sábado, 31 de março de 2012

Visitantes largam na frente


A fase de quartas de final da UEFA Champions League começou, e não faltou bom futebol. Na terça, a zebra Apoel recebeu o poderoso Real Madrid. Único inglês na competição, o Chelsea foi até Lisboa, enfrentar o Benfica. Eis a tão esperada quarta-feira, data que marcou o reencontro de Milan e Barcelona, em Milão. E por fim, o Olympique de Marselha, de Didier Deschamps, recebeu o super Bayern, de Robben e Mário Gómez.

Apoel 0 x 3 Real Madrid (Benzema – Kaká – Benzema): Primeiro duelo da fase, a zebra Apoel recebia o favoritíssimo Real de José Mourinho. Os merengues dominaram o jogo chegando a 70% de posse de bola. Com o jogo nas mãos, o Real não conseguiu marcar na primeira etapa, enquanto o time do Chipre assistiu o time espanhol tocar a bola. Na segunda etapa, Mourinho pôs o brasileiro Kaká, que estava a fim de jogo e chamou a responsabilidade. Com um futebol impecável, Kaká deu passes e marcou um dos gols na vitória do real por 3 a 0 em Nicósia, praticamente selando sua classificação para as semifinais.
Kaká tem uma excelente exibição em Nicósia. (Reuters)
Sem Villas Boas, os Blues unidos pela Champions (Globo Esporte)
Benfica 0 x 1 Chelsea (Kalou): Em um duelo equilibrado, pesou a força dos londrinos, que após a saída de André Villas Boas, com Lampard e companhia, não param de apresentar um bom futebol. O Benfica até que tentou, mas a defesa dos Blues segurou bem e, aproveitando um ataque iniciado por Ramires, Fernando Torres correu pela lateral e cruzou perfeitamente para Salomon Kalou marcar o gol da vitória dos ingleses que, de desesperados, respiram tranqüilos rumo a semifinal.

Super Mário embala os bávaros a mais um triunfo. (Reuters)
Olympique 0 X 2 Bayern de Munique 
(Mário Gómez – Robben): Invictos há um bom tempo, os bávaros de Munique foram a Marselha enfrentar o Olympique, que não vive bom momento no campeonato francês. Com um dos melhores ataques da Europa, os gigantes alemães não tiveram dificuldades em bater o Olympique por 2 a 0, Mário Gómez, o Super Mário, marcou o primeiro e excelentíssimo meia-atacante holandês Adjen Robben fechou o placar deixando o Bayern com um pé na semifinal.


Milan e Barcelona fazem um jogo parado e sem sal. (AFP)
Milan 0 x 0 Barcelona: Confronto repleto de expectativas, Milan e Barcelona se enfrentaram nesta quarta. O melhor time do mundo deu mais um show na posse de bola, mas o rubro negro italiano jogou de igual pra igual e perdeu as melhores oportunidades com Robinho e Ibrahimovic. Apesar de tudo, pode se dizer que foi o jogo mais insosso dos jogos de ida, que acabou com um empate sem gols e as expectativas ficam para a próxima terça no jogo de volta.

segunda-feira, 26 de março de 2012

O milagre de Fernando


O GP da Malásia veio cheio de expectativas sobre quem iria realmente se consolidar. A disputa que parecia de McLaren e RBR recebeu a visita de intrusos que animam ainda mais uma grande temporada. É, parece que a F1 voltará a ter um campeonato emocionante.
Fernando Alonso comemora sua espetacular corrida. (Site Terra)
O sábado começou como terminou o GP de Melbourne, McLaren fazendo dobradinha e largando na primeira fila, Hamilton e Button, respectivamente. Michael Schumacher que mostra sua evolução e com um carro competitivo tem agradado bastante. As Ferrari mais uma vez decepcionaram e Fernando Alonso largou em nono e Felipe Massa em décimo segundo.
Sérgio Pérez festejando o inesperado segundo lugar. (AFP)
No domingo, eis a corrida, após mais uma vez fazer a pole, Lewis Hamilton de novo fez uma corrida bem razoável perdendo a liderança e terminando em 3°. Vencedor da primeira prova do ano, Jenson Button, fez uma péssima prova, terminando em décimo quarto. Punido com a perda de 5 posições no grid, Kimi Raikkonen teve uma exibição digna de campeão mundial, terminando na quinta colocação, o excelente piloto finlandês vem bem regular nessas duas primeiras etapas do campeonato e presenteia os fãs da F1 com ótimas corridas. Mas o melhor ainda estava por vir, dirigindo um carro pífio, Fernando Alonso só faltou fazer chover, ou nada, na verdade, fez até chover na Malásia! Com um espetáculo que muitos até chamaram de “milagre”, Fernando provou que pode e vai brigar pelo campeonato, um piloto bastante competitivo e um brigador nas pistas, Alonso conseguiu um resultado excepcional para quem largou em nono e com as circunstâncias da prova, não venceu só a corrida, mais calou a boca de muitos.
Outro que surpreendeu e por pouco não venceu a prova, foi o mexicano Sergio Perez, da Sauber, terminou em segundo e mostrou que tem potencial para, quem sabe um dia, ir para uma equipe melhor. O brasileiro Bruno Senna, se recuperando de um fracasso na Austrália, correu bem e convenceu terminando em sexto e pontuando pela primeira vez na temporada.
Felipe Massa pena mais uma vez na temporada. (Getty Images)
Num caminho melancólico, Felipe Massa, mais uma vez decepcionou e segue ameaçado no cargo de piloto da Ferrari. O carro é patético, tudo bem, mas o piloto brasileiro não demonstra nenhum sinal de reação. Apesar do apoio do chefão da escuderia, Stefano Domenicali, se continuar assim, Massa pode dar adeus a Ferrari no fim da temporada.
Bem, Malásia agora só em 2013, o nosso encontro é daqui a quinze dias no grande prêmio de Xangai, na China, e é lógico que a Tribuna vai seguir na cola dos melhores pilotos na maior competição de automobilismo do mundo.

