamento, o atacante do Manchester City dominou a bola e mandou um lindo petardo no gol alemão, 2 a 0 para a Azzurra que colocava a mão na finalíssima.
Cassano e Balotelli, entrosamento que resulta em gols. (EFE)
        O primeiro tempo terminou assim, mais uma vez, o resultado dava a lógica, a Alemanha sentia o peso de enfrentar uma Itália, que diferentemente do seu jogo defensivo, a seleção foi pra cima e conseguiu uma ampla vantagem pro segundo tempo.
        No segundo tempo, a Itália entrou para segurar o resultado, a Alemanha foi a luta em busca do empate, mas a porteira italiana não deixava o ataque alemão ultrapassar. Desesperado, Low colocou Klose e Reus no lugar de Gómez e Podolski, o time alemão melhorou com as mexidas, mas o gol não queria sair.
        O jogo continuou nisso, a Itália desperdiçava vários contra-ataques que podiam lhes custar caro. Sentindo, Mário Balotelli foi substituído para a entrada de Di Natali, o atacante deixou o campo aplaudidíssimo.
Mais uma vez, a Alemanha cai na semifinal. (Reuters)
        Na reta final do confronto, a Alemanha se mandou para cima, o zagueiro Hummels fazia papel de atacante. Prandelli colocou Thiado Motta e Diamanti, o segundo levava a Azzurra para frente. Aos 46 minutos, a bola bateu na mão de Balzaretti, um lance um pouco duvidoso, mas o árbitro marcou o pênalti. Ozil cobrou com perfeição e diminuiu para a Alemanha, porém, já era tarde demais, a Itália volta a final da Euro 12 anos após sua última finalíssima, na ocasião, os italianos foram derrotados pelos franceses.
        Na raça e com um futebol perfeito, a Itália selou sua classificação para a Copa das Confederações no Brasil, em 2013. Agora, a Azzurra enfrenta a Espanha, na fase de grupos, italianos e espanhóis empataram em 1 a 1, num confronto bastante equilibrado. Emoção não vai faltar entre os últimos campeões mundiais.

Alemanha
Neuer; Boateng (Müller), Hummels, Badstuber e Lahm; Khedira, Schweinsteiger, Kroos, Özil e Podolski (Reus); Mario Gomez (Klose)
Itália
Buffon; Balzaretti, Barzagli, Bonucci e Chiellini; Pirlo, Marchisio, Montolivo (Thiago Motta) e De Rossi; Balotelli (Di Natale) e Cassano (Diamanti)
Técnico: Joachim Löw
Técnico: Cesare Prandelli
Gols: Balotelli, aos 20 e 36 minutos do primeiro tempo; Özil, aos 46 do segundo tempo
Cartões amarelos: Hummels (ALE); Thiago Motta, Balotelli, Bonucci e De Rossi (ITA)
Local: Estádio Nacional de Varsóvia, na Polônia. Data: 28/6/2012Árbitro: Stéphane Lannoy (FRA). Auxiliares: Frédéric Cano (FRA) e Michael Annonier (FRA)

Destaque: Mário Balotelli

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sorte de campeã... ou de atual campeã