O trio forma o pódio na Malásia. (Bol)
Classificação GP Malásia:
1 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 2h44m51s812
2 - Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 2s263
3 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 14s591
4 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 17s688
5 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) - a 29s456
6 - Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) - a 37s667
7 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 44s412
8 - Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) - a 46s985
9 - Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) - a 47s892
10 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 49s996
11 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 1m15s527
12 - Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) - a 1m16s826
13 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 1m18s593
14 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 1m19s719
15 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 1m37s319
16 - Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) - a 1 volta
17 - Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) - a 1 volta
18 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) - a 1 volta
19 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) - a 2 voltas
20 - Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) - a 2 voltas
21 - Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) - a 2 voltas
22 - Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) - a 2 voltas
Não completaram:
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 11 voltas
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) - a 52 voltas

terça-feira, 20 de março de 2012

Estréia fora do comum



A temporada 2012 da F1, enfim, começou nesse fim de semana com o GP da Austrália, em Melbourne, trazendo surpresas e erros que ocorrem comumente. A McLaren se sobressaiu desde o treino classificatório, conquistando uma dobradinha de excelentes pilotos, os ingleses Lewis Hamilton, em primeiro, e Jenson Button, em segundo. Fechando o trio, apareceu a surpresa Romain Grosjean da Renault Lotus. O alemão Michael Schumacher ficou em quarto, gerando várias expectativas.

Dada a largada, Lewis Hamilton largou mal e permitiu a ultrapassagem do seu compatriota e parceiro de equipe Jenson Button que seguiu na frente até o fim do grande prêmio, em segundo o atual bicampeão e fora de série Sebastian Vettel, Hamilton fechou o pódio.
Button comemora sua ótima estréia na F1 (Getty Images)

Diferentemente da McLaren e da RBR, a Ferrari, mais uma vez, começou mal a temporada, com um carro deplorável, a escuderia italiana precisou das habilidades do seu bom piloto Fernando Alonso para conquistar a quinta colocação. Desde a saída de Jean Todt, a Ferrari pouco produziu.


Festa no pódio é da McLaren (Velocidade)


Difícil de aturar foi a trapalhada dos brasileiros Bruno Senna e Felipe Massa, que se chocaram numa curva e deram adeus a corrida mais cedo. Procurados para falar do incidente, os dois levaram como um “acidente de trabalho”, realmente inaceitável para os brasileiros que já mostram o péssimo ano que vem por aí. Vale destacar que foi a primeira corrida sem Rubens Barrichello que trocou a F1 pela Fórmula Indy.


O início motiva a McLaren que demonstra superioridade sobre as demais já na primeira prova, a escuderia britânica não conquista um mundial de pilotos desde 2008, quando Lewis Hamilton deu o ar da graça e faturou o campeonato. A volta de Kimi Raikkonen também animou a todos, diferentemente de Schumacher que abandonou a prova, o finlandês não precisou de readaptação e ficou em sétimo, garantindo 6 pontos.


Mecânicos da Ferrari pasmos em ver mais um péssimo carro (AP)


A temporada se inicia já mostrando uma disputa entre McLaren e RBR, recheada de bons pilotos e com ótimos carros a briga vai ser séria. A melancólica Ferrari parece que vai penar bastante na competição e dependerá muito de Fernando Alonso para subir no campeonato. Mesmo com a trapalhada, Bruno Senna tem muito a evoluir na temporada, já que ele volta a F1 para se consolidar como um piloto promissor, já não posso dizer o mesmo de Felipe Massa, com o contrato com a Ferrari terminando, o brasileiro terá de jogar a vida nessa temporada se quiser seguir na escuderia.

Foto oficial da F1 2012 (Getty Images)
O próximo grande prêmio já é na semana que vem, o GP da Malásia promete a consolidação das grandes equipes e mais surpresas e é lógico que a Tribuna vai ficar ligada em mais uma corrida do maior campeonato automobilístico do mundo, fiquem ligados!

domingo, 18 de março de 2012

O planejamento de um Mano

Olá brasileiros queridos que amam o futebol! Definitivamente estamos muito felizes depois da queda do simpatizante das técnicas de Al Capone para comandar o futebol, Ricardo Teixeira. Se bem que o José Maria Marin, também conhecido como Homem da Medalha, já está ocupando o cargo de presidente, entretanto, segundo as expectativas, não por muito tempo. A discussão sobre a CBF estava pesada, quando de repente, Mano Menezes trata de diminuir o debate de foco político da CBF com mais uma lista de convocados. O próximo amistoso ainda não está próximo de acontecer, então, que lista é essa?

Segundo nosso querido treinador, é a lista que vai definir os 18 convocados para disputar os jogos olímpicos de Londres. Minha opinião é que essa lista foi apenas uma maquiagem posta por Mano para mostrar para o novo chefão que ele está com um planejamento coeso e sério (Eu não queria rir disso, mas não tem como segurar a gargalhada!!!).


A lista de Mano é tão séria quanto esta foto. (ebafutebo.com.br)

Outro fator importante é que, com a queda de Ricardo Teixeira, o cargo de Mano Menezes não está tão seguro quanto parecia. Apesar do peso que as olimpíadas trarão para a continuidade do seu trabalho, independente de se Teixeira ainda estivesse comandando a CBF ou não. Lembro mais uma vez que essa é a única competição oficial no calendário da seleção esse ano, um torneio que o Brasil nunca venceu.


Vamos deixar de conversa e apresentar os pré-convocados:

GOLEIROS (7): Diego Alves (Valencia) *, Gabriel (Cruzeiro), Jefferson (Botafogo) *, Julio César (Inter de Milão) *, Neto (Fiorentina), Rafael (Santos), Renan Ribeiro (Atlético-MG).


LATERAIS (9): Adriano (Barcelona) *, Alex Sandro (Porto), Daniel Alves (Barcelona)*, Danilo (Porto), Fagner (Vasco), Gabriel Silva (Novara), Galhardo (Flamengo), Marcelo (Real Madrid)*, Rafael (Manchester United) .


ZAGUEIROS (9): Bruno Uvini (Tottenham), David Luiz (Chelsea)*, Dedé (Vasco)*, Juan (Inter de Milão), Lucas Mendes (Coritiba), Luisão (Benfica)*, Marquinhos (Corinthians), Romário (Internacional), Thiago Silva (Milan)*.

VOLANTES (7): Allan (Vasco), Casemiro (São Paulo), Elias (Sporting)*, Fernandinho (Shakhtar Donetsk), Fernando (Grêmio)*, Rômulo (Vasco), Sandro (Tottenham).

MEIAS (10): Bernard (Atlético-MG), Douglas Costa (Shakhtar Donetsk), Dudu (Dínamo de Kiev),
Elkeson (Botafogo), Paulo Henrique Ganso (Santos), Giuliano (Dnipro), Hernanes (Lazio)*,
Lucas (São Paulo), Oscar (Internacional), Philippe Coutinho (Espanyol).

ATACANTES (10): Alexandre Pato (Milan), André (Atlético-MG), Henrique (Granada), Hulk (Porto)*, Jonas (Valencia)*, Leandro Damião (Internacional), Neymar (Santos), Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)*, Wellington Nem (Fluminense), Willian José (São Paulo).

O primeiro ponto a ser comentado sobre a lista é que, segundo o treinador Mano, não haverá a inclusão de nenhum outro jogador, ou seja, a seleção olímpica já está formada, só ocorrerá um Big Brother pra que os 18 finais sejam revelados. Aliás, tem uns nomes que são tão ridículos quanto o reality show, mas, vamos falar por partes.

Eu acho essa lista totalmente desnecessária. Futebol é feito de momento, então, nada impede que um grande jogador com idade olímpica surja de uma hora pra outra. Outro detalhe, nos próximos amistosos, ou Mano convoca sua “pré-seleção olímpica”, ou ele mesmo vai jogar no lixo esse “trabalho”. É indiscutível que ninguém consegue formar um time com 15 dias de preparação, que é o tempo livre antes do início dos jogos olímpicos. Lembrando também que o futebol começa um pouco antes da abertura oficial.
Mas a grande crítica é o fato de Mano ser o responsável pela seleção olímpica! Ney Franco fez um excelente trabalho na sub-20. Trouxe jogadores como Dudu, Gabriel, Henrique, que não eram titulares em seus clubes, fazendo-os se tornarem peças chaves para a conquista do mundial. Então, por que mudar algo que está dando certo? Espero que Mano tenha hombridade suficiente para fazer Ney Franco ser no mínimo seu auxiliar direto durante esse período de preparação olímpica.


Agora vamos comentar posição por posição.