Portugal 0 (2) X 0 (4) Espanha: Saiu o primeiro finalista da UEFA Euro 2012! Um velho conhecido da Euro, no caso, a atual campeã Espanha conquistou a vaga ao vencer Portugal nos pênaltis. Um jogo muito difícil, porque diferentemente da França, os portugueses foram pra cima e não teve nada de esperar a Espanha jogar.
Cesc Fàbregas classifica a Espanha para mais uma final. (Reuters)
        O jogo começou com um Portugal aguerrido, carregados pela grande habilidade e visão de jogo de sua estrela, Cristiano Ronaldo, a seleção lusa foi a luta. No lado espanhol, Vicente Del Bosque colocou Álvaro Negredo, o atacante do Sevilla foi mal e a dúvida de Vicente continua, quem é o substituto perfeito para o machucado David Villa?
Mais uma frustração para Cristiano Ronaldo. (AFP)
        Portugal atacava pelos lados, pela esquerda com Cristiano Ronaldo, e pela direita com Nani. A Espanha vinha bem com seu toque de bola e mais uma vez, o lateral esquerdo do Valência, Jordi Alba subia muito bem e preocupava a zaga portuguesa.Num lindo chute, por pouco Iniesta não abriu o placar. O equilíbrio reinou, as vezes, a Espanha era só ataque, de outra, Portugal chegava melhor e não parava no ataque. E o primeiro tempo, terminou com um merecido 0 a 0.
        Na segunda etapa, o equilíbrio permaneceu. Cristiano Ronaldo perdeu boas oportunidades nas cobranças de faltas e frustrava o torcedor luso. A Espanha tentava, mas estava neutralizada em campo, a jogada estava manjada e Xavi não conseguiu repetir o bom futebol de sempre. Aos 23 minutos, Xavi tentou de longe, mas Rui Patrício defendeu fácil.
        Ronaldo ouvia gritos de “Messi”, e num contra-ataque fulminante, Raúl Meireles tocou e Cristiano Ronaldo chutou mal, muito mal. O jogo era muito bom, mas o gol não quis sair e terminou como começou, 0 a 0.

Prorrogação:
        Com o empate no tempo normal, portugueses e espanhóis iam decidir o jogo na prorrogação. Em busca do gol, a Espanha foi para cima, Negredo deu vaga a Cesc Fàbregas, por incrível que pareça, o craque do Barcelona está se saindo com a melhor opção para o ataque espanhol.
        Dessa vez, Portugal jogava no erro espanhol e tentava o gol no contra-ataque. Aos 13 minutos, a Espanha teve a melhor chance do jogo, Jordi Alba subiu muito bem ao ataque, e cruzou para Iniesta, que chutou com perfeição, mas viu Rui Patrício fazer um milagre que adiou a classificação espanhola.
        No segundo tempo, só restou a cãibra para os dois lados, a Espanha já não tinha aquele fôlego, embora Pedro tivesse entrado no lugar de Xavi e o menino do Barcelona fez uma execelente partida. O jogo foi tão parado que o tempo passou voando. Assim como Inglaterra e Itália, o jogo ia para os pênaltis.

Bruno Alves elimina Portugal. (Reuters)
Pênaltis:

Espanha:
Xabi Alonso – X
Iniesta – O
Piqué – O
Sérgio Ramos – O
Fàbregas - O

Portugal:
João Moutinho - X
Pepe – O
Nani – O
Bruno Alves – X
Cristiano Ronaldo – Não cobrou
        
        Nos pênaltis, os goleiros começaram arrebentando, depois o tempo se encarregou de colocar a Espanha na final. 4 anos após o título, a Espanha volta a final da UEFA Euro 2012, os espanhóis podem fazer história e ser a primeira seleção bicampeão consecutiva no torneio europeu.

Espanhóis festejam no vestiário, a vaga na final. (Facebook - Gerard Piqué)
        Portugal deixa a Euro com muita tristeza, o sabor de quero mais ficou claro, Cristiano Ronaldo poderia se consagrar de vez na seleção, mas não foi dessa vez.
        O adversário espanhol sai nesta quinta, Alemanha e Itália se enfrentam num grande clássico. Na história, a Itália leva o favoritismo contra os alemães, porém, o time da Alemanha está muito pronto para conquistar seus títulos e Joachim Low vê na Euro como a grande chance de seus garotos deixarem a longa fila.
         