A base venceu, será que os "veteranos"
conseguirão repetir o feito? (uol esportes)
 

GOLEIROS
Essa posição já está trazendo uma discussão bem interessante já na seleção principal. Mano continua insistindo com Júlio César como arqueiro titular, quando o mesmo não vive um bom momento há bastante tempo. Inclusive, tendo como concorrente Diego Alves do Valência, que está em ótima forma. De imediato eu acho que não devemos gastar uma das vagas para jogadores acima da idade com goleiros, acredito que estamos bem servidos. Neto e Rafael já foram convocados para a seleção principal, e Gabriel foi o goleiro titular do time campeão do mundial sub-20 em 2011. Acredito que a briga ficará entre os três. Se for para excluir um deles, acredito que Gabriel é quem ficará vendo as Olimpíadas pela TV.

LATERAIS
Um dos grandes problemas de convocar apenas 18 jogadores é exatamente à posição de lateral. Em jogos oficiais um time pode relacionar exatamente 18 jogadores, fazendo com que só haja um lateral de ofício no banco de reservas. Então, pode-se chegar à conclusão que teremos apenas três laterais no time. Devido à escassez de bons jogadores na lateral esquerda, acredito que Marcelo vá ser chamado para esse elenco. Para lateral direita, acho que Danilo é o jogador que melhor preenche essa vaga. Só que um detalhe faz com que Mano possa usar dois jogadores de mais idade na posição, a questão do lateral coringa. Com isso, Daniel Alves tem suas chances de aparecer na lista final.

ZAGUEIROS
Antes de discutir, poderia preencher os postos de zagueiros, afirmo que sou totalmente a favor da convocação de Thiago Silva pelo simples motivo, ele é o melhor zagueiro do mundo! E eu nunca vi um zagueiro jogar mal ao lado dele, que conseguiu fazer Luis Alberto, quando jogava no fluminense, ser um cara extremamente seguro. Isso é um feito digno de craque. Não tem como saber se Mano levará três ou quatro zagueiros. Normalmente um treinador escala um zagueiro para o banco de reservas. Creio que Juan e Lucas Mendes surgem como principais jogadores para os postos de zagueiros. Marquinhos, Bruno e Romário correm por fora.

VOLANTES
Eu também levaria três volantes, dois deles com características mais defensivas. Um deles, acredito eu, que já tenha vaga garantida. Sandro, que não vem fazendo boas partidas pelo seu clube (Tottenham Hotspur), mas foi figurinha carimbada nas últimas convocações de Mano. Acredito que Rômulo e Casemiro serão os outros dois que completarão as vagas para a posição. O primeiro fez um excelente campeonato brasileiro ano passado e foi uma ausência sentida pelo vasco nesses últimos jogos. Já Casemiro vem tendo um excelente começo de ano, jogando de forma segura e distribuindo o jogo muito bem.

MEIAS
Oscar foi decisivo no mundial. (lancenet)
Nessa pré-lista já podemos afirmar que o Brasil terá muito talento no seu meio campo. Apesar de eu ter meus dois jogadores favoritos na pré-lista, que são Oscar e Giuliano, não garanto que ambos estarão em Londres devido à concorrência de jogadores como Bernard e Douglas Costas, e de duas vagas já estarem carimbadas com Ganso e Lucas também fazendo parte dessa lista. Oscar, que já poderia estar fazendo parte da seleção principal para muitos comentaristas, é o favorito a composição da terceira vaga. Lesões porem ocorrer até julho, porém, acho que estamos com boas peças de reposição para a posição.

ATACANTES
Será que eles repetirão o 
show do sulamericano? (clicgazeta)
Quem é o símbolo da seleção de Mano? Sim, ele mesmo. Neymar já é o principal jogador da seleção principal, não é mistério nenhum que também será o principal jogador da seleção olímpica. As possibilidades de Neymar não ter Leandro Damião como parceiro de ataque são remotas, pois o centroavante do Internacional evolui a cada dia que passa. Levando em consideração que temos mais no mínimo uma vaga, acredito que ficaria entre Wellington Nem e André. O primeiro está tendo um ano excelente, sendo um verdadeiro garçom para Fred. Já o segundo, chegou ao Atlético para assumir o posto de matador e não desapontou, mantendo o nível no início de 2012. Para mim, André tem mais chances de conseguir a vaga, primeiro por ser um fazedor de gols com uma boa mobilidade, segundo, por já ter sido convocado por Mano outras vezes.

Na minha lista foram 2 goleiros, 3 laterais, 3 zagueiros, 3 volantes, 3 meias e 3 atacantes. Faltando uma vaga a ser preenchida. Acho que poderia ser um meia, um jogador que possa mudar o ritmo de um jogo quando necessário. A copa de 2010 nos ensinou isso muito bem, quando olhávamos para um banco de 12 jogadores e não víamos ninguém que pudesse dar uma injeção de ânimo na equipe. O meu jogador preferido para essa última vaga seria Giuliano. Assim, minha seleção ficaria dessa forma: Neto e Rafael; Daniel Alves, Marcelo e Danilo; Thiago Silva, Juan e Lucas Mendes; Sandro, Romulo e Casemiro; Ganso, Lucas, Oscar e Giuliano; Neymar, Leandro Damião e André.

PS: Ronaldinho fazer parte dessa lista é tão ridículo quanto... Bem, nada pode ser mais ridículo que isso.

segunda-feira, 12 de março de 2012

O Professor Aloprado

Uma das coisas mais elogiadas no futebol europeu é o respeito à programação elaborada antes das temporadas pelas equipes. Isso faz com que o trabalho dos treinadores seja mais respeitado e tolerado, não deixando que uma série de resultados ruins ou discussões momentâneas levem os postos do treinador para o limbo.

Não precisa ser um mega especialista em futebol para relacionar certos times aos seus devidos comandantes. Como o Barcelona, que além de Messi, Xavi, Dani Alves e Iniesta, tem sempre o nome de Pep Guardiola mencionado nas manchetes esportivas. Na Alemanha, nenhum torcedor do Werder Bremen consegue ver o posto ocupado por outro homem além de Thomas Schaff. E na Inglaterra, temos o maior exemplo de todos, quando surge o nome de Sir Alex Ferguson, que completará 25 anos no comando do poderoso Manchester United (isso faz dele o maior treinador da história do futebol).

Wenger na sua apresentação ao Arsenal. (fonte: Daily Moon)
Um dos grandes rivais do Manchester dispõe do mesmo luxo. Arsène Wenger está comandando a equipe do Arsenal desde 1996. Ele chegou com status de estudioso do futebol, pronto para quebrar com o “boring football” que manchou a história recente do Arsenal na década de 90. Apesar de pouca experiência como treinador e vindo do futebol japonês, não demorou muito para que Wenger quebrasse qualquer tipo de desconfiança que havia em questão ao seu trabalho. A comprovação ficou com o título da temporada 97-98, quando estabeleceu um jogo tático formidável. Ele desenhou duas linhas de quatro, na defesa e no meio campo, fazendo com que a defesa dos Gunners se tornasse uma fortaleza. Na frente, ele tinha os serviços de Marc Overmaas e Dennis Bergkamp (DENNIS BERGKAMP, DENNIS BERGKAMP!!! Momento nostalgia da copa de 98).

Recepção do representante de uma era.
(foto: Testament)

Mesmo vendo o Manchester United se tornar o campeão nas três edições seguintes, o Arsenal se manteve como principal rival dos diabos vermelhos durante esse período, criando, inclusive, um embate pessoal entre Wenger e Ferguson. O título não veio, mas as atuações do Arsenal eram fiéis à tradição do time do norte de Londres. E, durante esse período, Wenger fez contratações de jogadores que fariam história no Arsenal, como Thierry Henry, Frederik Ljunberg, Sylvian Wiltord, e por aí vai.
Na temporada de 2001-02 a glória volta a residir em Highbury Park (o antigo estádio do Arsenal), para alegria dos Gunners. O Arsenal quebra a sequência de títulos do Manchester United e se consagra campeão mais uma vez. Jogando no mesmo esquema que os dera o título quatro temporadas atrás, naquele esquema de duas linhas de quatro. Na temporada seguinte, título do Manchester.

A temporada de 2003-04 reservou uma surpresa que é motivo de orgulho para todo Gunner. Wenger manteve a formação tática do time, uma zaga central de jogadores fortes e laterais rápidos, que ajudavam a defesa e o ataque. No meio campo, dois centrais com características de marcação forte e boa saída de bola para fazer a ligação para o ataque. Nas pontas, dois meias objetivos e rápidos. No ataque, dois gênios (não tem como atribuir outros adjetivos). 

A formação era: Lehmann; Lauren, Campbell, Touré e Ashley Cole; Robert Pires, Patrick Vieira, Gilberto Silva e Frederik Ljunberg; Dennis Bergkamp (Reyes jogava as partidas fora da Inglaterra porque Dennis tinha/tem medo de avião... mulherzinha :D) e Thierry Henry. Esses rapazes conseguiram a façanha de serem campeões da Inglaterra de forma invicta! Desde que eu acompanho futebol, antes do surgimento desse Barcelona mítico, era o meu maior exemplo de time que sabia jogar. O Arsenal não jogava para fazer espetáculo, jogava de forma objetiva, baseada em um contra-ataque impecável! A defesa era extremamente sólida, os meio-campistas centrais auxiliavam esse combate e ainda entregavam a bola muito redondinha para os dois meio-campistas laterais. Fazendo com que todo esse esquema terminasse nos pés de dois artilheiros de primeira categoria.

O Ápice! (foto: Arsenal Stories)
Depois de uma temporada tão brilhante, um time tão encantador, um título histórico, quem imaginaria que o Arsenal sofreria tantas penúrias desde então? A temporada seguinte não rendeu o título da liga, mas trouxe a FA Cup para Highbury Park. Na temporada seguinte, o Arsenal chegou até a final da Liga dos Campeões da Europa, sendo derrotado pelo Barcelona de Ronaldinho Gaúcho. Porém, foi nesse período que começou a grande crítica do trabalho recente de Arsène Wenger, sua administração do elenco.