Portugal
Rui Patrício; João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Fábio Coentrão; Miguel Veloso (Custódio), Raul Meireles (Varela) e João Moutinho; Nani, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (Nelson Oliveira).
Espanha
Casillas, Arbeloa, Piqué, Sérgio Ramos e Jordi Alba; Busquets, Xabi Alonso e Xavi (Pedro); Iniesta, David Silva (Navas) e Negredo (Fàbregas).
Técnico: Paulo Bento
Técnico: Vicente del Bosque
Cartões amarelos: Fábio Coentrão, João Pareira, Bruno Alves, Miguel Veloso e Pepe (Portugal); Sérgio Ramos, Arbeloa, Xabi Alonso e Busquets (Real Madrid)
Árbitro: Cüneyt Çakır (TUR)
Auxiliares: Bahattin Duran (TUR) e Tarik Ongun (TUR)
Local: Donbass Arena, em Donetsk (Ucrânia)

Destaque: Jordi Alba

terça-feira, 26 de junho de 2012

Era uma vez na América



        Quase tudo pronto para a grande final da taça Libertadores da América 2012. Corinthians e Boca Juniors fazem uma final inédita e agitam a semana no futebol da América. 

É final de Libertadores! Timão e Boca duelarão. (Divulgação)
        5 anos após fazer sua última final, o Boca retorna a uma final de Libertadores em busca de seu sétimo título continental, igualando assim, o número de títulos do seu rival Independiente. Comandados por Julio César Falcioni e pelo seu grande craque Román Riquelme, que está próximo de se tornar o maior artilheiro da história do clube, o Boca pode fazer a alegria de torcedores rivais do Corinthians.
        O Timão chega pela primeira vez em sua história a uma final de Libertadores, seu grande sonho de consumo. O time comandado por Tite, é famoso por não ter um craque que faz a diferença, e sim um conjunto, uma equipe que faz a diferença. Uma grande goleiro! Cássio assumiu a camisa 1 do Coringão no decorrer da competição e é um dos grandes nomes do clube no torneio.
O Boca eliminou a La U, o Timão eliminou o Santos em um clássico dramático. (Editado por Cisco Nobre)
        Cães de guarda, Ralf e Paulinho são outros que fizeram e fazem a diferença do Corinthians na taça, os números dos 2 juntos são impressionantes, a dupla pode surpreender o time argentino. Danilo é o jogador corinthiano que mais pode ser chamado de camisa 10, o grande destaque, seguro nos jogos, “Zidanilo” marcou o gol que classificou o Timão para a finalíssima.
        Mesmo nunca tendo se enfrentado, Corinthians e Boca será repleto de rivalidade. O Corinthians sabe que essa pode ser uma oportunidade única para conquistar seu maior desejo, já o Boca, vê na final a chance de se reerguer após anos obscuros em sua belíssima história.
Atmosfera à mil, Tite fala sobre a grande final. (Globo Esporte)
        Diferentemente de 2011, a Libertadores 2012 foi muito acirrada, com grandes clubes e jogos disputadíssimos dom começo ao fim. Os 2 melhores e mais constantes clubes seguiram para a final, mais do que merecido!
        Motivados após eliminar Emelec, Vasco e Santos, o Corinthians está pronto para buscar o título, a equipe mescla jogadores experientes e jovens com muita habilidade, quase todo o grupo conquistou o Brasileirão na temporada passada. O Boca se classificou em segundo, num grupo bastante complicado, na fase final, o time argentino eliminou a Unión Española, o Fluminense e a fortíssima Universidad de Chile. O clube também tem um elenco bem enxuto e eficiente, os experientes Riquelme, Battaglia, Ledesma e Schiavi comandam o time nessa empreitada rumo ao título. Nomes como o goleirão Orión, o bom meia Erviti, o atacante Mouche e o homem de área, goleador, com passagem pelo próprio Corinthians, Santiago Silva pode fazer a diferença.
        Os times estão montados, o Corinthians já está em Buenos Aires para o grande confronto de ida, Tite já até escalou o Timão para o jogo. Falcioni mantém o sigilo até minutos antes do clássico. O primeiro confronto acontece nesta quarta (27/06), e o jogo de volta está marcado para o dia 4 de julho, na semana que vem, no Pacaembu. É final de Libertadores minha gente!!!! As casas estarão cheias e as televisões já se preparam para tamanha audiência.

Danilo e Riquelme são os maestros de ambos os clubes. (Getty Images)
        
        É Brasil e Argentina! Mas só um leva pra casa a glória de vencer a Copa Libertadores, e aí quem vence o jogão, Corinthians ou Boca Juniors?