Wenger conseguiu contratar vários jovens prodígios por excelentes preços. Cesc Fábregas, Robin Van Persie, Mathieu Flamini, Emmanuel Adebayor, Alexsandr Hleb e outros seriam os responsáveis pela renovação do esquema de jogo que trouxe momentos de glória para o Arsenal. Mas, péssimas decisões de Wenger e sua diretoria fizeram com que o atual momento dos Gunners esteja muito aquém de sua grandiosidade.

O Arsenal começou a se desfazer de suas principais estrelas de maneira inexplicável, fazendo com que toda temporada houvesse aquela especulação de quem substituiria a peça importante no esquema de jogo de Wenger. Todavia, a política de investir em jovens jogadores não traz resultados imediatos. Além de trocas um tanto quanto questionáveis, quando, por exemplo, Henry trocou o Arsenal pelo Barcelona. O jogador responsável por substituir o espaço deixado pelo ídolo francês foi o brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva (QUEM?).

"Cesc, você já virou um excelente jogador, pode voltar para o Barça" (foto: Daily Mail).
Os jovens entraram em campo e lutaram bravamente. Na temporada 2007-08, o Arsenal liderado por Cesc Fábregas se manteve no topo da tabela por várias rodadas. Com um time jovem, composto por todos os jogadores citados acima anteriormente, apresentava um futebol ofensivo e brigador. Mas, com o passar da temporada, a maturidade que faltava para essa equipe acabou fazendo com que o Arsenal estivesse longe da briga pelo título no fim da temporada. A esperança era saber que, como Wenger tinha um time jovem na mão, algumas contratações certas fariam o Arsenal ser um dos principais concorrentes ao título de novo.

Na última janela de transferências de verão, o Arsenal sofreu mais uma vez na mão de sua administração. As vendas de Césc Fabregas e Samir Nasri foram a gota d’agua para os fãs. Isso ficou ainda pior depois da humilhante derrota contra o rival Manchester United, de 8-2, sofrida em Old Trafford. O problema são as peças de reposição trazidas por Wenger, como Arteta, Benayoun e André Santos. Três jogadores medianos que não seriam titulares, talvez reservas, de qualquer grande equipe da Europa.

Eu acho muito digna a postura do Arsenal em manter sua tradição acima de qualquer dinheiro oferecido, fato raro hoje na liga inglesa. Um dos argumentos é que o clube dispõe de uma saúde financeira suficiente para manter um elenco competitivo no cenário atual. Eu continuo achando isso que o Arsenal faz muito saudável para o futebol atual. Afinal, hoje em dia, não é raro acontecerem transações mirabolantes que trazem à tona a velha discussão de “quanto custaria um Pelé hoje? E um Zico? E um Cruyff?”. Se for pra pensar em suposições, prefiro pensar na Ellen Rocche.
"E agora, Wenger?" (foto: Daily Mail)
O Arsenal não é digno de jogadores como Song, Gervinho, Gibbs e outros. Para o bem do futebol, ou de qualquer esporte, é sempre bom você ver os times tradicionais ressurgindo depois de momentos de dificuldades. Mas, fica a pergunta, será que o Arsenal passará por esse ressurgimento através das mãos de Arsène Wenger?

quinta-feira, 8 de março de 2012

Adeus ou até logo?


Está chegando a hora, Rubens Barrichello vai finalmente estrear na Fórmula Indy. Após 19 anos de Fórmula 1, o brasileiro tomou um rumo que ninguém imaginava em sua carreira, o desafio disputar um dos campeonatos mais velozes do mundo.
Rubinho em seu auge na F1 correndo pela Ferrari. (Cristovám Aguiar)
O brasileiro boa praça, sempre dedicadíssimo, estreou na Fórmula 1 em 1993 no GP da África do Sul pela extinta Jordan, com os bons resultados e por ser um exemplo de profissionalismo, Barrichello passou pela Stewart até chegar na italiana multicampeã escuderia Ferrari. Pelos vermelhos, Rubens teve seus anos de ouro, sendo duas vezes vice-campeão mundial, infelizmente, foi ofuscado pelo brilhantismo e ótima fase do octacampeão, o alemão Michael Schumacher, que não permitiu um título sequer ao brasuca. Nos tempos de Ferrari, sofreu com o jogo de equipe que sempre favorecia o alemão.
Pela Williams, Rubens correu durante  2 anos. (Rubens Barrichello)
Após boas temporadas na escuderia, Barrichello trocou a Ferrari pela japonesa Honda. Com fracos carros e afundando nas finanças a Honda foi vendida e virou Brawn GP, do xerifão Ross Brawn, na equipe Rubens obteve bons resultados e voltou a disputar um título, porém, Jenson Button sagrou-se campeão em 2009 e Rubinho terminou em terceiro. Brawn virou Mercedes e mais uma vez Schumacher atrapalha os planos de Rubinho na F1, o brasileiro foi parar na Willians. Na escuderia britânica, ele não obteve tanto sucesso e no ano passado terminou sem contrato para 2012 e acabou acertando para correr na Fórmula Indy.
O ano será crucial para Rubinho que, passa de um experiente piloto da F1 para um “novato” na Indy, ele correrá na KV Racing e se mostra muito motivado para uma temporada recheada de surpresas que o esperam. Tony Kanaan, parceiro de Barrichello na equipe, falou sobre a expectativa de ver o brasileiro correr na Indy, “Ele só tem a somar. Tenho um respeito muito grande por ele. Na verdade, ele vai me fazer acordar cedo e pensar: ‘Hoje vou tomar pau se não andar certo’. Quero correr contra os melhores. Se eu tiver que perder, vai doer menos perder para ele. Vou ter uma satisfação muito grande”, disse Kanaan, durante a coletiva do anúncio oficial de Rubinho.
Barrichello em sua nova fase, a Fórmula Indy. ( Twitter oficial da KV Racing)
Com 39 anos de idade e 19 de F1, Barrichello não deixou claro se um dia poderá voltar a F1, mas sempre deixou claro que seu sonho era completar 20 anos no maior torneio automobilístico do mundo. O fato é que o desafio de Rubinho na Fórmula Indy é de mostrar a que veio e com o excelente profissionalismo, acredito que o brasileiro possa fazer uma grande temporada e se firmar também no campeonato americano.
Mas aí fica a dúvida, Rubinho um dia voltará a F1? Esses são os capítulos de um livro que só o tempo vai terminar de escrever.

Ficha técnica de Rubens na Fórmula 1:
         
         Temporadas: 1993-2011
Equipes: Jordan, Stewart, Ferrari, Honda, Brawn e Williams
GPs disputados: 326 (322 largadas)
Títulos: 0
Vitórias: 11
Pódios: 68
Pontos: 658
Pole positions: 14
Voltas mais rápidas: 17

domingo, 4 de março de 2012

Stamford Bridge: O Big Brother Inglês

Salve, Salve! Hoje foi dia de mais uma eliminação no Big Brother que ocorre na mansão de Stamford Bridge. No paredão, estava o agora ex-técnico André Villas-Boas, e Didier Drogba, que foi o meu escolhido para representar os jogadores do Chelsea. Resultado, como já antecipado aqui anteriormente, mais um técnico é demitido do Chelsea nos últimos seis anos. Isso é o indício de algo que todos já imaginávamos para os blues nesse ano, a comprovação que a temporada chegou ao fim.

"Não deu." Kiko falando sobre a passagem de Villas-Boas pelo Chelsea. (Fonte: Chelseabr.com)
Villas-Boas, um jovem técnico, vindo com as melhores credenciais possíveis depois de tornar o Porto uma hegemonia no campeonato nacional, finalizando sua passagem com a conquista da Liga Europa. Like a boss, chegou com status de estudioso do futebol, com esperança de fazer o Chelsea ser campeão da Liga dos Campeões, como todos os outros treinadores que passaram e fracassaram. Além disso, de imediato, começaram as comparações com José Mourinho, compatriota de Villas-Boas e que fez o mesmo percurso antes de pousar em Londres (Foi treinador do Porto e campeão da Liga dos Campeões, antes de assinar com o Chelsea).

Mourinho foi o treinador que marcou o Chelsea por todos esses anos. Apesar de em muitos momentos os gênios fortes de Abramovich e Mourinho terem colidido frontalmente, o que, em algum momento, resultou na demissão do treinador português. Porém, seu time é o referencial de comparação por todos aqueles que passaram por Stamford Bridge, principalmente aquela defesa que tomou apenas 15 gols em todo o campeonato inglês.

"É nois que manda nessa bluesgaça" Drogba em
conversa direta com Abramovich.(stummag.com)


Depois disso, foi inaugurado o Big Brother em Stamford Bridge! Avram Grant foi o responsável por substituir Mourinho. Com um time bem defensivo, atuando com um contra-ataque muito prestativo, conseguiu manter o Chelsea competitivo e forte em busca do tão sonhado título de campeão da Europa. Mesmo sabendo que não continuaria como treinador do clube londrino, Grant manteve o padrão de jogo que implementou desde a saída de Mourinho. Mas, a derrota veio numa disputa de pênaltis contra o Manchester United.


Após a saída de Avram Grant, Luiz Felipe Scolari foi contratado como novo treinador do Chelsea. Big Phil, como foi apelidado pela imprensa inglesa, chegou com um nível expectativa semelhante ao de Villas-Boas. Campeão mundial com a seleção brasileira e boas campanhas com a seleção portuguesa fizeram os torcedores gerarem uma expectativa alta sobre o trabalho do treinador brasileiro. Todavia, Felipão não conseguiu colocar seu trabalho em prática por duas razões. A primeira, a falta de reforços, pois o clube inglês não contratou absolutamente ninguém para reforçar o elenco, diferentemente de suas ações quando Mourinho chegou à Londres, trazendo junto com ele oito reforços. A segunda foi o péssimo relacionamento com os jogadores mais badalados do Chelsea, como o atacante Didier Drogba, que foi acusado de ser um dos líderes do movimento para derrubar Felipão. A demissão ocorreu ainda durante a temporada regular, com o Chelsea sete pontos atrás do Manchester United e classificado para o mata-mata da Liga dos Campeões.