Prováveis escalações:

Corinthians: Cassio, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fabio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Jorge Henrique e Emerson.

Boca Juniors: Orión, Roncaglia, Schiavi, Caruzzo, Rodríguez; Somoza, Ledesma, Erviti, Riquelme; Mouche, Silva.

        
A Tribuna reforça seu palpite dado em 12 de fevereiro de 2012,  Corinthians campeão! http://tribunadocisco.blogspot.com.br/2012/02/sera-vez-do-alvinegro.html


segunda-feira, 25 de junho de 2012

O Cascão e o Fenômeno - Coração no bico da chuteira

Para muitos, como eu, 2002 foi a Copa do Rivaldo. O meia pernambucano foi o maestro da equipe em praticamente todos os jogos, marcando gols em todas as partidas da primeira fase. Para outros tantos, 2002 foi a Copa do Felipão, da família Scolari. Tem defensores até da Copa do Kléberson! Mas algo que brasileiro nenhum pode negar, mesmo aqueles que não são tão fãs do rapaz, como figura pública – mais uma vez, meu caso – 2002 foi a Copa do Ronaldo. 

Outrora desacreditado, o Fenômeno apresenta o
"Penteado Cascão" ao mundo  (globoesporte.com)

Saitama Stadium (flicker)
Desacreditado, acabado para o futebol, ultrapassado, o Fenômeno recebeu um voto de confiança particular do treinador da seleção, e mostrou o seu potencial desde o início do torneio, como você, meu caro leitor, pôde acompanhar nas postagens anteriores desta série. Entretanto, creio eu, nenhuma partida precisou mais de um toque de classe de Ronaldo, como a dramática semifinal contra os Turcos.

A partida de estréia dos dois países na Copa do Mundo já havia sido uma dura batalha, com trapalhadas da arbitragem, e uma sensação de incerteza deixada no ar: o Brasil seria capaz de bater os turcos sem o apito amigo? O treinador turco dera declarações ousadas neste sentido. O Brasil não contaria com a sua jovem estrela Ronaldinho, o Gaúcho, suspenso por uma entrada desleal contra a Inglaterra e substituído surpreendentemente por Edílson, ele mesmo, o Capetinha! O jogo, que ocorreu Saitama, começou com um singelo domínio brasileiro, com um ataque surpreendente do zagueiro Lúcio, lançado por Kléberson, no segundo minuto. Entretanto, com 10 minutos de jogo, a Turquia tomou conta do campo, Emre, de falta e, em seguida, Alpay, de cabeça, começaram a testar o goleiro Marcos. O goleiro turco, o excelente Reçber Rüstü – que, futuramente, passaria até pelo Barcelona – também apareceu, em defesa em chute de Cafu. Emre perderia mais uma grande chance, antes do final do primeiro tempo.

O ótimo goleiro turco (Blog Cal na Grama)

A situação da partida, aliada ao sumiço de Ronaldo, causava arrepios na torcida brasileira. Sem o apoio do seu melhor parceiro, Rivaldo não conseguia carregar o pesadíssimo piano amarelo. O segundo tempo precisaria ser mais promissor, ou a caminhada poderia terminar por ali. No primeiro lance real da segunda parte, o fenômeno – que estreava um penteado que assolaria o território brasileiro durante todo o ano, corte que o próprio fenômeno batizaria de “Cascão”, baseado no personagem sujismundo criado por Maurício de Souza – domina a bola na entrada da área turca e, antes da aproximação efetiva da marcação, bate, sem defesa para Rüstü. De bico. O futebol brasileiro sempre foi um dos mais bonitos de se ver, pelo menos, ainda era, até ali, entretanto, precisou ser pragmático, objetivo. A velocidade da família Scolari não estava sendo efetivo, classe, toque de bola, dribles, nada surgiu. Apenas um grande gênio teria a percepção de fazer o mais simples parecer belo, e de um toque “a la Romário” – como classificou o próprio fenômeno – viria a classificação brasileira. O resto da partida foi de pressão turca, mas sem muito perigo, alternada por duas chances e Luizão, que entrara no lugar do fenômeno.
Ronaldo, de bico, é o Brasil na final (Revista Veja)
Quase nada importou para a torcida brasileira depois do gol de Ronaldo, o Fenômeno, o Cascão, com o seu dedo apontado para o céu, representou muito mais do que um simples jogador comemorando um gol. Ali, Ronaldo era cada brasileiro que é menosprezado e negligenciado, Ronaldo era cada um de nós que não tínhamos a confiança necessária para atingir nossos objetivos, Ronaldo era a persistência que levava o Brasil para a frente.