Guus Hiddink foi o contratado para completar a temporada pelos Blues. O treinador se dividia entre treinador do Chelsea e da seleção russa de futebol. Não pode fazer muita coisa diferente de seu antecessor, pois teve de trabalhar com as mesmas peças em um espaço ainda mais curto de tempo. O fato mais marcante de sua passagem não foi nem realizado por um jogador do Chelsea, e sim, por um adversário. O gol de Andrés Iniesta, marcado nos acréscimos de um jogo eletrizante, resultou na eliminação do Chelsea em mais uma Liga dos Campeões da Europa.

Em seguida, Carlo Ancelotti assumiu o cargo de treinador do time, após passar oito temporadas no Milan. Na bagagem, duas Ligas dos Campeões e alguns títulos nacionais. O que mais poderia credenciar um treinador do que um currículo como o de Ancelotti? A primeira temporada foi boa, com a conquista de mais um título nacional e a copa da Inglaterra. Entretanto, Ancelotti, no seu segundo ano, não conseguiu manter a mesma calmaria no vestiário dos Blues. Além dos problemas pessoais que retornaram, contratações fracassadas (leia-se Fernando Torres) fizeram a credibilidade de Ancelotti cair gradativamente, culminando em sua demissão após o final da temporada de 2011.
O British Big Brother não pára de eliminar! (Edição própria)


Villas-Boas não teve um caminho diferente. A tentativa de uma nova filosofia foi fracassada pelo mesmo motivo que levou os treinadores anteriores fracassarem. O elenco do Chelsea, recheado de estrelas mimadas, aproveita o temperamento mais que explosivo do seu dono para continuar mandando e desmandando dentro do vestiário. As mudanças táticas de Villas-Boas, colocando medalhões como Lampard, Essien e Drogba no banco, estavam sendo seu “All-in” dentro do Chelsea. Porém, a jogada deu errado e hoje ele amanheceu desempregado.

Mas, agora fica a pergunta, será que o problema do Chelsea é treinador? O magnata russo Roman Abramovich já mostrou que não mede esforços para ver o seu time vencedor, mas agora ele vai precisar tomar uma decisão muito mais delicada do que demitir técnicos e contratar jogadores, pois está claro que os problemas do Chelsea, desde a época de Felipão, estão muito além das quatro linhas, passando pelos vestiários e terminando na sala do dono do clube. Os jogadores hoje detêm o comando do futebol do Chelsea. Mas, eles não são aqueles mesmos de quatro temporadas atrás. Então, continua o questionamento: Quem será o próximo eliminado?

sábado, 3 de março de 2012

Prova de fogo em Roma


Derby della Capitale leva milhões de pessoas a cidade eterna. (Fonte: Serie A Talk)
Final de semana recheado de excelentes jogos na Europa e vale à pena destacar mais um “Derby della Capitale”. O histórico clássico mundial é famoso por levar a grande massa romana ao Estádio Olímpico de Roma, o embate também é marcado por várias polêmicas.
O fato é que a Lazio é o time da burguesia, e vem numa grande crescente, contratando muito bem e é 4° colocado no Calcio. Já a Roma é o time do povão, da massa, que contratou o jovem treinador Luís Henrique com um projeto ambicioso de montar uma esquadra que jogue bonito e pra frente. A Roma ocupa o 6° lugar no campeonato e oscila bastante na competição.
Na história do confronto, Roma e Lazio disputaram 132 jogos, com 44 vitórias giallorossi e 34 biancocelesti. No último embate, o time celeste bateu os romanos por 2 x 1.
A boa temporada de Miroslav Klose apimenta o clássico, o experiente centroavante alemão foi o cara do jogo no 1° turno e mostra que ainda é muito útil. No lado dos lobos, Francesco Totti, sempre ele, é o trunfo giallorossi para o confronto.


Marquinho vive a expectativa de seu
primeiro derby. (Fonte: AFP) 

É o primeiro clássico de Marquinho, o ex jogador do Fluminense se mostrou bem empolgado com a grande oportunidade de estar entre os titulares: – É meu segundo jogo como titular e já tenho pela frente um clássico que mexe com a cidade. A apreensão aqui está grande, já que a pressão para nos aproximarmos do grupo que briga por uma das três vagas para a Liga dos Campeões existe. Além disso, nosso adversário está com sete pontos de vantagem em relação a nós. Temos que vencer o clássico, nos aproximar deles na classificação e ganhar morar para entrar na briga por vaga na Champions. É com este objetivo que entrarei no Estádio Olímpico, com muita vontade de começar a fazer meu nome na Europa – disse.


Totti e Klose são as apostas das equipes para mais um clássico. ( Fonte: Figli dell'Aquila / Daily Soccer News - Editado por Fábio Nobre.)
Mesmo irregulares na Série A, Roma e Lazio prometem um grande duelo tanto dentro de campo quanto nas arquibancadas e é nesse clima que o Calcio se volta para a capital italiana na 26° rodada do campeonato italiano, vale à pena conferir.