Denílson é caçado, mas
não é alcançado! (Blog Botões para Sempre)
Uma imagem mais é inesquecível. Além de Luizão, Belletti e Denílson entraram na partida, este último, responsável por uma das cenas mais lembradas da história das Copas e da Seleção Brasileira. O eterno moleque partiu com a bola no campo de ataque turco, a fim de ganhar alguns minutos, e foi cercado por um esquadrão turco, quatro constantinopolitas não foram capazes de obter a bola, sem uso da força. Aquela imagem estará sempre marcada no imaginário brasileiro. O Brasileiro não pode ser derrubado, o Brasileiro não pode ser alcançado!

Uma partida de ressurreições e pouco brilho. Um jogo que fica marcado como um dos mais difíceis da Copa. Depois de passar por turcos, ingleses, belgas, chineses e costarriquenhos, o Brasil estava pronto para os alemães.

Felipão, Murtosa e o Cascão salvador. Ao fundo, Ilhan Mansiz lamenta a eliminação. (Ig Esportes)
Os times:
Brasil:  1 Marcos; 2 Cafu, 5 Edmílson, 3 Lúcio, 6 Roberto Carlos, 4 Roque Junior; 8 Gilberto Silva, 15 Kléberson (13 Belletti -- 85 mins), 10 Rivaldo; 20 Edilson (17 Denilson -- 75 mins), 9 Ronaldo (21 Luizao -- 67 mins).
Truquia:  1 Rustu Recber; 4 Fatih Akyel, 3 Bulent Korkmaz, 5 Alpay Ozalan; 10 Yildiray Basturk, 21 Emre Belozoglu (17 Ilhan Mansiz -- 62 mins), 22 Umit Davala (13 Muzzy Izzet 74 mins), 8 Tugay Kerimoglu (6 Arif Erdem -- 88 mins), 18 Ergun Penbe; 11 Hasan Sas, 9 Hakan Sukur.

Para espanhol sorrir


        Aconteceu nesse final de semana, o Grande Prêmio da Europa da Fórmula. Valência, na Espanha foi o palco da oitava corrida da temporada 2012 da F1.

"Monstro" Fernando Alonso celebra vitória em casa. (LAT Photographic)


        Pole position, Sebastian Vettel largou muito bem e disparou na ponta, seguido por Lewis Hamilton. Muito veloz na largada, Grosjean superou o terceiro colocado, Maldonado e herdou a vaga do adversário. A Ferrari até que se deu bem, Alonso subiu para a oitava posição, enquanto Felipe Massa subiu para a décima primeira, permanecendo ameaçado no cargo.
Pódio formado por grande pilotos. (AP)
        10 voltas depois, Lewis Hamilton não resistiu aos ataques do francês da Renault e Grosjean assumiu a segunda posição da prova. Vettel sobrava na ponta, a diferença para Grosjean era enorme e o alemão descansa na prova.
        Para a angústia de Vettel e da RBR, o japonês Kobayashi tocou no brasileiro Bruno Senna e mudou o panorama da corrida. O Safety Car teve que entrar na pista e lá se foi a enorme vantagem de Sebastian Vettel.
        Com a saída do Safety Car e com uma manobra para lá de habilidosa, o melhor piloto na atualidade, Fernando Alonso, assumiu a prova. Em sua casa, o espanhol recebia palmas e apoio de sua torcida, agora esperançosa. E para melhorar ainda a situação do novo líder da prova, a RBR errou e Vettel teve que deixar a prova, uma grande dor de cabeça para o alemão que antes liderava com folga.
É o primeiro pódio de Schumi após seu retorno. (EFE)
        Na reta final do GP, Fernando Alonso já comemorava junto com seus conterrâneos e via de longe a briga pelo pódio. Com o carro em maus lençóis, Grosjean tentou se segurar, mas acabou abandonando a prova. Kimi Raikkonen, de maneira avassaladora, ultrapassou Lewis Hamilton e assumiu a segunda colocação, uma grande ascensão da prova. Fechando o pódio, Lewis Hamilton disputava com Pastor Maldonado o posto, numa curva, os dois acabaram se tocando e Hamilton levou a pior, revoltado, o inglês dava socos e mais socos no carro. Maldonado foi punido pela batida, e Michael Schumacher herdou a terceira colocação.
        Os brasileiros mais uma vez não foram bem, Bruno Senna ainda conquistou um pontinho, graças a punição a Maldonado. Felipe Massa terminou em décimo sexto e cada vez mais percebe-se que o ciclo do brasileiro na Ferrari está chegando ao fim.
Brasil segue seu calvário na Fórmula 1, ao menos, Senna conseguiu um pontinho na Europa. (Getty Images)
        A vitória de Fernando Alonso encerra o equilíbrio que ocorreu nas últimas 7 provas, nas quais, 7 pilotos diferentes tinham vencido. Mais uma vez o piloto espanhol faz milagres e vai sustentando a Ferrari em 2012.
A RBR passeia tranquilo no mundial de pilotos, com 176 pontos, seguida pela McLaren, com 137. A Renault-Lotus é terceiro com 126 pontos e na quarta colocação e sustentada por Fernando Alonso, vem a Ferrari.
A próxima prova na temporada 2012 da F1, acontece no dia 8 de julho, no Grande Prêmio de Silverstone, na Inglaterra. Alonso lidera o mundial, os demais pilotos terão de se desdobrar para bater o espanhol.

Classificação do Mundial de Pilotos após 8 de 20 corridas:
Posição
Piloto
País
Equipe
Pontos
Vitórias
1
Fernando Alonso
ESP
Ferrari
111
2
2
Mark Webber
AUS
RBR-Renault
91
1
3
Lewis Hamilton
ING
McLaren-Mercedes
88
1
4
Sebastian Vettel
ALE
RBR-Renault
85
1
5
Nico Rosberg
ALE
Mercedes
75
1
6
Kimi Raikkonen
FIN
Lotus-Renault
73
0
7
Romain Grosjean
FRA
Lotus-Renault
53
0
8
Jenson Button
ING
McLaren-Mercedes
49
1
9
Sergio Pérez
MEX
Sauber-Ferrari
39
0
10
Pastor Maldonado
VEN
Williams-Renault
29
1
11
Paul Di Resta
ESC
Force India-Mercedes
27
0
12
Kamui KobayashI
JAP
Sauber-Ferrari
21
0
13
Michael Schumacher
ALE
 Mercedes
17
0
14
Nico Hulkenberg
ALE
Force India-Mercedes
17
0
15
Bruno Senna
BRA
Williams-Renault
16
0
16
Felipe Massa
BRA
Ferrari
11
0
17
Jean-Eric Vergne
FRA
STR-Ferrari
4
0
18
Daniel Ricciardo
AUS
STR-Ferrari
2
0
19
Heikki Kovalainen
FIN
Caterham-Renault
0
0
20
Vitaly Petrov 
RUS
Caterham-Renault
0
0
21
Timo Glock
ALE
Marussia-Cosworth
0
0
22
Charles Pic
FRA
Marussia-Cosworth
0
0
23
Narain Karthikeyan
IND
HRT-Cosworth
0
0
24
Pedro de la Rosa
ESP
HRT-Cosworth
0
0
 (Extraído de globoesporte.com)